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Catedral de Cáceres busca R$ 4,4 milhões via Lei Rouanet para restauração

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Foto: Ronivon Barros

Por Cleiton Túlio

Um projeto ambicioso de restauração da Catedral São Luiz de Cáceres, um dos mais importantes marcos arquitetônicos e religiosos da cidade, acaba de ser homologado pelo Ministério da Cultura. A iniciativa permite a captação de até R$ 4,4 milhões por meio de doações e patrocínios incentivados pela Lei Rouanet, com prazo final em 31 de dezembro deste ano.

A proposta, apresentada pela Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso, visa resgatar o esplendor original do templo. O plano de recuperação detalha intervenções cruciais que incluem a restauração das fachadas, a revitalização dos vitrais e elementos decorativos, além de melhorias estruturais essenciais para garantir a longevidade e segurança da edificação. O projeto também prevê a reforma do salão paroquial, que será transformado em um Memorial da Catedral, e a adaptação de um anexo para sediar diversas atividades artísticas e culturais, ampliando o uso do espaço para a comunidade.

História e resiliência de um ícone Cacerense

A Catedral São Luiz de Cáceres é, de fato, um testemunho da fé e perseverança local. De acordo com informações da prefeitura, sua história é marcada por desafios desde o início da construção, em 1919. A obra sofreu com problemas estruturais e com a perda precoce do arquiteto responsável, Leon Joseph Louis Mounier, que também deixou sua marca em Cuiabá com o projeto da igreja do Bom Despacho.

Apesar dos obstáculos, a determinação da comunidade e o empenho do bispo Dom Máximo Biennés permitiram que a catedral fosse finalmente concluída em 1965. Inspirada na grandiosidade da Catedral de Notre-Dame, em Paris, a igreja de Cáceres ostenta elementos góticos e neogóticos, tornando-se um símbolo arquitetônico e espiritual de valor inestimável para os cacerenses e para o estado de Mato Grosso.

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A possibilidade de captar recursos via Lei Rouanet representa uma janela de oportunidade vital para preservar não apenas um monumento religioso, mas um pedaço vivo da história e da cultura de Cáceres, garantindo que as futuras gerações possam apreciar e interagir com este patrimônio.

 

Nota sobra o projeto “Restauração da Catedral São Luiz de Cáceres”.

A Catedral São Luiz de Cáceres celebra, neste ano de 2025, 60 anos de sua inauguração.

O início da construção deste valioso patrimônio data do ano de 1919. No decorrer de sua

construção enfrentou diversos problemas estruturais chegando a desmoronar afetando

paredes e telhado em 1945. Com a chegada de Dom Máximo Biennès, bispo francês, hoje

sepultado no coração do próprio templo religioso, retomou-se a construção, sendo

inaugurada oficialmente em agosto de 1965.

O Templo Religioso, pertencente à Igreja Católica, mescla o estilo gótico e neogótico em

suas fachadas, assim como um revestimento interno de madeira de lei servindo como

sustentação às paredes, uma vez que não contém colunas internas como a Notre Dame de

Paris, sua inspiração de origem. Estas características dão, à Catedral de Cáceres, um

brilho diferenciado de beleza e de arquitetura arrojada.

Este projeto de restauração do destacado templo vem sendo trabalhado a 4 anos com uma

equipe especializada da Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso e a Igreja

Católica em sintonia com a Prefeitura Municipal, e já envolveu várias etapas, tais como:

a) Regularização patrimonial junto à prefeitura, regularização e aprovação junto

ao Iphan, pois o templo é tombado pelo Patrimônio Histórico, assim como o

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ingresso na Lei Rouanet.

b) Elaboração de projetos, através da Associação dos Produtores Culturais do

MT, incluindo:

+ Restauração da Catedral

+ Limpeza da fachada externa

+ Museu da Catedral

+ Climatização do templo

+ Restauração dos vitrais e outros.

c) O Projeto inclui, também, a revitalização do Centro de Pastoral São Francisco

como anexo cultural, objetivando o desenvolvimento de atividades pastorais e

culturais da cidade.

Deste modo, vários passos já foram dados neste projeto, o mais recente, sua divulgação

no Diário Oficial da União, cujo fato mereceu uma nota de destaque na Revista Veja.

Estas etapas envolveram e exigiram empenho de muitos profissionais, reuniões e

investimentos da Paróquia São Luiz.

Todavia, resta ainda um longo caminho a ser percorrido. De acordo com os protocolos,

deve-se agora abrir uma conta para captação de recursos correspondentes ao montante

para execução do projeto, cerca de R$ 4.462,355,00, o qual será intermediado pela Lei

Rouanet. Necessário de faz, também, de imediato, a elaboração do Projeto Gráfico da

Catedral envolvendo imagens e informações complementares. Em seguida, teremos a fase

da licitação e execução das obras.

Em conclusão, podemos afirmar que o momento é de muita alegria pelos largos passos

que já foram dados, mas que ainda temos muito a caminhar exigindo boa integração entre

a Igreja, os responsáveis pela elaboração do projeto, o setor público e a participação ativa

da comunidade local. Esperamos que em breve possamos celebrar mais este passo

histórico em nossa cidade em torno àquele que é o cartão postal que embeleza a chamada

“Princesinha do Paraguai”.

Pe. Jair Fante

Pároco da Catedral São Luiz de Cáceres-MT

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Unemat sedia 5ª Jornada Internacional de Semântica e Enunciação com foco em Inteligência Artificial

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Por João Arruda | Cáceres

O campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Cáceres (a 210 km de Cuiabá), é o centro de importantes debates acadêmicos nesta semana. Desde o dia 10 de junho, a instituição realiza a V Jornada Internacional Semântica e Enunciação (Jise), evento que segue até esta sexta-feira, dia 12. Realizada em formato híbrido — unindo atividades presenciais e transmissões on-line —, a conferência tem atraído um público expressivo interessado em temas contemporâneos da linguagem.

Um dos grandes destaques da programação é a presença do doutor Eduardo Roberto Junqueira Guimarães. Renomado pesquisador com passagens como professor visitante em universidades de prestígio, como as de Paris, na França, e de Buenos Aires, na Argentina, Guimarães é autor de obras fundamentais como Texto e Argumentação e Os Limites do Sentido. Sua vasta trajetória inclui ainda a participação em conselhos editoriais de diversos veículos de comunicação e a publicação de inúmeros artigos científicos no Brasil e no exterior.

Nesta quinta edição, o evento inova ao dedicar um simpósio específico para discutir a Inteligência Artificial. O debate busca analisar os efeitos práticos e factuais dessa tecnologia sob a ótica da linguagem. Além disso, as mesas-redondas abordam tópicos de relevância social e acadêmica, como as Políticas de Línguas de Fronteira e os sentidos da linguagem na atualidade.

Professora doutoranda, Edna Senes

Entre os participantes que enriquecem as discussões está a educadora Edna Senes. Com quase três décadas de dedicação ao ensino e formações em Letras, Pedagogia e Teologia, Senes é doutoranda com pesquisa voltada à linguagem. Atualmente, ela leciona na Escola Estadual Cívico-Militar Frei Ambrósio, em Cáceres, onde desenvolve um trabalho especializado no atendimento a alunos com necessidades especiais. O encerramento da jornada amanhã deve consolidar os resultados de três dias de intensas trocas de conhecimento na região Oeste do estado.

João Arruda é jornalista, geógrafo e pesquisador em Cáceres, é filho,  neto, bisneto de brancos com duas avós uma Bororo e outra Guató.

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