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Descubra a Costa Brava em 9 trilhas deslumbrantes

A Costa Brava, antes desbravada por pescadores e vigias do contrabando, tornou-se um destino cobiçado para quem busca cenários inesquecíveis e trilhas repletas de história. No coração da Catalunha, a região oferece nove percursos que combinam paisagens naturais, cultura, gastronomia e hospedagens sofisticadas. Conheça algumas dessas rotas.
S’Agaró → Sa Conca: Tradição Centenária (2 km)
Em 2024, S’Agaró celebra 100 anos de sua fundação, incluindo o icônico caminho costeiro idealizado por Francesc Folguera. A rota parte do clássico hotel La Gavina, inaugurado em 1932, e conduz os visitantes até a praia de Sa Conca, onde o pôr do sol é um espetáculo à parte.

Cala d’en Rovira → Ses Torretes: O Vermelho de Cap Roig (1,5 km)
Neste curto trajeto, enseadas paradisíacas como Sa Cova e Cala del Pi surpreendem os caminhantes. O ponto alto é o ilhéu de Cap Roig, cujas rochas avermelhadas conferem um charme singular à paisagem. A caminhada finaliza no terraço do Cala Gogo, ideal para um momento de relaxamento junto ao mar.

La Fosca → Castell: Arquitetura e Preservação (1,7 km)
Em Palamós, o percurso percorre a impressionante Roca Fosca e as ruínas do Castelo de Sant Esteve. Um dos destaques é S’Alguer, uma vila de pescadores com casinhas coloridas à beira-mar. A praia de Castell, mantida intocada após um referendo em 1994, é o destino final desta caminhada.

Tamariu → Cala Pedrosa: Aventura Selvagem (1,5 km)
Rodeada por pinheiros, essa trilha conduz à secreta Cala dels Liris e, depois, à isolada Cala Pedrosa. O terreno exige calçados apropriados, mas recompensa os visitantes com águas cristalinas ideais para mergulho nos meses quentes.

Rostella → Murtra: Entre a Natureza e a Alta Gastronomia (2 km)
No Parque Natural Cap de Creus, a trilha revela enseadas preservadas até chegar ao elBulli1846, o emblemático restaurante de Ferran Adrià, hoje transformado em um museu gastronômico. A praia de La Murtra, tradicionalmente frequentada por naturistas, marca o encerramento do percurso.

Garbet → Canyons de Colera: Entre Vinhedos e História (1,5 km)
Partindo da Praia Garbet, os caminhantes passam por vinhedos da Bodega Perelada, produtora de vinhos premiados. O trajeto segue até os canhões históricos que protegiam Colera durante a Guerra da Independência.
Calella de Palafrugell → Llafranc: Nos Passos de Josep Pla (1,5 km)
O escritor catalão Josep Pla imortalizou esse trajeto que passa pelo mirante Carlos Sentís e pela antiga casa de veraneio de sua família. O destino final é Llafranc, onde o restaurante Casamar oferece uma experiência gastronômica inesquecível.

Rec → Sant Martí d’Empúries: Uma Jornada Arqueológica (1,8 km)
Uma passarela de madeira em L’Escala leva até as ruínas gregas de Empúries, datadas do século VI a.C. A caminhada termina no pitoresco vilarejo de Sant Martí d’Empúries, onde o albergue Empúries se destaca por seu spa e cozinha sofisticada.
Sa Tuna → Aiguafreda: Entre Torres e Enseadas (1,2 km)
Na charmosa Begur, a trilha passa pela torre de vigia de Sa Tuna e pela enseada de Aiguafreda, proporcionando vistas deslumbrantes para o icônico Hotel Cap Sa Sal. O albergue Sa Tuna completa a experiência com excelente hospedagem e culinária.

Fonte: Turismo
barra do garcas
Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes
Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.
O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.
Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.
Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.
Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.
Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.
Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.
“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.
De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.
Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.
Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.
“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.
Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.
Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.
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