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Dislexia: Entenda os principais sinais e impactos do transtorno de aprendizagem nas crianças

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Por Luciana Brites

A dislexia é um transtorno de aprendizagem que causa prejuízo na leitura e na escrita. Caracterizada como um transtorno do neurodesenvolvimento, pode apresentar sinais nos primeiros anos como atraso de linguagem e outras questões relacionadas ao desenvolvimento.

O diagnóstico costuma ser definido após o processo de alfabetização. Crianças com dislexia, mesmo inseridas em ambientes estruturados, com ensino de qualidade, instrução fônica e alfabetização adequada, apresentam dificuldades persistentes para aprender leitura e escrita, automatizar essas habilidades e compreender textos.

Pais e professores devem observar crianças que apresentam dificuldade persistente para ler e escrever. Essa discrepância costuma se tornar mais evidente por volta dos oito ou nove anos, quando a criança já passou pelo processo esperado de escolarização.

Os impactos da dislexia vão além do desempenho acadêmico. Como a leitura é uma habilidade central para o acesso à aprendizagem, dificuldades nessa área podem gerar exclusão, baixa autoestima e sofrimento emocional.

É frequente que desenvolvam sentimentos negativos e sofrimento emocional em relação à própria capacidade. Com isso, o apoio especializado torna-se fundamental. A psicopedagogia e a neuropsicopedagogia atuam na compreensão de como as pessoas aprendem, investigando processos cognitivos envolvidos na leitura e na escrita e auxiliando a superar barreiras.

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Além do acompanhamento individual, esses profissionais também oferecem suporte emocional, orientações à família e contribuições à escola, auxiliando diferentes esferas envolvidas no processo de aprendizagem.

Para compreender a dislexia é necessário considerar que o diagnóstico exige exclusão de outros fatores, como questões emocionais, deficiência intelectual, outros transtornos e dificuldades decorrentes de ensino inadequado. Uma criança com alfabetização insuficiente não deve ser confundida com uma com dislexia.

Família e escola têm papel essencial nesse processo. Compreender o funcionamento cognitivo e emocional, adaptar estratégias pedagógicas, trabalhar habilidades precursoras da leitura, diversificar formas de aprendizagem e manter comunicação alinhada entre os envolvidos são medidas importantes para favorecer o desenvolvimento.

Entender sobre a dislexia permite olhar para além da dificuldade de leitura e escrita, reconhecendo as necessidades específicas dessas crianças. Logo, podemos promover suporte adequado para seu desenvolvimento acadêmico e emocional e autoestima.

Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

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A Igreja no Brasil 2026–2032 e a Pastoral de Conjunto

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Por Juacy da Silva

Tendo em vista a publicação recente do DOC 114 pela CNBB, fruto da aprovação da última Assembleia dos Bispos do Brasil, em abril passado, em Aparecida, seguindo exortações dos magistérios dos papas Francisco, Leão XIV e outros líderes espirituais da Igreja, bem como os fundamentos e diretrizes também aprovados pelo Concílio Vaticano II e diversos documentos do CELAM (Puebla, Medellín, Santo Domingo e Aparecida), imaginamos que é imperioso e urgente aprofundarmos nosso entendimento de tais diretrizes, visando, principalmente, ações sociotransformadoras no contexto de uma Pastoral de Conjunto.

Importante também é compreendermos os impactos produzidos na Igreja, principalmente na América do Sul e no Brasil em particular, pelo Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia e pela Exortação Querida Amazônia, do Papa Francisco; pelo Documento de Santarém (1992 e também 2022); pelas Encíclicas Laudato Si’, Fratelli Tutti e Magnifica Humanitas; e pelas Exortações Apostólicas Laudate Deum (Papa Francisco) e Dilexi Te (Papa Leão XIV), verdadeiros faróis a iluminar a caminhada da Igreja em nosso país pelos próximos seis anos.

Recentemente, o padre Deudédist, Vigário-Geral e também Administrador Apostólico da Arquidiocese de Cuiabá, presidiu uma reunião com representantes de todas as pastorais sociais, organismos e movimentos de nossa Arquidiocese, visando a esse aprofundamento e ao repensar de nossas ações pastorais, na dimensão de uma Pastoral de Conjunto.

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Vale dizer que o principal documento da CNBB sobre a pastoral de conjunto é o Plano de Pastoral de Conjunto (1966–1970), republicado no volume Plano Pastoral de Conjunto 1966–1970, das Edições CNBB (Documento da CNBB nº 77), que deveria ser um valioso subsídio nesta nova etapa da caminhada da Igreja no Brasil, diante dos ensinamentos e das exortações do Magistério do Papa Leão XIV e das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 2026–2032, aprovadas pelos bispos do Brasil, cabendo a todas as Arquidioceses, Dioceses, Paróquias e Comunidades Eclesiais ajustarem-se a esta nova jornada, atendendo e entendendo os sinais do tempo presente.

Estou coletando material para leitura e melhor compreensão desses assuntos e, em breve, pretendo escrever uma reflexão/artigo sobre como podemos avançar nesta caminhada.

Para tanto, elaborei uma arte tendo como foco central o papel da Iniciação à vida cristã, incluindo a Catequese e a importância de incluirmos nesses processos alguns temas importantes que, direta ou indiretamente, estão mencionados de maneira explícita ou implícita nas DGAE da Igreja no Brasil.

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Tais temas são, em princípio, os seguintes: Doutrina Social da Igreja, Justiça Social, Direitos Humanos, Ecologia Integral, Justiça Climática e Justiça Intergeracional, Cultura da Paz e Civilização do Amor.

E, finalmente, como este processo de iniciação à vida cristã e de catequese pode contribuir para uma fé engajada e libertadora, entre discípulos missionários, em uma Igreja sinodal, em saída e profética, cujo símbolo é uma tenda, que não comporta paredes e divisórias, nem divisões, e pode ser alargada para abrigar toda a humanidade, no contexto do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, e não apenas alguns que se julgam escolhidos.

Juacy da Silva é professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em sociologia, ambientalista, articulador da Pastoral da Ecologia Integral da Região Centro-Oeste. E-mail: [email protected]. WhatsApp: (65) 99272-0052. Instagram: @profjuacy.

 

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