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Governador discute projetos para segurança urbana

Pedro Taques ressaltou que o aumento de profissionais da Politec é uma prioridade e tratado com urgência dentro do governo

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Meneguini

Governbo faz Reunião em Nova Mutum

A principal demanda foi a necessidade da construção de uma nova cadeia pública

A segurança pública de Nova Mutum foi tema de reunião entre o governador Pedro Taques, lideranças municipais e o Promotor de Justiça do município Henrique Pugliese, na tarde desta terça-feira (06). O encontro contou também com a presença dos secretários de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Dorilêo e de Segurança Pública, Rogers Jarbas. A principal demanda apresentada foi a necessidade da construção de uma nova cadeia pública em Nova Mutum. Na última semana ocorreu uma tentativa de fuga de detentos da unidade.

 

Os representantes do município explicaram que a cadeia pública em funcionamento é uma estrutura antiga e não apropriada, que não comporta o número de detentos, o que facilita tentativas de fugas como a ocorrida na última semana, que foi contida graças a ação rápida das forças de segurança policiais e penitenciárias, que em questões de horas capturaram os quatro fugitivos, evitaram a fuga de outros recuperandos que estavam dentro do presídio e  apreenderam o armamento que eles haviam retirado de dentro da unidade.

 

Outra demanda apresentada foi a instalação da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no município. O secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, reafirmou a necessidade da ampliação do quadro de recursos humanos da Politec e destacou que o projeto de aumento do lotacionograma do órgão já está em andamento na secretaria de Gestão. O governador Pedro Taques ressaltou que o aumento de profissionais da Politec é uma prioridade e tratado com urgência dentro do governo.

 

O Promotor Henrique Pugliese destacou o grande crescimento da população do município, o que acarreta em problemas de segurança. “Mesmo com um bom número de efetivo policial e viaturas necessitamos de um número maior especialmente pelo nosso crescimento, de 12% ao ano. Como em outros municípios nós estamos em uma luta muito grande em prol da segurança pública e o governador se mostrou disposto a auxiliar Nova Mutum”, afirmou. 

 

O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Márcio Dorilêo, destacou que vários projetos de reforma e construção de unidades prisionais no estado estão em estágio avançado. Ele citou a unidade de Várzea Grande, que está sendo construída em parceria com o Governo Federal, por meio de um convênio com Departamento Penitenciário Nacional. A capacidade da unidade será de 1.008 vagas, podendo ser ampliada para 1.500 vagas. Também estão em andamento as unidades de Peixoto de Azevedo, com capacidade de 256 vagas e a de Porto alegre do Norte, que está na fase de terraplanagem com previsão de entrega o ano que vem e capacidade de aproximadamente 280 vagas. Já a de Sapezal está com licitação concluída.

 

Para Nova Mutum é proposta uma parceria entre Governo de Estado, prefeitura, sociedade civil e classe empresarial. A ideia é permutar uma área no centro do município para uma área mais adequada, que permita adotar um modelo construtivo adequado às normas da lei de execução penal, cumprindo as regras de segurança e ressocialização.

 

“Com as parcerias as unidades podem se tornar mais produtivas, somando renda para os internos de forma que seja revertida para manutenção do aparelho público e a melhoria da própria unidade. Nós conseguimos inserir nossos recuperandos em uma situação de inclusão sócio produtiva permitindo o aproveitamento e qualificação de mão de obra. O estado consegue numa atividade criativa otimizar os seus recursos. A prefeitura e a sociedade também se unem porque ganham um aparelho público que levará segurança e estabilidade para todos e os servidores públicos ganham um estabelecimento adequado  de trabalho. É vantajoso para todos”, disse o secretário da Sejudh.

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Cuiabá

Maysa Leão cobra Prefeitura sobre fila de 24 mil pessoas à espera de atendimento em saúde mental

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Vereadora Maysa Leão

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou, durante a sessão desta terça-feira (29), na Câmara de Cuiabá, respostas da Prefeitura para a fila de cerca de 24 mil pessoas que aguardam atendimento psiquiátrico e psicoterápico no município. Por meio de requerimento de informação, a parlamentar questionou a Secretaria Municipal de Saúde sobre quais medidas serão adotadas para reduzir a espera e ampliar o atendimento em saúde mental.

No encerramento do Setembro Amarelo, Maysa alertou que o sofrimento psíquico acontece durante todo o ano e relatou o caso de uma jovem de 23 anos, com transtorno bipolar e depressão profunda, que procurou ajuda na Policlínica do Coxipó, em unidade básica de saúde e no CAPS. Segundo o relato recebido pelo gabinete, mesmo após buscar atendimento em diferentes pontos da rede, a jovem não recebeu a assistência necessária e acabou tirando a própria vida.

“Essa menina procurou ajuda. Passou por vários pontos da nossa rede, pediu socorro e não teve o atendimento de que precisava. A mãe guarda até hoje os prontuários e as cartas da filha. A minha filha tem 22 anos. Eu não consigo imaginar o tamanho da dor dessa mãe. E não consigo olhar para uma fila de 24 mil pessoas e tratar isso apenas como um número”, afirmou Maysa.

A vereadora também citou o caso da mãe da jornalista Janaiara, que morreu por suicídio e, segundo o relato apresentado por Maysa, recebeu uma mensagem da Prefeitura informando sobre sua consulta dois anos depois da morte. “Não estamos falando apenas de uma fila. Estamos falando de pessoas que estão sofrendo e procurando o poder público porque precisam de ajuda. Depressão é doença e precisa ser tratada como doença. Quem tem diabetes ou um problema cardíaco procura atendimento e não é questionado. Quem tem depressão também precisa ser acolhido, atendido e respeitado”, destacou.

Maysa reforçou que o debate sobre saúde mental não pode terminar com o Setembro Amarelo. “A depressão, o sofrimento psíquico e o risco de suicídio acontecem nos 365 dias do ano. Eu quero saber o que o município de Cuiabá está fazendo para resolver essa fila de 24 mil pessoas que esperam por atendimento psiquiátrico e psicoterápico. Essa é a pergunta que eu faço hoje e que precisa de uma resposta”, finalizou.

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