POLÍTICA MT
Fávaro defende fim da escala 6×1 e cobra avanço da proposta no Senado
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT), candidato à reeleição, defende o fim da escala de trabalho seis por um (6×1) e a redução da jornada semanal sem diminuição dos salários. A mudança está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e que agora aguarda avanço na tramitação no Senado Federal.
Para Fávaro, a retomada do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, abre espaço para acelerar a análise da pauta que é de interesse dos trabalhadores.
“Acredito que essa aproximação entre o presidente Lula e o presidente Alcolumbre poderá favorecer os trabalhadores. Vou fazer o que for possível para ajudar a acelerar esse processo e garantir a aprovação. É uma mudança que significa mais qualidade de vida para milhões de brasileiros”, afirmou Fávaro.
O texto aprovado pela Câmara reduz a jornada máxima de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de repouso remunerado por semana e mantém a remuneração dos trabalhadores. A mudança representa, na prática, a substituição da escala 6×1 pela 5×2.
Para Fávaro, conceder apenas um dia de folga por semana compromete o direito do trabalhador de ter tempo para a família, o descanso e a vida pessoal. “É preciso pensar na vida que essa jornada rouba. O trabalhador não nasceu só para trabalhar. Nasceu também para viver”, defende.
Segundo o senador, na rotina de quem trabalha seis dias consecutivos, muitas vezes o único dia de folga acaba sendo dedicado às tarefas que ficaram acumuladas ao longo da semana.
“Usa esse dia para lavar roupa, limpar a casa, fazer compras, resolver problemas. Não descansa. Não tem tempo para o almoço com a família, o futebol com o filho, a visita aos pais, o aniversário, a igreja, o lazer. A vida inteira passa e essa pessoa só trabalhou”, afirma o senador.
Mais descanso, sem redução de salário – A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em maio, com 461 votos favoráveis e 19 contrários. O texto estabelece uma transição para a nova jornada. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima passará de 44 para 42 horas semanais, com garantia de dois dias de repouso remunerado. Após o período previsto de transição, de um ano e dois meses, a jornada máxima será reduzida para 40 horas semanais.
Um dos principais pontos da proposta é a garantia da irredutibilidade salarial. Isso significa que a diminuição da jornada e a ampliação do repouso semanal deverão ocorrer sem redução nominal ou proporcional dos salários.
A PEC também prevê regras diferenciadas para determinadas categorias e situações, além da possibilidade de legislação específica para disciplinar a adaptação de microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, entre outros casos.
Tramitação no Senado – Após a aprovação pela Câmara, a PEC chegou ao Senado em maio. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, decidiu que o texto deverá passar pelas comissões antes de chegar ao Plenário.
Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, o texto precisa ser aprovado pelo Senado em dois turnos, com o apoio de, pelo menos, três quintos dos senadores em cada votação.
Se o Senado aprovar integralmente o texto recebido da Câmara, a emenda poderá ser promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. Caso sejam feitas alterações no conteúdo, a proposta precisará retornar à Câmara dos Deputados para nova análise.
POLÍTICA MT
Emissoras da Assembleia Legislativa participam de audiência do TRE-MT sobre horário eleitoral
A TV Assembleia e a Rádio Assembleia participaram, na manhã desta sexta-feira (21), de audiência pública realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) para definir o plano de mídia e a ordem de veiculação do horário eleitoral gratuito das Eleições Gerais de 2026. Aberto a representantes da imprensa e dos partidos políticos, o encontro tratou da distribuição do tempo de propaganda, das regras para veiculação das mídias e das medidas de fiscalização.
Representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participaram da reunião, pela TV Assembleia, o chefe de programação Rafael Ojeda e a programadora Pamela Aline Crispim; e, pela Rádio Assembleia, o coordenador Jimmy Rodrigues de Oliveira e o radialista Luiz Eduardo de Oliveira. As duas emissoras farão a veiculação do horário eleitoral gratuito, conforme previsto na legislação eleitoral.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa na próxima sexta-feira (28) e segue até 1º de outubro. Durante a audiência, foram apresentados os procedimentos que deverão ser observados pelas emissoras, partidos e federações para garantir o cumprimento da legislação eleitoral.
A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a importância da participação da imprensa no processo eleitoral e da transparência na definição das regras de veiculação. “É importante que vocês nos acompanhem. Isso nos dá legitimidade, transparência, credibilidade e a gente mantém o relacionamento. Todas as partes que compõem a sociedade são importantes no processo eleitoral”, afirmou.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Segundo a juíza auxiliar da presidência do TRE-MT e coordenadora do horário eleitoral gratuito, Edna Ederli Coutinho, o plano de mídia estabelece o tempo destinado a cada legenda e a ordem de veiculação da propaganda em rede no primeiro dia. A definição considera a representatividade dos partidos e federações, conforme as regras eleitorais.
