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Conheça o parque nacional onde caçar e matar seres humanos não é crime
Edmundo Pacheco l Portal Mato Grosso
Você tem um desafeto? Uma pessoa que você odeia tanto, a ponto de desejar matá-la? E porque não faz isso? Porque estaria cometendo um crime e vai para a cadeia, certo?
Mas e se existir um lugar onde você pode convidar seu desafeto para um passeio e lá matá-lo e sair impune, sem ser processado, procurado, caçado? Nada. Sai livre, como se tivesse matado uma mosca.
Pode parecer absurdo, afinal se você matar um cachorro (ano passado um homem foi preso no bairro Imperador, em Várzea Grande, matar o cachorro da filha, da raça Shih-tzu, a pauladas) pode ter consequências graves, imagine caçar e matar um ser humano.
Mas esse lugar existe sim.
Fica no parque Yellowstone, nos Estados Unidos e essa zona morta, onde as leis não se aplicam, foi descoberta pelo professor de direito da Universidade Estadual do Michigan, Brian Kalt.
Segundo ele há uma área de 130 quilômetros quadrados dentro do Parque Nacional de Yellowstone onde se pode escapar impunemente de qualquer crime, inclusive de assassinato.
A explicação é a seguinte: o Parque Nacional de Yellowstone, como todos os parques nacionais dos EUA, é território federal e, se uma pessoa cometer um crime lá, está sob jurisdição federal.
Mas, o artigo III da Constituição americana exige que os julgamentos criminais sejam realizados no estado em que o crime foi cometido e a Sexta Emenda dá ao réu de um crime federal o direito a um julgamento por júri do estado e distrito em que foi cometido. Ou seja: o júri precisa obrigatoriamente ser composto por moradores do estado e do distrito federal onde ocorreu o crime.
Há um trecho de 130 quilômetros dentro de Yellowstone que atravessa partes dos estados de Wyoming, Idaho e Montana. Se alguém cometesse assassinato neste pedaço de terra, o crime ocorreria no estado de Idaho, mas o Congresso colocou todo o parque no distrito federal de Wyoming. É o único distrito judiciário federal do país que cruza as fronteiras estaduais. Esta parte de Yellowstone é despovoada, sem potenciais membros do júri vivendo na área. Portanto, nenhum julgamento por júri poderia ocorrer .
Aqui um vídeo completo do parque onde cometer assassinatos não é crime
Quando descobriu esta brecha na lei, o professor publicou um artigo alertando o Departamento de Justiça, o procurador dos EUA em Wyoming e os comitês judiciários da Câmara e do Senado, com sugestões sobre como resolver o problema. Kalt esperava que eles tomassem alguma providência e fechassem a brecha na legislação, antes que o local viesse a se tornar uma área de caça legal a seres humanos, mas ninguém deu a menor bola.
Segundo o professor, a solução é simples o Congresso poderia dividir Yellowstone em três distritos federais, com a parte de Idaho indo para Idaho, a parte de Montana para Montana e a parte de Wyoming para Wyoming, mas ninguém fez nada e o Parque Nacional de Yellowstone continua sendo uma “zona livre de assassinato”.
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Cravos no ramo: Sombolismo, história e tradições em Portugal
Usar cravos nos ramos de flores não é propriamente uma novidade. Trata-se de uma flor muito usada, devido à sua forte carga simbólica, pois pode ser associada a diferentes significados consoante a sua cor. Em muitas culturas, os cravos são usados para expressar emoções, intenções ou sentimentos. Sem dúvida que são uma estratégia silenciosa, mas muito poderosa. Segundo a Interflora, especialistas no envio de flores e no seu simbolismo, cravos vermelhos simbolizam amor apaixonado, o cravo branco representa pureza e paz, estando também associado a novos começos. Já o cravo cor-de-rosa é a flor da gratidão, também muitas vezes associada ao amor maternal, enquanto o amarelo é a flor da alegria e da amizade, estando o roxo mais ligado ao misticismo, à espiritualidade e até ao luto.
Em Portugal, o cravo – em particular o cravo de cor vermelha – é, desde 1974, um poderoso símbolo de liberdade, resistência e esperança. Uma flor que todos os portugueses usam e reconhecem como símbolo nacional.
O simbolismo dos cravos vermelhos em Portugal
A ligação mais imediata e recente dos cravos vermelhos no país é à Revolução dos Cravos, de 25 de Abril de 1974. Nessa noite, os militares entraram em Lisboa e derrubaram o regime ditatorial do Estado Novo, dando início a uma nova era de democracia no país. Em vez de tiros e de sangue, os soldados colocaram cravos vermelhos nos canos das suas espingardas. Esta imagem, que na altura atravessou fronteiras, faz hoje parte do imaginário e da cultura portuguesa e é um símbolo de Abril e dos seus valores democráticos.
E tudo graças a Celeste Martins Caeiro, que, naquela manhã, levava consigo cravos vermelhos e brancos para celebrar o aniversário do restaurante onde trabalhava. Ao ver os soldados e sem nada mais para lhes oferecer, Celeste presenteou-os com os cravos que tinha consigo. Por este gesto, Celeste Martins Caeiro (que faleceu recentemente, em novembro do ano passado) será sempre recordada, tendo sido,, no passado Dia da Mulher (8 de Março), condecorada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade.
Ainda hoje, esta data é celebrada em Portugal com cravos vermelhos, que são distribuídos e levados pela população na mão ou à lapela.
Os cravos antes do 25 de Abril
A verdade é que a ligação dos cravos à cultura portuguesa já vinha de trás. Em algumas localidades, por exemplo, era comum colocar um cravo vermelho à janela como forma de declarar o seu amor sem usar palavras.
Usar ramos de cravos é também comum nas muitas festas religiosas e romarias que existem no país. Nestas festas, os cravos ganham destaque em andores e procissões conquistando um simbolismo sagrado, muitas vezes associado à fertilidade e à celebração da primavera.
Como pode ver, usar cravos num ramo pode significar muitas coisas. E da mesma forma que esta flor faz parte da memória histórica e coletiva de todos nós, sendo um tributo à luta pela liberdade, também é uma flor carregada de mensagem e perfeita para ser partilhada com quem se ama.
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