POLÍCIA
Polícia Civil indicia suspeito por violência digital após divulgação de vídeo íntimo de ex-companheira
Um jovem, de 26 anos, suspeito da prática do crime de divulgação de cena de sexo ou pornografia sem o consentimento da vítima, foi indiciado pela Polícia Civil, em inquérito policial instaurado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá.
A vítima é uma jovem de 19 anos, ex-companheira do investigado. Conhecida como Revenge Porn ou Pornografia de Vingança, o crime consiste na divulgação de imagens ou vídeos íntimos sem autorização, geralmente como forma de retaliação, humilhação ou controle após o término de um relacionamento. A conduta é tipificada no artigo 218-C, §1º, do Código Penal e representa uma grave violação à dignidade sexual, à privacidade e à liberdade da vítima.
De acordo com a investigação, o suspeito teria acessado indevidamente o aparelho celular da vítima para publicar, nos status do aplicativo de mensagens, um vídeo contendo uma relação sexual do casal, no qual apenas ela aparecia em posição íntima. A publicação fez com que familiares e contatos acreditassem que o conteúdo havia sido divulgado pela própria vítima, ampliando a exposição e o constrangimento.
As diligências também apontaram que, após a divulgação, o investigado teria respondido mensagens de terceiros utilizando a identidade da vítima e insinuado possuir outros conteúdos íntimos, reforçando, segundo a investigação, o propósito de humilhar, constranger e ampliar a exposição pública da ex-companheira.
Segundo o delegado adjunto da DEDM Cuiabá, Leandro Vieira Leite, responsável pelo inquérito policial, a divulgação não autorizada de conteúdo íntimo constitui grave violência contra a dignidade e liberdade da mulher.
“A atuação da Polícia Civil buscou responsabilizar criminalmente o autor e demonstrar que crimes dessa natureza, potencializados pela velocidade e pelo alcance das redes sociais, provocam danos profundos e nefastos à vítima, sendo utilizado como instrumento de humilhação e vingança”, destacou o delegado.
A delegada titular da unidade, Liliane Diogo, destacou que a violência digital tem se tornado uma das formas mais recorrentes de violência contra a contra a mulher e que crimes como a pornografia de vingança atingem não apenas a intimidade da vítima mas compromete sua saúde emocional, suas relações familiares, sociais e profissionais.
“A Polícia Civil tem atuado na investigação desses tipos de crimes e orienta as vítimas a preservar os elementos de informação digitais, registrar a ocorrência policial o quanto antes e procurar atendimento especializado. O combate à violência de gênero, inclusive aquela praticada por meios tecnológicos, permanece entre as prioridades da Polícia Civil, que seguirá atuando para investigar e responsabilizar os autores, reforçando que a internet não é um espaço de impunidade”, frisou a delegada.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Jovem de 17 anos é sequestrado e morto por facção criminosa em Marcelândia
O corpo de Maxwell Arnaldo Lima dos Santos, de 17 anos, foi localizado no Rio Manito, na zona rural de Marcelândia (710 km de Cuiabá). O adolescente estava desaparecido desde o último domingo (28) e, conforme a Polícia Civil, foi alvo de uma execução coordenada por uma organização criminosa. Dois homens, de 18 e 20 anos, já foram detidos.
O desaparecimento foi notado por familiares no fim de semana, após o jovem ser levado por dois indivíduos em uma moto sem identificação. Após a saída de casa, o celular de Maxwell foi desativado e o acesso às suas redes sociais interrompido.
As diligências policiais revelaram que a vítima possuía vínculos com o crime organizado, o que teria motivado disputas internas ligadas a furtos de veículos e ao controle do tráfico local. Antes do desfecho fatal, o adolescente já havia sido alvo de punições físicas aplicadas pelo grupo.
A prisão dos suspeitos ocorreu na terça-feira (30). Eles tentaram escapar da abordagem policial escondendo-se em uma quitinete, onde um deles ainda tentou inutilizar o próprio celular para ocultar evidências. Segundo a apuração, Maxwell foi inicialmente atraído para um imóvel, de onde foi levado sob ameaça até uma zona de mata nas cercanias do Rio Manito.
A perícia encontrou vestígios de sangue no local indicado como o ponto da execução. O corpo foi localizado por equipes de busca com o auxílio de embarcações e identificado pela família. A Polícia Civil mantém o caso sob investigação para localizar outros envolvidos na ação criminosa.
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