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Feriadão de Páscoa e Tiradentes terá 288 voos extras para destinos turísticos em todo o país
Os feriados da Semana Santa e de Tiradentes, que neste ano formarão um feriadão prolongado, promete impulsionar o turismo em todo o Brasil. A combinação atrai tanto devotos que buscam cidades com forte tradição religiosa quanto viajantes que desejam aproveitar o período para descansar e explorar novos destinos.
Para atender à alta demanda, as companhias aéreas Azul, GOL e LATAM vão operar 288 voos extras entre os dias 17 e 21 de abril. A medida disponibilizará mais de 35 mil assentos adicionais, com destaque para o Nordeste – região mais procurada pelos turistas nesta época do ano.
Diante do aumento no fluxo de viajantes, o ministro do Turismo, Celso Sabino, reforça a importância da conectividade aérea para o fortalecimento da atividade turística no país. “A ampliação da malha aérea é essencial para atender o turista brasileiro e impulsionar o desenvolvimento regional. Seguimos empenhados em ampliar as oportunidades de viagem, fortalecer a economia e consolidar o Brasil como um destino turístico de excelência”, afirma o ministro.
A Azul vai proporcionar 121 voos extras para cidades como Recife (PE), Porto Seguro (BA), Natal (RN), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE) e Salvador (BA). A LATAM também reforçará sua malha aérea, com 76 voos adicionais voltados a destinos turísticos como Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Porto Seguro (BA) e Aracaju (SE). Já a GOL adicionará 80 voos extras para Salvador (BA), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Vitória (ES) e Porto Seguro (BA).
INCENTIVO – Para estimular os brasileiros a viajarem dentro do país, o Ministério do Turismo criou o programa Conheça o Brasil: Voando, em parceria com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR) e outros órgãos do governo federal.
A iniciativa tem como foco ampliar a conectividade e a mobilidade entre os destinos nacionais, estimular a geração de negócios, fortalecer a competitividade do setor e promover emprego e renda nas comunidades que recebem os turistas.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
barra do garcas
Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes
Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.
O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.
Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.
Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.
Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.
Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.
Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.
“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.
De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.
Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.
Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.
“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.
Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.
Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.
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