cultura
Festival de Siriri e Cururu terá três dias de atrações e entrada gratuita
Em sua 15ª edição, o Festival de Siriri e Cururu de Mato Grosso será histórico, resultado do trabalho coletivo de mestres da cultura popular e diretores dos grupos que mantêm viva a tradição. Ineditamente, são protagonistas no palco e na produção do evento que ocorre nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, no Ginásio Aecim Tocantins. As apresentações ocorrem a partir das 19h e a entrada é gratuita.
Ao certo que as apresentações de mais de dez grupos de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger devem mexer com a memória afetiva de quem já participou de alguma das tradicionais festas de santo ou celebrações em importantes espaços de convívio, que são os quintais da Baixada Cuiabana. Mas é um momento especial também, aos que anseiam por uma imersão pela secular manifestação cultural do povo mato-grossense.
Afinal, é difícil não se contagiar com a potência dos movimentos coordenados do siriri, de se emocionar com a riqueza do figurino colorido e ritmo enérgico dos curureiros, que cantam, dançam e sapateiam fortemente, com sincronia e destreza incomparáveis.
A propósito, é o grupo Tradição Cuiabana do Coxipó, que na sexta-feira (15), inicia a série de apresentações. O diretor artístico, Avinner Brandão, explica que a cururu “é o pai de todo esse processo cultural”. Respeitando a linha do tempo da tradição virão os grupos de siriri, com o espetáculo “Identidades do siriri”. Neste momento, realizam um desfile com suas bandeiras, representando os territórios e simbologia. “Serão realçadas as raízes indígena, afro-brasileira e também, colonial, que confere a tradição católica”. Esses dois momentos se repetem nos outros dois dias do festival.
Então, na sequência, virão os grupos de siriri. Um vídeo antecede os espetáculos, contando um pouco sobre cada grupo. Ainda no dia 15, os mestres de cerimônia, Totó Bodega, Elias Neto e Comadre Pitú, convocarão ao palco os grupos Voa Tuiuiú, São Gonçalo Beira Rio e Flor Serrana.
Já no sábado (16), é a vez do público conferir o espetáculo de siriri do Estrela Guia, Vitória Régia do Pantanal, Raízes Cuiabanas e Siriri Flor do Campo. No domingo (17), Flor de Atalaia, Coração Tradição Franciscano, Siriri Elétrico e por fim, o Flor Ribeirinha.
Retomada
O diretor artístico do festival, Avinner Brandão, conta que os mestres e artistas do siriri e cururu estão ansiosos para ocupar, sob todos os ângulos, a principal vitrine da produção artística. “Especialmente porque os grupos estão assumindo o protagonismo de sua própria história, sem interlocutores. Eles têm voz ativa na tomada de decisões. Então, podemos dizer que é a cultura pensada pelo povo, para o povo”, celebra.
Nesta edição o Festival, se concretiza por meio de uma rede formada pelo Instituto Nandaia – que reúne nove associações de siriri – e o Instituto Brasil e Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Tem ainda apoio cultural do Sesi Mato Grosso, Pró-Reitoria de Cultura, Esporte e Vivência, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Grupo Energisa e Instituto Energisa.
Avinner explica que a produção coletiva do festival, culmina com o fortalecimento do segmento. “O festival é resultado da união de forças, então, fortalece o movimento. Juntos, temos mais poder de dialogar com o poder público, de articulação e de luta por mais políticas públicas para os agentes culturais que atuam em defesa das tradições do povo mato-grossense”.
Serviço
Festival de Siriri e Cururu
Dias 15, 16 e 17 de dezembro
A partir das 19h
Ginásio Aecim Tocantins, na avenida Agrícola Paes de Barros, sn, bairro Verdão, em Cuiabá (MT).
