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Evolução da pecuária de corte

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Da Assessoria

Alexandre El Hage - vice presidente Nelore MT

Alexandre El Hage – vice presidente Nelore MT

Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do país, com aproximadamente 30,3 milhões de animais, dos quais 80% da raça Nelore e ‘anelorado’. Em busca de modernizar e agregar ferramentas de melhoramento genético, pecuaristas do estado estão participando, desde junho, da maior prova de ganho de peso a pasto.

 

A proposta da Associação dos Criadores de Nelore é testar e disponibilizar ao mercado touros jovens com alto desempenho produtivo e com biótipo adequado à produção de carne. Os resultados da prova servirão como instrumento de seleção entre rebanhos e testes de progênies de reprodutores.

 

Estão participando 100 animais, de 26 criatórios mato-grossenses. Este ano dividimos a avaliação em dois lotes: acima e abaixo de 250 kg, machos, puros de origem (P.O), nascidos entre 8 de setembro e 7 de dezembro do ano passado. Essa divisão busca nivelar e potencializar o desempenho dos reprodutores.

 

O tempo de duração é de 290 dias, quando eles serão classificados a partir de critérios da ABCZ, entre elite, superior, regular e inferior. É importante frisar que essa prova é como uma corrida de fórmula 1, ou seja, uma competição entre os melhores animais de Mato Grosso. Isso significa que todos eles são superiores e as divisões são para efeito classificatório.

 

Após a fase de adaptação às mesmas condições de manejo e pastagem, que termina em agosto, ocorrerá a primeira pesagem. Serão feitas mais três pesagens intermediárias e uma final, promovendo uma verdadeira investigação genética que comprovará a categoria diferenciada dos animais.

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Entre os itens de desempenho avaliados estão origem, linhagem paterna e materna, ganho de peso (média diária), circunferência escrotal e fenótipo (aparência), para buscar identificar entre os participantes os que apresentam melhor desempenho global no peso final padronizado (por lote), além de exames de ultrassonografia para medir área de olho de lombo e espessura de gordura, itens que geram mais maciez à carne.

 

Temos um diferencial importante neste ano, convidamos as maiores empresas de venda de sêmen do país para vistoriar os animais no final da prova. Por meio dos dados gerados, esses animais poderão ter o material genético divulgado e comercializado em todo país. Isso sem dúvida agregará maior rentabilidade e credibilidade aos nossos pecuaristas.

Se Mato Grosso fosse considerado um país, em um ranking comparativo, ficaria em 6º lugar no mundo, atrás da Argentina – que possui 53 milhões de rebanho, e à frente da Austrália – 28 milhões animais. O setor compreende mais de 100 mil produtores, dos quais cerca de 80% com até 290 cabeças

 

Na prova do ano passado, após nove meses de trabalho a campo, obtivemos um resultado importante: o rendimento dos animais avaliados ultrapassou em mais de 100% o que é obtido pelos produtores estaduais em condições semelhantes, no mesmo manejo. A média de ganho de peso deles superou 827 gramas diárias. Participaram no ano passado 139 animais, de 35 criatórios de várias regiões.

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É importante frisar que a prova conta com vários parceiros, entre eles, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), que chancela as avaliações e o resultado, e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que acompanha todo o processo.

 

Se Mato Grosso fosse considerado um país, em um ranking comparativo, ficaria em 6º lugar no mundo, atrás da Argentina – que possui 53 milhões de rebanho, e à frente da Austrália – 28 milhões animais. O setor compreende mais de 100 mil produtores, dos quais cerca de 80% com até 290 cabeças.

 

 

No entanto, ter o maior rebanho não vem refletindo em melhor rentabilidade ao pecuarista, que enfrenta dificuldade no acesso a linhas de crédito, preço da arroba estagnado, reajuste nos preços de insumos, como mão de obra, sal mineral, ração, arame e diesel, e alta carga tributária – 12 vezes maior que no Pará e 150% a mais que Mato Grosso do Sul.

 

Em meio a este cenário de crise, temos incentivado a implementação de novas tecnologias de manejo e genética pelos produtores. Porque a associação está comprometida com o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da pecuária de corte no país e em Mato Grosso. E a prova de ganho de peso a pasto é um exemplo desse nosso esforço.

 

Alexandre El Hage, vice-presidente da Associação dos Criadores Nelore de Mato Grosso (ACNMT), zootecnista, pecuarista e empresário em Cuiabá, [email protected]

 

 

 

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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