Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

municipios

Corpo de professora desaparecida é localizado e ex-namorado é preso

Alessandro Lautclenguer, 31 anos, ex-namorado da vítima, foi a última pessoa vista com ela. Na noite de 25 de janeiro (sexta-feira), Alessandro foi visto buscando Rosângela, em um contexto de forte discussão entre o ex-casal.

Publicados

em


Reprodução

professora Rosangela da Silva assassinada nova mutum

Polícia Civil localiza corpo de professora desaparecida em Nova Mutum

O corpo da professora Rosângela da Silva, 32 anos, foi localizado no final da tarde de quinta-feira (07.02), pela Polícia Judiciária Civil do município de Nova Mutum (264 ao Norte). A mulher estava desaparecida desde o dia 25 de janeiro e teve o corpo localizado na MT 249, entre os municípios de São José do Rio Claro (315 km a Médio-Norte), cerca de 40 quilômetros de Nova Mutum.

 

O delegado Rodrigo Costa Rufato contou que ontem, no final da tarde, recebeu uma informação que levou ao ponto onde o corpo da professora foi depositado, provavelmente no mesmo dia que saiu de sua casa, na cidade de Nova Mutum, acompanhada do ex-namorado Alessandro Lautclenguer, 31 anos, principal suspeito do assassinato.

PJC | MT

delegado Rodrigo Costa Rufato

Delegado, Rodrigo Costa Rufato

“A Polícia Civil estava realizando buscas e uma equipe nossa que estava em Diamantino, mais próxima, começou as buscas nesse local e confirmou. O corpo estava próximo a ponte do Rio Arinos, cerca de 10 a 15 metros do asfalto dentro da mata. A vítima vestia as mesmas roupas do dia do desaparecimento e estava com objetos pessoais (relógio, anéis, piercing)”, explicou o delegado.

 

Conforme Rufato, o corpo foi localizado coberto com um lençol e alguns galhos quebrados e jogados por cima. Estava também em processo de decomposição parcial, mas parte do corpo ainda se mantinha preservada, inclusive, tatuagens com nitidez, possibilitando identificar que se tratava da professora.

 

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e também compareceu no local para perícia. O corpo foi removido e encaminhado ao IML de Sorriso, para necropsia e depois deve retornar a cidade de Nova Mutum, para os procedimentos do velório.

 

O inquérito da morte da professora, tratado como feminícidio, é investigado pela Seção de Defesa da Mulher da Regional de Nova Mutum, a qual o delegado responde, além da Delegacia Municipal.

Reprodução

suspeito, Alessandro Lautclenguer da morte da professora rosangela da silva

Alessandro Lautclenguer foi preso em Foz do Iguaçú, no Paraná

O principal suspeito, Alessandro Lautclenguer, segue preso em Foz do Iguacú (PR), desde o dia 30 de janeiro. Ele aguarda remoção para Mato Grosso (Nova Mutum), que deverá ser feita pelo Sistema Prisional.

 

O delegado informou que o suspeito continua mantendo-se em silencio e não colaborou para identificação do corpo da vítima. “Ele é o investigado e vai ser indiciado. Já temos elementos para indiciá-lo nos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, violação de domicílio e descumprimento de medida protetiva, quatro crimes”, afirmou o delegado.

 

Mais sobre o caso

 

Alessandro Lautclenguer, 31 anos, ex-namorado da vítima, foi a última pessoa vista com ela. Na noite de 25 de janeiro (sexta-feira), Alessandro foi visto buscando Rosângela, em um contexto de forte discussão entre o ex-casal. Ambos seguiram em um veículo HB20, hatch, cor branca.  Uma amiga da vítima ficou na casa e viu Rosângela saindo com ele.

 

Segundo o pai de Alessandro, o filho apareceu em sua casa, por volta de 6 horas da manhã seguinte, pegou algumas peças de roupa e saiu rapidamente sem conversar. Ele também deixou o carro na frente da residência. 

 

De maneira integrada, policiais da Delegacia Municipal, da Seção Especializada da Defesa da Mulher da Delegacia Regional, Delegacia de Roubos e Furtos (Derf), e Núcleo de Inteligência, e Polícia Militar Nova Mutum desencadearam ações visando localizar o suspeito.  O trabalho também contou com apoio das forças policiais de Mato Grosso do Sul e do Paraná.

 

Foi apurado, que no sábado (26) o suspeito deixou a cidade em fuga ao Paraguai. Ele passou a ser monitorado e já com indícios de ter assassinado à vítima, o delegado Rodrigo Costa Rufato representou pela prisão temporária ( 30 dias), por suspeita de feminicídio

 

A prisão foi decretada na terça-feira (29), pela comarca de Nova Mutum e a prisão efetuada no dia 30 de janeiro, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

 

O delegado informou que as investigações seguem para localização do corpo da vítima. O suspeito será interrogado nesta quinta-feira (31), na Delegacia da Polícia Civil de Foz do Iguaçu.

 

No dia 3 de janeiro de 2019, a vítima registrou boletim de ocorrência relatando ameaças do namorado, por não aceitar que ela terminasse o relacionamento. Ela também tinha uma medida protetiva contra ele.

 

Propaganda

Cuiabá

Maysa Leão cobra Prefeitura sobre fila de 24 mil pessoas à espera de atendimento em saúde mental

Publicados

em

Vereadora Maysa Leão

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou, durante a sessão desta terça-feira (29), na Câmara de Cuiabá, respostas da Prefeitura para a fila de cerca de 24 mil pessoas que aguardam atendimento psiquiátrico e psicoterápico no município. Por meio de requerimento de informação, a parlamentar questionou a Secretaria Municipal de Saúde sobre quais medidas serão adotadas para reduzir a espera e ampliar o atendimento em saúde mental.

No encerramento do Setembro Amarelo, Maysa alertou que o sofrimento psíquico acontece durante todo o ano e relatou o caso de uma jovem de 23 anos, com transtorno bipolar e depressão profunda, que procurou ajuda na Policlínica do Coxipó, em unidade básica de saúde e no CAPS. Segundo o relato recebido pelo gabinete, mesmo após buscar atendimento em diferentes pontos da rede, a jovem não recebeu a assistência necessária e acabou tirando a própria vida.

“Essa menina procurou ajuda. Passou por vários pontos da nossa rede, pediu socorro e não teve o atendimento de que precisava. A mãe guarda até hoje os prontuários e as cartas da filha. A minha filha tem 22 anos. Eu não consigo imaginar o tamanho da dor dessa mãe. E não consigo olhar para uma fila de 24 mil pessoas e tratar isso apenas como um número”, afirmou Maysa.

A vereadora também citou o caso da mãe da jornalista Janaiara, que morreu por suicídio e, segundo o relato apresentado por Maysa, recebeu uma mensagem da Prefeitura informando sobre sua consulta dois anos depois da morte. “Não estamos falando apenas de uma fila. Estamos falando de pessoas que estão sofrendo e procurando o poder público porque precisam de ajuda. Depressão é doença e precisa ser tratada como doença. Quem tem diabetes ou um problema cardíaco procura atendimento e não é questionado. Quem tem depressão também precisa ser acolhido, atendido e respeitado”, destacou.

Maysa reforçou que o debate sobre saúde mental não pode terminar com o Setembro Amarelo. “A depressão, o sofrimento psíquico e o risco de suicídio acontecem nos 365 dias do ano. Eu quero saber o que o município de Cuiabá está fazendo para resolver essa fila de 24 mil pessoas que esperam por atendimento psiquiátrico e psicoterápico. Essa é a pergunta que eu faço hoje e que precisa de uma resposta”, finalizou.

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana