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GPE: Mais 15 municípios são treinados para utilização de plataforma para monitoramento de metas

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) promoveram, na última semana, mais um treinamento para utilização do Sistema do Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), plataforma de monitoramento e avaliação das metas estabelecidas pelas prefeituras para os próximos 12 anos.

Ao longo de dois dias, técnicos de 15 prefeituras receberam informações relacionadas ao acompanhamento da execução dos planos e o envio de relatórios gerenciais, conhecimento necessário para operacionalização do sistema.

De acordo com o coordenador do GPE no TCE-MT, Volmir Manhabosco, a capacitação está sendo realizada com as equipes que já concluíram a parte do processo que consiste na elaboração dos mapas estratégicos com objetivos, metas e a visão de cada município. “Com isso, inicia-se o processo de monitoramento das ações e avaliação dos resultados.”

Na ocasião, o consultor da UFMT Felipe Resende destacou que o GPE será revertido na melhoria das gestões e, consequentemente, dos serviços públicos prestados aos cidadãos. “Quando tomamos uma decisão baseada em evidências, fica difícil contestar, e todo trabalho do GPE vai nesse sentido, fazer um monitoramento de cada política pública, como que cada secretaria vem avançando nos seus indicadores, para que, a partir daí, os gestores tenham uma decisão mais acertada na alocação dos recursos públicos.

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Para o vice-prefeito de Mirassol, Jeffer Kleber, esse acompanhamento é fundamental. “Muitas vezes não temos a mensuração do que está sendo realizado a curto, médio e longo prazo e esse sistema vai nos permitir ter esse acompanhamento mais próximo, facilitando a tomada de decisões, para que possamos melhorar as políticas públicas no nosso munícipio.”

Coordenadora do GPE de Reserva do Cabaçal, Ivani Maria de Mendonça, ponderou que mesmo ainda em fase de implantação, já é possível ver resultados. “Já tivemos que levantar dados, números que a gestão tão tinha”.

Nesta oportunidade, a capacitação foi voltada às Prefeituras de Acorizal, Araguaiana, Barra do Bugres, Campos de Júlio, Canabrava do Norte, Cláudia, Juara, Mirassol D´Oeste, Nova Bandeirantes, Nossa Senhora do Livramento, Paranatinga, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Santa Cruz do Xingu e Terra Nova do Norte.

GPE

 O Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE) foi lançado em 2022 pelo conselheiro-presidente, José Carlos Novelli, com o objetivo de introduzir a cultura do planejamento na administração pública municipal. A proposta conta com 118 municípios adesos.

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Além da validação dos mapas estratégicos de 100 municípios ainda em outubro deste ano, o TCE-MT ofertou o MBA em Gestão Estratégica por Resultados aplicada à Gestão Pública a dois servidores de cada prefeitura, que também será concluído no próximo mês.

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CIDADES

Regularização fundiária moderniza gestão territorial e impulsiona economia em 33 municípios

Com quase 81 mil imóveis regularizados em 33 municípios, GeoGis reforça avanço da regularização fundiária e atualização cadastral no país

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A modernização do cadastro territorial tem se consolidado como uma das principais estratégias para fortalecer as finanças dos municípios brasileiros sem aumento de impostos. Em meio às dificuldades fiscais enfrentadas pelas prefeituras, iniciativas de regularização fundiária e atualização cadastral vêm ampliando a arrecadação, reduzindo a informalidade e melhorando o planejamento urbano.

O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como o “CPF dos imóveis”, que passou a integrar dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal. O sistema permite maior controle sobre imóveis irregulares, construções fora do cadastro oficial e propriedades que ainda não integram a base tributária municipal.

Hoje, estima-se que cerca de metade dos imóveis brasileiros apresente algum tipo de irregularidade documental ou cadastral. Em muitos casos, isso significa imóveis sem atualização de IPTU, construções não registradas oficialmente ou propriedades sem regularização completa.

Nesse cenário, empresas especializadas em gestão territorial vêm ganhando protagonismo. Em Mato Grosso, a GeoGis já regularizou 80.996 imóveis por meio da emissão de Certidões de Regularização Fundiária (CRF), em 33 municípios, beneficiando milhares de famílias e ampliando a capacidade de arrecadação das cidades atendidas.

Além da regularização documental, os projetos permitem atualizar bases territoriais, identificar inconsistências cadastrais e ampliar o controle sobre áreas urbanas. O reflexo é direto na gestão pública: com informações mais precisas, os municípios conseguem melhorar a cobrança de tributos, planejar investimentos e organizar serviços essenciais.

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O avanço da regularização fundiária também tem mobilizado parlamentares de diferentes regiões do país. Durante evento sobre gestão territorial, o deputado federal pela Paraíba, Mersinho Lucena destacou que a falta de documentação ainda impede a chegada de investimentos públicos em milhares de comunidades.

“Quando uma área não está regularizada, o Poder Público fica impedido de levar infraestrutura, saneamento, escolas e outros serviços essenciais. A regularização fundiária é uma ferramenta que garante segurança jurídica e permite que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa”, afirmou Lucena.

Outro exemplo vem de Maceió (AL), onde a GeoGis participa de um programa de regularização fundiária com previsão de alcance de 5 mil imóveis. Até o momento, 492 unidades já foram regularizadas na capital alagoana.

Especialistas apontam que a atualização cadastral se tornou uma ferramenta estratégica para as cidades. Um cadastro desatualizado reduz a eficiência da arrecadação e limita o planejamento urbano, afetando diretamente áreas como infraestrutura, pavimentação, saneamento e habitação.

Além do impacto fiscal, a regularização fundiária também movimenta a economia. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros precisem de algum tipo de regularização. O levantamento aponta ainda que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.

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Segundo o estudo, imóveis regularizados podem alcançar valorização de até 30%, além de ampliar o acesso ao crédito, facilitar financiamentos e aumentar a segurança jurídica dos proprietários.

Para o deputado federal Augusto Coutinho, a regularização fundiária continua sendo uma das principais demandas da população em áreas urbanas consolidadas. Segundo ele, moradores de comunidades visitadas recentemente em Pernambuco relataram viver há décadas em seus imóveis sem possuir a documentação definitiva.

“A regularização traz dignidade às famílias. Com a posse formal do imóvel, o cidadão passa a ter acesso ao crédito, pode investir na própria casa e conquista uma segurança que muitas vezes esperou por décadas”, destacou o parlamentar.

Para gestores públicos, o avanço da tecnologia aplicada à gestão territorial também representa mais transparência e redução de fraudes nas transações imobiliárias. A expectativa do setor é que a modernização cadastral se consolide nos próximos anos como uma das principais ferramentas de fortalecimento financeiro das cidades brasileiras.

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