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COXIPÓ DA PONTE

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COXIPÓ DA PONTE. Distrito pertencente ao município de Cuiabá, centro sul de MT. A denominação Coxipó da Ponte é de origem geográfica, em relação ao Rio Coxipó e pela instalação de ponte com estrutura metálica, em 1897, em Cuiabá. Essa denominação se estendeu à circunvizinhança e posteriormente ao distrito cuiabano. Sua estrutura foi construída e importada da Inglaterra e montada pelo engenheiro inglês Jacques Marckwalder, vindo especialmente da Europa para este fim. Ainda é bem tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual, Port. nº 26/1984. Outrora localizada na Av. Fernando Corrêa da Costa, sobre o Rio Coxipó, a ponte foi levada por espetacular enchente na década de 1990. Até 2006 era possível ver os ferros retorcidos na margem direita do Coxipó, encobertos pela mata. Em 2007, iniciou-se trabalho de recuperação da ponte de ferro, sendo que 90% do material retirado do leito do rio e de suas margens foram reaproveitados. Em 2008, totalmente restaurada a ponte foi entregue à sociedade cuiabana, para regojizo, especialmente dos moradores do histórico bairro do Coxipó da Ponte. Em 2009, Cuiabá foi incluída para ser uma das doze sedes da Copa do Mundo de 2014, com isso, iniciou-se uma série de projetos de viabilidade e mobilidade urbana na capital por conta de melhorias, afetando a Ponte de Ferro, que passou a ser ameaçada de ser retirada de seu lugar de origem, um horror de notícia prá quem realmente é adepto da preservação histórica de Mato Grosso. Em 2012, o jornalista Rodrigo Vargas, em jornal local, fez a seguinte reportagem sobre o assunto: “Uma importante referência histórica de Cuiabá teria de ser removida para dar lugar às obras de preparação da cidade para a Copa do Mundo de 2014. Inaugurada em 1897, tombada em 1984, destruída por uma enchente em 1995 e reinaugurada em 2009, a Ponte de Ferro do rio Coxipó está no caminho do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Segundo o arquiteto Rafael Detoni, assessor especial de Mobilidade Urbana da Secopa, as exigências do novo modal vão obrigar a demolição das pontes de alvenaria e a retirada da ponte histórica. “Existe no projeto um viaduto que passa por cima da Avenida Beira Rio e, como a distância é curta até o rio, vamos prolongá-lo até o outro lado”, diz. Para que a obra terminasse antes, preservando as pontes atuais, Detoni diz que seria necessária uma grande rampa. “Mas, neste caso, o VLT não conseguiria subir”, explica.  Além do viaduto que cruzará o rio, diz o arquiteto, haverá duas pontes laterais que permitirão o acesso da Fernando Corrêa à Beira-Rio e vice-versa. “Vamos ter que eliminar as duas pontes de alvenaria atuais para poder fazer o encaixe do viaduto. E a ponte de ferro vai ter de ser removida, pois não haverá espaço”, afirma. A Secopa disse que a ponte de ferro, por ser desmontável, poderá ser reconstruída alguns metros adiante da atual localização, mantendo o aspecto atual. Mas a secretaria pretende encaminhar à Prefeitura a proposta de se aproveitar o material na criação de um novo acesso ao horto florestal, no bairro Coophema. “O horto tem uma frente para o rio. Então existe a ideia de aproveitar a ponte mais à frente, para se criar um novo acesso pela. O visitante chega de carro pela Beira Rio, estaciona e atravessa a pé”, disse”. Construída com estrutura metálica importada da Europa, a ponte de ferro do Coxipó foi uma importante via de acesso às regiões da Serra de São Vicente e Santo Antônio de Leverger. Seu tombamento como Patrimônio Histórico e Cultural de Mato Grosso ocorreu em 1984. Em 1995, uma enchente arrastou consigo a estrutura metálica. Os destroços ficaram abandonados às margens do rio até 2006, quando o governo estadual decidiu investir R$ 400 mil na restauração da estrutura de 54 metros de comprimento e 4,2 metros de largura. Segundo a SEC, a lei que determinou o tombamento não deverá impedir a remoção da ponte. ”Mesmo que em outro local, continuará a preservação. É preciso lembrar, ainda, que a restauração aproveitou muito pouco da estrutura metálica original, que estava muito deteriorada. Aquela ponte é praticamente uma réplica”, avalia. Ledo engano. Se fosse dessa forma a preservação não continuaria, pois o que interessa não é apenas a estrutura de ferro, mas o local histórico de passagem. Ademais, foi aproveitado absolutamente todo o material da antiga ponte na reconstrução da estrutura de ferro da ponte, pois foi o autor desta obra, pessoalmente, que acompanhou a sua restauração. Ainda foram envidados esforços com o Secretário da Secopa, Maurício Magalhães, solicitando a não retirada do local da histórica ponte. O Secretário sempre se mostrou afável e receptivo, dizendo que tudo faria para preservar o imóvel tombado, atestado em documentos. No entanto, mesmo após ofícios enviados e recebidos, em tons amenos e cordatos, a empresa contratada para execução das obras da Avenida Fernando Corrêa, em referência à implantação do VLT, executou obras de base e construção em concreto armado para a fase inicial dos novos viadutos praticamente engolindo a antiga ponte de ferro. Em fins de 2014, após a Copa do Mundo, é possível ver, ao lado da ponte de ferro enormes colunas cilíndricas de concreto armado, aquilo que poderá ser o fim de uma era histórica. Em outubro de 2014, o arquiteto e servidor público da SEC, Estêvão Alves Corrêa, de longa folha de serviços prestados à preservação do patrimônio histórico de MT, formulou consistente documento em defesa da não retirada da Ponte de Ferro do Coxipó, como pretendia a Secopa, apresentando-o ao Ministério Público Estadual, que se manifestou favorável ao seu pedido, tomando as providências necessárias para levantamento de informações e oferecendo os prazos legais de argumentação das partes interessadas. Foi uma atitude cívica e cidadã, restando a esperança, naquela época, de que o pedido do arquiteto Estevão Alves Corrêa fosse acatado e o projeto de retirada da histórica ponte arquivado. Constata-se que Mato Grosso sempre cuidou muito mal de seu patrimônio histórico e continua a não valorizar aquilo que homens de bem fizeram por nossa história. 

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CURIMBATÁ (Prochilodus scrofa)

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CURIMBATÁ (Prochilodus scrofa). Espécie de peixe de escamas que ocorre em rios de Mato Grosso. Pode atingir até 57 cm de comprimento e sua carne não é tão apreciada.

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