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EDUCAÇÃO

Cuiabanos driblam pandemia e são aprovados em 1º lugar nas universidades públicas

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Por Hernandes Cruz | Conecte Relações Públicas

O ano letivo de 2020 foi de desafios e superação para toda a Educação, que tem sido um dos setores mais atingidos com a chegada da pandemia da Covid-19 no país. Com a suspensão das aulas presenciais, tanto nas instituições públicas quanto privadas, os alunos do Colégio Salesiano São Gonçalo (CSSG) tiveram que se adaptar à nova rotina escolar, lidar com os anseios da futura vida universitária e até mesmo com a dúvida se as provas de fato aconteceriam.

Para se adaptar a essa nova realidade, o ensino remoto – online – foi uma das alternativas aplicadas pelo Salesiano São Gonçalo para diminuir os prejuízos causados no aprendizado dos estudantes. 

A união de estudantes, professores e de toda equipe escolar garantiu que os alunos não ficassem para trás e conseguissem disputar vagas nas principais universidades públicas do país. Os alunos do São Gonçalo conseguiram se sobressair e garantiram uma vaga no  Sistema de Seleção Unificada (Sisu),  em  instituições públicas. 

Este é o caso do grupo de cinco alunos, aprovados em primeiro lugar na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

Uma das histórias de superação é de Felipe Shiroma Prata, de 18 anos, aprovado no curso de Engenharia Civil. Ele conta que está matriculado na escola desde os três anos e as estratégias de estudos adotadas durante a crise sanitária foram à busca por conhecimento, além do que era repassado pelos professores durante as aulas, o que fez toda a diferença no resultado final. 

“A pandemia foi um período muito difícil de adaptar, ainda mais em um ano de vestibular. As estratégias que acabei adotando foram realizar todas as listas que os professores disponibilizavam na plataforma online do estuda.com, fazer resumos, questões dos livros do Poliedro e buscar videoaulas e exercícios na internet além do que era passado via o Ensino a Distância (EAD), em especial de matérias das quais eu sentia mais dificuldade”, explica. 

Em seguida, ele agradece o sustentáculo recebido por parte dos docentes, pois segundo ele,  sem isso, o caminho seria ‘muito mais conturbado’. 

Felipe destaca que a sensação neste momento é de alegria em ver seus familiares e amigos orgulhosos de seu desempenho e diz que torceu muito por seus colegas. 

“É uma mistura de sensações muito louca, ainda está caindo a ficha de tudo o que está acontecendo, mas, com certeza, tenho uma pequena dimensão ao ver familiares e amigos tão orgulhosos pela minha conquista. Além disso, é muito incrível poder ver colegas atingindo seus objetivos e suas vagas na Universidade, independente da instituição ou posição no processo seletivo”, completa. 

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Logo depois, ele deixa uma mensagem de ânimo para aqueles que desejam ser aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). 

“O caminho até a aprovação é difícil, mas com muita dedicação e foco, ano após ano, a estrada vai se tornando mais fácil. Por mais chato que pareça todo esse processo, os frutos no futuro valerão a pena. Se, porventura, a aprovação não vier na primeira tentativa, saiba que tudo acontece por um motivo, persista no seu sonho que a recompensa virá no momento certo”, elenca. 

Outro exemplo é de João Vittor de Moura Padilha, 17 Anos, admitido no curso de Ciências da Computação. Ele relata que se dedicou em rever e aprofundar provas já aplicadas e seguiu à risca as dicas apresentadas diariamente pelos professores. 

“Visto que o 3º ano é dedicado completamente a rever e aprofundar os conteúdos dos anos anteriores, a estratégia usada foi acompanhar a resolução de exercícios e focar nos materiais complementares. Além da dedicação na produção de um conteúdo de fácil absorção e as dicas durante as aulas, os plantões e a disponibilidade dos professores durante o período de aulas remotas foram muito importantes para sanar as dúvidas sobre os conteúdos”, pontua. 

O estudante reitera que o sentimento é de recompensa, em saber que anos de estudos não foram em vão. Sobre as palavras-chaves que deixa, está a persistência e dedicação. 

Em seguida, outro modelo a ser seguido é o de Thiago da Costa Pereira, 18 anos, aprovado em Filosofia. Seu diferencial, de acordo com ele, foi a procura por atividades, além das exigidas pelo colégio, buscando estar a cada dia mais preparado até a chegada do exame. 

“Ler e me dedicar em certas atividades que vão além das exigências da escola; principalmente as relacionadas ao curso pretendido, servindo como preparação e contextualização. Sou grato pelos professores do Colégio São Gonçalo, além de terem uma boa didática, são praticamente amigos. Se preocupam e nos ajudam em  diversos sentidos”, detalha. 

O agora acadêmico afirma sentir-se honrado por ter chegado até aqui e afirmou que levará à formação à sério, alcançado seu sucesso profissional. 

Ele enfatiza que o ‘segredo’ é dar prioridade primeiro para saúde psicológica e depois ter certeza referente a escolha que deseja trilhar. 

“Dar prioridade, antes de tudo, à saúde psicológica. Além disso, buscar o que realmente importa; o curso que de fato te interessa. Minha escolha de curso, por exemplo, é impopular e incomum, mas sinto que é a melhor decisão que posso fazer. A melhor decisão que posso fazer para mim, acima de qualquer coisa”, acrescenta. 

