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Decisão do STF deve devolver território a Barra do Garças

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Nova decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) é base para devolver área de mais de 70 mil ha para Barra do Garças.

Deputado estadual Beto Dois a Um

O assunto foi tema de reunião entre o prefeito do Município, Adilson Gonçalves (UB), o deputado Beto Dois a Um e o presidente do Instituto de Terras do Estado (Intermat), Francisco Serafim de Barros (foto), nesta quarta (25).

O impasse jurídico envolve a Lei Estadual nº 6.629/1995, que ratificou os limites territoriais entre os municípios de Barra do Garças, Nova Xavantina e General Carneiro, à época.

Agora, Barra do Garças quer mudar a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJMT) que declarou inconstitucional a lei supracitada, mantendo a perda de mais de 70.000 ha do município de Barra do Garças (501 Km de Cuiabá), para Nova Xavantina (650 Km da capital).

Acontece que a decisão do STF deve mudar a decisão do desembargador Marcio Vidal. Isso porque Vidal apontou que a lei nº 6.629/1995, que redefiniu o território, não contou com plebiscito da população, o que estaria gerando a inconstitucionalidade.
Porém, esse não é o entendimento do STF, pois na que criou o Município de Boa Esperança do Norte em MT ocorreu o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 819.

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Sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, ficou firmado o entendimento de que a Emenda Constitucional nº 57/2008 convalidou os atos de criação, fusão, incorporação e desmembramento de municípios cuja lei tivesse sido publicada até 31/12/2006, desde que atendidos os demais requisitos estabelecidos na legislação estadual na época de sua criação.

O prefeito aproveitou a reunião com o deputado e o presidente do Intermat para expor o caso e reunir informações para fundamentar nova ação judicial, agora com a argumentação baseada na decisão do STF, que pacifica a discussão.

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Gemam realiza 43º Encontro em Barra do Garças com votação de enunciados e debates temáticos

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O Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) realiza, no dia 14 de agosto, sua 43ª edição, em Barra do Garças. O encontro reunirá magistrados do estado para a votação de dois enunciados e a apresentação de painéis sobre temas recorrentes na atuação das comarcas do interior, entre eles saúde mental, dependência química, duração do processo e recrutamento de adolescentes por organizações criminosas.
A programação segue o horário de Brasília, com abertura marcada para as 9h, equivalente às 8h no horário de Mato Grosso, conduzida pelo desembargador diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Márcio Vidal. Os trabalhos seguem até as 18h.
Os dois enunciados em votação abrem a manhã. Às 9h15, os juízes Anderson Clayton Batista e Wagner Plaza apresentam a proposta sobre tratamento ambulatorial e medida de segurança para réus portadores de doença mental. Às 9h45, Fabio Petengill e Patrick Gappo tratam da purga da mancha probatória, que discute a validade de provas obtidas a partir de elementos do processo anteriormente considerados ilícitos.
Às 10h15, os juízes Marcos Faleiros e Pedro Benetti abordam a atuação do Judiciário em relação a dependentes químicos em situação de rua, painel que encerra a manhã. O almoço está previsto para o intervalo entre 12h e 14h.
A tarde tem três apresentações. Às 14h, o juiz Jeverson Luiz Quintieri discute a razoável duração do processo no contexto do sistema de produção do Judiciário. Às 15h15, Marcelo Sousa Melo Bento de Resende apresenta o painel “Projeto Homens que Cuidam, uma necessária e urgente reflexão sobre a masculinidade”. Às 16h30, Elmo Lamoia de Moraes e Melissa de Lima Araújo tratam do recrutamento de adolescentes por facções criminosas, tema que tem exigido atenção crescente do Judiciário nas comarcas do estado.
O encerramento, às 18h, é conduzido pela juíza Alethea Assunção Santos, coordenadora do Gemam, que consolida as conclusões do dia e reforça o papel do grupo no aperfeiçoamento contínuo da prestação jurisdicional em Mato Grosso.
“Cada edição do GEMAM é construída a partir das discussões e das experiências trazidas pelos magistrados. Em Barra do Garças, vamos debater temas que fazem parte da realidade das comarcas, analisar propostas de enunciados e ouvir diferentes pontos de vista. É desse diálogo que surgem reflexões e encaminhamentos que continuam repercutindo muito depois do encerramento do evento. Além disso, esses encontros são importantes porque aproximam colegas e fazem com que o conhecimento produzido seja fruto da prática”, afirma a coordenadora do Gemam.
O encontro é precedido pela programação do encontro “Diálogos Acadêmicos”, realizado no dia anterior, na Faculdade Unicathedral, sobre o tema Juízes das Garantias.

 

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