A magistrada também ressaltou que as informações definidas na audiência serão disponibilizadas no site do TRE-MT, permitindo o acompanhamento pelos partidos, emissoras, candidatos e pela sociedade.
Horários e distribuição da propaganda —Embora Mato Grosso esteja uma hora atrás da capital federal, a veiculação da propaganda eleitoral segue os horários estabelecidos pela Justiça Eleitoral em Brasília.
Na programação em rede, o rádio terá dois blocos diários, de segunda-feira a sábado, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25, no horário de Brasília. Em Mato Grosso, esses horários correspondem a 6h às 6h25 e 11h às 11h25.
Na televisão, os blocos serão exibidos das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55, no horário de Brasília, correspondendo a 12h às 12h25 e 19h30 às 19h55 no horário de Mato Grosso.
Além da propaganda em rede, haverá inserções distribuídas ao longo da programação, observando os períodos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
Outro destaque da audiência foi a apresentação do Sistema HEG-Mídias, desenvolvido pelo TRE-MT para auxiliar na operacionalização do horário eleitoral e no acompanhamento da distribuição das cotas de propaganda destinadas às candidaturas proporcionais de mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas.
O secretário judiciário do TRE-MT, Carlos Luanga, explicou que a ferramenta foi desenvolvida de forma inédita para organizar a distribuição das cotas conforme as normas eleitorais. “O TRE de Mato Grosso, de forma inovadora, desenvolveu um sistema que distribui conforme os normativos prescrevem, cotas para negros, para mulheres e para indígenas”, afirmou.
A juíza Edna Coutinho explicou que a cota destinada às mulheres corresponde a, no mínimo, 30% do tempo, enquanto as cotas destinadas a candidaturas negras e indígenas devem observar a proporcionalidade prevista na legislação.
O Sistema HEG-Mídias permitirá o acompanhamento da distribuição e também deverá contribuir para a fiscalização do cumprimento das regras. A ferramenta estará disponível no site do TRE-MT a partir de segunda-feira (24), às 12h. O tribunal também programou treinamento on-line para representantes dos partidos e equipes técnicas das emissoras na próxima semana.
Responsabilidade e combate à desinformação — Durante a audiência, a juíza Glenda Moreira Borges, coordenadora da fiscalização da propaganda, ressaltou que partidos, federações e emissoras possuem responsabilidades distintas na execução do horário eleitoral.
“O plano de mídia não é apenas uma questão operacional. Ele é um instrumento de garantia da igualdade de oportunidades entre as forças políticas que participam do processo eleitoral. Por isso, o seu cumprimento exige organização, pontualidade e responsabilidade de todos os envolvidos”, afirmou.
Glenda também ressaltou a importância do horário eleitoral no processo democrático. “O horário eleitoral gratuito deve ser utilizado como um espaço de diálogo com o eleitorado, de apresentação de propostas e de construção de uma campanha positiva e respeitosa”, disse.
A presidente do TRE-MT também reforçou a orientação para que candidatos e partidos observem as regras durante a propaganda eleitoral e evitem conteúdos que possam violar a legislação. “Tudo aquilo que exacerbar vai ter a reação do Tribunal proporcionalmente também. Nós não somos um órgão sensor, mas não aceitamos censura também”, afirmou Serly.
A magistrada ainda apresentou novidades no aplicativo Pardal, utilizado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias de irregularidades. Segundo ela, a ferramenta terá recursos de inteligência artificial para direcionar as denúncias ao canal responsável pelo atendimento, facilitando a análise das ocorrências.
Criado originalmente pelo TRE-MT, o Pardal foi posteriormente adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para utilização em todo o país.
O secretário judiciário Carlos Luanga também explicou que a situação dos registros de candidatura poderá influenciar a participação de candidatos no horário eleitoral. Segundo ele, o TRE-MT trabalha para concluir o julgamento dos registros até metade do próximo mês. “Hoje nós estamos fazendo o plano de mídia. Os registros estão sendo analisados, irão para julgamento. O nosso prazo é até o dia 14 de setembro para julgar todos os registros”, explicou.
A audiência pública foi realizada no plenário do TRE-MT e integra os procedimentos de preparação para as Eleições Gerais de 2026. A participação da TV Assembleia e da Rádio Assembleia permite às equipes das emissoras acompanhar diretamente as orientações da Justiça Eleitoral e adequar a programação às exigências estabelecidas para o período eleitoral.
Campanha ALMT e TRE-MT – A Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o Tribunal Regional Eleitoral desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as Eleições Gerais de 2026. A iniciativa integra acordo de cooperação entre as instituições e prevê ações de orientação ao eleitorado e divulgação de informações sobre o processo eleitoral.
Lançada na semana passada, a campanha corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026. A primeira, realizada em abril, alertou os eleitores sobre o prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.
Fonte: ALMT – MT
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