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Contas de 2022 de Tabaporã recebem parecer favorável do Tribunal de Contas

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Com cumprimento de todos os limites e percentuais constitucionais e legais, as contas anuais de governo de Tabaporã, referentes ao exercício de 2022, receberam parecer prévio favorável à aprovação do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Sob relatoria do conselheiro Sérgio Ricardo, o balanço foi apreciado na sessão ordinária do dia 1°.

Conselheiro Sérgio Ricardo | Foto: Thiago Bergamasco

Em seu voto, o conselheiro apontou que restou comprovado que o Municípios aplicou 25% da receita base na manutenção e desenvolvimento do ensino (mínimo 25%), 17% nas ações e serviços públicos de saúde (mínimo 15%) e 92% na remuneração dos profissionais do magistério (mínimo 70%).

Quanto aos gastos com o pessoal do Poder Executivo, Legislativo e do Município, corresponderam, respectivamente, a 37%, 1,38% e 38,53 (limite de 54%) da Receita Corrente Líquida (RCL) e os repasses ao Poder Legislativo foram de 4,83% (limite 7%).

As contas evidenciaram ainda que Tabaporã arrecadou, efetivamente, um total de R$ 101 milhões, dos quais R$ 14 milhões (15%) se referem às receitas tributárias próprias e os outros R$ 70 milhões (quase 70%) às transferências correntes. Quando comparada a receita estimada com a arrecadada, verifica-se um excesso de arrecadação de R$ 1,7 milhão.

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Já as despesas realizadas totalizaram R$ 86 milhões Na comparação das despesas realizadas com as autorizadas, constata-se economia orçamentária de R$ 18 milhões.

“Na execução orçamentária, houve superávit no valor aproximado de R$ 15 milhões e no resultado financeiro do Poder Executivo verificou-se um superávit de cerca R$ 19 milhões, evidenciando a existência de suficiência financeira de obrigações de curto prazo”, pontuou o relator.

Frente ao exposto, seguindo o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), o conselheiro votou pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de governo de Tabaporã, sendo acompanhado por unanimidade do Plenário.

O município

Tabaporã foi criada em 1991 e está localizada na microrregião do Arinos, mesorregião Norte de Mato Grosso, sendo abrangida integralmente pelo bioma Amazônico.

Situado a 775 km de Cuiabá, o Município contava com 9.932 mil habitantes em 2010 e, no último censo do IBGE (2022), estava com 9,8 mil. “Houve uma redução no número de habitantes”, pontuou o relator.

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Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita, era de R$ 13 mil e hoje é de R$ 84 mil, sendo a agricultura e extrativismo de madeira as principais fontes da economia. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), por sua vez, é de 0695.

“No Índice de Gestão Fiscal dos Municípios (IGFM), que trata do indicador que permite mensurar a qualidade da gestão pública dos municípios, o Município apresentou uma melhora, uma vez que passou da 15ª colocação no ranking em 2020 para 33ª colocação em 2021”, salientou o conselheiro.

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Sérgio Ricardo recebe denúncias sobre supostas irregularidades em gastos da Prefeitura de Tabaporã

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Presidente Sérgio Ricardo recebeu denúncias de vereadores por Tabaporã | Foto: Alair Ribeiro
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu, nesta terça-feira (4), denúncias de vereadores por Tabaporã sobre a má conservação das rodovias que ligam o município e falhas na aplicação de recursos públicos pela prefeitura.

De acordo com o presidente, os documentos serão encaminhados ao relator das contas de Tabaporã, conselheiro Alisson Alencar. “Não estamos fazendo juízo de valor. Estamos recebendo a denúncia de quem fiscaliza, que é o vereador. O Tribunal de Contas é uma instituição que existe para fiscalizar a destinação correta do dinheiro público”, afirmou.

O presidente reforçou a responsabilidade do gestor na aplicação dos recursos e cobrou transparência na divulgação das despesas. “O gestor tem que ter o máximo de cuidado de como ele lida com o dinheiro público, porque tudo tem lei. Com relação à questão de preço, valor, nota fiscal, tudo tem que ser muito bem-organizado.”

Na ocasião, o vereador Joari Nogueira relatou que os quatro trechos estaduais que dão acesso ao município, na MT-410, MT-325, MT-328 e MT-220, estão danificados e que a ponte sobre o rio Macaco, que conecta diversas comunidades da região, cedeu, resultando em acidentes e mortes.

“Estamos com muita dificuldade, tivemos acidentes, perdemos vidas, muitas vezes por desmazelo. Estamos correndo risco de, a cada dia, perder mais vidas. Por isso precisamos da intervenção do Tribunal”, declarou.

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As denúncias envolvem má conservação de rodovias e falhas na aplicação de recursos públicos pela prefeitura. 

Ele acrescentou que a atuação do Tribunal já produziu resultados no município. “Agradecer porque, através do Tribunal, já houve resultados. A prefeitura já foi multada. Estamos trabalhando para quem paga os impostos e nos colocou lá. Queremos transparência.”

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Já o vereador Cleiton Alves apontou supostas irregularidades no abastecimento de veículos da prefeitura. “O carro da prefeitura abastece e a pessoa assina sem ter o valor abastecido”, disse. Segundo ele, o posto que fornece o combustível em Tabaporã não é o vencedor da licitação, que seria uma empresa de outro município.

O parlamentar também apontou que a empresa contratada para construir uma pista de caminhada foi multada em Novo Horizonte do Norte e que a obra estaria sendo executada com máquinas e servidores da prefeitura.

Cleiton reforçou que esta não é a primeira vez que o Tribunal contribui com o município. “Queremos agradecer o excelente trabalho que o Tribunal está fazendo. O município já foi multado por não estar cumprindo com o básico. Trouxemos algumas denúncias antes e agora trazemos as do abastecimento”, afirmou.

Prestação de contas

Ao analisar os índices do município no Platão, ferramenta de fiscalização do TCE-MT, Sérgio Ricardo destacou que Tabaporã está inadimplente com a prestação de contas anual.  Além disso, citou o volume elevado de compras realizadas sem processo licitatório, que chegam a R$ 12 milhões.

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“Nada pode ser gasto sem processo licitatório ou com inexigibilidade. Para tudo tem um padrão. Isso tudo será analisado nas contas. É preciso ver a justificativa do prefeito na prestação de contas”, reforçou o presidente.

Diálogo com os gestores

Para o presidente, a fiscalização exercida pelas câmaras é fundamental para o funcionamento da administração pública. “O papel do vereador é fiscalizar os atos do prefeito, além de apresentar projetos de lei buscando beneficiar a população. Prefeito e vereador têm que trabalhar em harmonia, todos têm obrigação de trabalhar pelo povo.”

A reunião integra a política de aproximação com a sociedade adotada pela gestão de Sérgio Ricardo, que ampliou os canais de atendimento direto a cidadãos, entidades e gestores municipais. “A ideia não é castigar ninguém, é só corrigir rumos. O Tribunal não quer que nenhum gestor erre e não faça seu trabalho direito”, concluiu.

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