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Na sequência vem a realidade de Tiago Augusto Bertoldi Aguilar, 17 anos, aprovado em Direito pela UFMT, História na Universidade de São Paulo (USP) e  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),  com uma passagem pelo São Gonçalo por mais de uma década. Ele traduz a conjuntura de estudar em casa como desanimador, no entanto, jamais pensou em desistir de suas metas. 

“Estudar em casa é bem difícil, é desanimador, então você sente que tem menos energia. Por conta disso, não dá pra ir ao mesmo ritmo que eu ia ao presencial, que eu fazia 4 horas de estudo todos os dias após a aula. Em casa eu tentava metas mais realistas, que eu pudesse realizar todo dia, era melhor estudar menos, mas conseguir manter um ritmo constante todos os dias, do que tentar forçar o ritmo do presencial e ficar esgotado e perder produtividade. Sou absolutamente grato aos meus professores, eles foram sensacionais comigo durante toda minha trajetória, desde o fundamental ao ensino médio”, assegura. 

Sobre sua colocação, ele fala que é muito bom ser o primeiro e garante que a inclusão no curso superior ajudou muito em sua autoestima e autoconfiança. 

“É essencial manter um equilíbrio entre esforço e lazer. Tenha metas realistas de estudo, que você realmente possa cumprir. Não coloque pressão demais em si mesmo. Lembre-se de manter seus amigos por perto, passar pelo ensino médio é difícil, mas é muito mais fácil quando você passa por isso junto de pessoas que se importam com você e te querem bem. É muito legal, é sempre bom ser o melhor ou conseguir chegar em primeiro, dá um gás enorme na autoconfiança e na autoestima”, diz. 

Por fim, Beatriz Maxmiliene, de 18 anos, alcançou a primeira posição em Pedagogia, bem como a nota de 940 pontos na redação do vestibular. 

Conforme ela, o seu preparo físico e psicológico mesmo estando em sua residência não fugiu do cenário escolar, mantendo uma postura responsável diante dos estudos. 

“Sempre que tinha dúvidas, enviava aos professores, eles tiravam. Além disso, eu fazia exercícios físicos, prestava atenção nas aulas, para não ficar com dúvidas. Os professores foram os melhores e ajudaram tanto a mim quanto aos meus colegas a passarem nos cursos que queríamos. É uma sensação maravilhosa, pois a pedagogia é um sonho meu desde pequena”, conclui.

 

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EDUCAÇÃO

Estudantes do IFMT Cuiabá vencem categoria de melhor vídeo em Olimpíada Nacional de Sociologia

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 Os estudantes João Gabriel Castañon Salustiano, Maria Clara Presbiteris Lima e Otávio Semensate da Cruz, do IFMT Campus Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva, conquistaram premiação de melhor vídeo na 1ª Olimpíada Brasileira de Sociologia (OBS), realizada nos dias 19 e 20 de junho, no Rio de Janeiro. Orientada pela professora Marlene Renck, a equipe Eletrocutados foi a única representante do estado de Mato Grosso na etapa nacional da competição.

Como resultado da conquista, os estudantes receberam bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), no valor de R$300,00 mensais, com duração de 12 meses. A participação na competição também possibilitou a troca de experiências com estudantes e professores de diferentes regiões do país.

A fase final ocorreu presencialmente no Colégio Pedro II, com participação de docentes e discentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a etapa, as equipes apresentaram, de forma escrita e oral, o projeto de lei desenvolvido para a quarta fase da competição, além dos jogos de tabuleiro Antropolojogo e Trilhas Urbanas.

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Em razão do resultado obtido, a equipe mostrou a Certificação pessoalmente ao diretor-geral do campus Alceu Cardoso, que destacou que o aspecto que mais chamou sua atenção foi a participação de estudantes do curso técnico integrado em Eletrotécnica em uma competição na área de Sociologia.

“Fiquei muito impressionado pelo fato de ser um projeto de Sociologia desenvolvido por uma turma de uma área de exatas. Foi isso que me motivou quando vocês apresentaram o projeto ao campus”, afirmou.

A professora Marlene Renck destacou o apoio institucional e pessoal recebido pela equipe durante a preparação para a etapa nacional. Isso porque o campus concedeu auxílio-viagem, incluindo passagens e despesas com alimentação. Além disso, o diretor-geral realizou uma contribuição pessoal para a confecção das camisetas utilizadas pela equipe durante a competição.

“Gostaria de agradecer ao professor Alceu que, além de nos apoiar na condição de diretor-geral, com a concessão do auxílio-viagem para que pudéssemos participar da etapa no Rio de Janeiro, também contribuiu pessoalmente para a produção das camisetas da equipe que levamos para a competição”, afirmou Marlene.

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Para João Gabriel, a experiência proporcionou a oportunidade de apresentar aspectos da cultura cuiabana e mato-grossense e conhecer realidades de outras regiões do país. “Conhecemos pessoas de diferentes lugares, tivemos contato com pesquisadores, palestrantes e integrantes da banca avaliadora. Também participamos de atividades culturais e tivemos a oportunidade de apresentar aspectos da cultura de Cuiabá e de Mato Grosso para pessoas que, muitas vezes, não conheciam a nossa realidade.”

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