Informações: @institutonandaia no Instagram
Programação completa:
15/12 – SEXTA – 19h
– Dispositivo de autoridades
– Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó
– Cerimônia de abertura: Espetáculo “Identidades do Siriri”
– Grupo de Siriri: Voa Tuiuiú
– Grupo de Siriri: São Gonçalo beira rio
– Grupo de Siriri Flor Serrana
16/12 – SÁBADO – 19h
– Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó
– Cerimônia de abertura: Espetáculo “Identidades do Siriri”
– Grupo de Siriri Estrela Guia
– Grupo de Siriri: Vitória Régia do Pantanal
– Grupo de Siriri Raízes Cuiabanas
– Grupo de Siriri Flor do Campo
17/12 – DOMINGO – 19h
– Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó
– Cerimônia de abertura: Espetáculo “Identidades do Siriri”
– Grupo de Siriri Flor de Atalaia
– Grupo de Siriri Coração Tradição Franciscano
– Grupo Siriri Elétrico
– Grupo de Siriri Flor Ribeirinha
cultura
The Xomanos celebra raízes cuiabanas em ensaio que exalta identidade do rock regional
A banda cuiabana The Xomanos voltou a movimentar a cena musical ao transformar alguns dos locais mais emblemáticos da capital em cenário para uma nova sessão de fotos que celebra a cultura mato-grossense e reafirma a presença do rock no centro-oeste brasileiro. O ensaio percorreu cartões-postais que refletem a essência da cuiabania e conectam arte, urbanidade e memória.
Entre os espaços escolhidos estão o viaduto da Secretaria de Fazenda, popularmente conhecido como “Hot Wheels”, marcado por murais coloridos de artistas locais; a escadaria do Beco Alto, no Centro Histórico, um dos pontos mais tradicionais de convivência e expressão urbana; e a Ponte Júlio Müller, a “Ponte Velha”, que simboliza a ligação entre diferentes momentos da história cuiabana.
A proposta, segundo a banda, vai além da estética. O objetivo foi ocupar esses locais com atitude e simbolismo, mostrando que o rock também nasce de raízes regionais e dialoga diretamente com o território. “Cuiabá tem cor, tem história, tem calor… e isso também é rock”, afirmaram os integrantes.
A combinação entre guitarras, visual marcante e elementos culturais locais é uma marca do grupo, que aposta na construção de uma identidade própria dentro do cenário independente. A escolha dos pontos para o ensaio reflete essa fusão cultural: o urbano que pulsa no viaduto, a memória preservada no centro histórico e a conexão territorial materializada na antiga ponte.
O projeto faz parte da fase de expansão da banda, que desenvolve novas produções por meio do apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT). Para o grupo, esse tipo de iniciativa reforça a importância de valorizar artistas locais e fortalecer a criação cultural enraizada na identidade mato-grossense.
Os bastidores do ensaio ganharam repercussão nas redes sociais, aumentando a expectativa para o próximo lançamento do The Xomanos: um álbum previsto para 2026, com quatro faixas inéditas. A nova produção promete intensificar ainda mais a mistura de regionalidade, energia e autenticidade que caracteriza o som da banda.
Dez anos de estrada e um novo capítulo
Em 2026, o The Xomanos completa uma década de trajetória. Formado por Tiago Massu (vocal), Elvis Vilas Boas (guitarra), Saulo Vila Nova (baixo) e Styven Barros (bateria), o grupo se consolidou como um dos nomes mais relevantes do pop/rock cuiabano ao unir sonoridades contemporâneas a ritmos locais como rasqueado e lambadão — criando uma linguagem que dialoga com diferentes públicos sem perder sua essência regional.
Com presença crescente no cenário independente, o quarteto se prepara para marcar a data com um EP comemorativo e seguir levando a energia do rock cuiabano para novos espaços — nas ruas, nos palcos e na identidade de quem reconhece suas raízes.
O rock feito em Cuiabá está mais vivo do que nunca — e o The Xomanos parece pronto para amplificar ainda mais essa voz.
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