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POLÍTICA MT

Gilberto Figueiredo registra compromisso de destinar R$ 10 milhões para programa de atendimento a autistas

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O ex-secretário de Estado de Saúde e candidato a deputado estadual, Gilberto Figueiredo (Republicanos), fez o registro em cartório do compromisso de destinar R$ 10 milhões em emenda parlamentar, no primeiro ano de mandato, para a implantação e estruturação do Programa Estadual de Fortalecimento e Ampliação da Rede de Atenção à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Gilberto Figueiredo esteve no Cartório do 7º Ofício, em Cuiabá, na tarde dessa terça-feira (29/09), para registrar o documento. “Não é apenas uma promessa. É um compromisso assumido. Um compromisso com as pessoas com autismo, com as famílias atípicas, com a população de Mato Grosso”, declarou Gilberto.

A iniciativa do programa busca garantir uma fonte específica de recursos para uma área — o atendimento integral às pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) — que não conta, atualmente, com previsão orçamentária suficiente para sustentar um programa dessa dimensão.

Segundo Gilberto, o programa foi estruturado durante sua gestão à frente da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), no período de 2019 a 2026, e tem como objetivo fortalecer uma política que já está prevista na legislação estadual.

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Para Gilberto, a experiência de sete anos à frente da SES-MT mostrou que a capacidade de execução das políticas públicas depende diretamente da disponibilidade orçamentária. Ele afirma que, como secretário, não conseguiu colocar em prática toda a sua agenda de projetos justamente porque as necessidades da saúde eram maiores que os recursos disponíveis.

Eleito deputado estadual, Gilberto Figueiredo diz que pretende utilizar o espaço no Legislativo para direcionar recursos às áreas que considera prioritárias. “Eu não consegui realizar toda a minha cesta de sonhos como secretário. O orçamento não era correspondente à necessidade. Como deputado, eu posso definir onde os recursos das minhas emendas serão aplicados”, afirma.
O Programa
A SES-MT será responsável pela implantação e condução do programa. “O programa é uma ação do Executivo. Quem vai executar isso é a Secretaria de Estado da Saúde, não será o deputado, não será a Assembleia. Mas eu vou ter legitimidade para colocar recursos onde não existe orçamento previsto”, explica o candidato.

A proposta prevê a estruturação de um Centro Estadual de Referência em TEA, inicialmente na Santa Casa de Cuiabá, a implantação de seis polos regionais e o uso da telessaúde para levar o atendimento integral aos 142 municípios de Mato Grosso. A proposta contempla diagnóstico, atendimento multiprofissional, tratamento e reabilitação. Também prevê a capacitação de profissionais das áreas da saúde, da educação e da assistência social, além do apoio a familiares e cuidadores.

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“Não é especialmente só para o autista, mas também para as famílias atípicas, que convivem com essa questão no dia a dia, que precisam de todo tipo de assistência e auxílio”, afirma Gilberto, ao defender uma atuação integrada para ampliar o cuidado e o acompanhamento dos atendidos, para que possam desenvolver todo seu potencial.

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POLÍTICA MT

CPI apresenta relatório preliminar sobre despesas e contratos da rede estadual de saúde

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apresentou, na tarde desta quarta-feira (30), um relatório preliminar com resultados da análise documental sobre despesas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), entre 2019 e 2025. O levantamento aponta pagamentos indenizatórios superiores a R$ 1 bilhão, além de possíveis irregularidades em contratações, execução de serviços e comprovação de despesas.

A apresentação ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na Sala de Comissões do Parlamento estadual. O documento foi elaborado a partir de depoimentos e de materiais encaminhados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Polícia Federal. Segundo o assessor jurídico da CPI, André Luis Rufino, a análise envolve aproximadamente 10 mil documentos.

Um dos principais pontos identificados pela CPI foi o crescimento dos pagamentos por reconhecimento de dívida, modalidade utilizada quando serviços são prestados sem cobertura contratual prévia e a administração reconhece posteriormente a obrigação de pagamento. Conforme a análise apresentada, o procedimento, inicialmente associado a situações excepcionais, passou a ser utilizado de forma recorrente, com aumento superior a 400% no período examinado.

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O relatório detalha que R$ 750,5 milhões foram pagos a empresas relacionadas à Operação Espelho, sendo R$ 109,1 milhões provenientes de recursos federais e o restante de recursos estaduais. Considerando outras prestadoras de serviços da SES, o volume de despesas indenizatórias ultrapassa R$ 1 bilhão.

André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.

André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.

Foto: Helder Faria

A comissão também apresentou apontamentos sobre alertas feitos na época pela CGE e PGE relacionados à regularidade das contratações e dos pagamentos. Segundo Rufino, a análise identificou baixo atendimento às recomendações do controle interno, além da continuidade de procedimentos que demandavam adequação.

Outro eixo da investigação envolve possíveis inconsistências na comprovação de plantões médicos, registros de frequência, atestados de execução e pagamentos por serviços. O material apresentado reúne apontamentos sobre divergências entre escalas e registros, ausência de comprovação de atendimentos e possíveis falhas na fiscalização contratual, inclusive em serviços de terapia intensiva.

O relatório também detalhou possíveis responsabilidades em diferentes níveis da administração pública e entre empresas prestadoras de serviços, além de encaminhamentos que poderão ser avaliados ao longo da investigação, como apuração administrativa, ressarcimento de recursos e comunicação aos órgãos competentes. Os apontamentos integram um relatório preliminar e ainda dependem da continuidade dos trabalhos e das providências cabíveis.

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Mesmo com a suspensão temporária das oitivas durante o período eleitoral, a CPI manteve a análise dos documentos. Instalada em 4 de março de 2026, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. O plenário da ALMT aprovou a prorrogação dos trabalhos para até janeiro de 2027.

A próxima reunião está marcada para quarta-feira, 7 de outubro, quando a comissão dará continuidade às atividades de investigação, com retomada das oitivas e aprofundamento dos pontos levantados no relatório.

Fonte: ALMT – MT

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