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Saúde

Casos de Covid-19 recuam, mas aumento de gripe acende alerta

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (2) o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios referente às semanas epidemiológicas de 1 a 12 de 2026, compreendendo o período de 4 de janeiro a 28 de março. O levantamento aponta uma queda expressiva nos casos de Covid-19, ao mesmo tempo em que indica aumento nas infecções por Influenza A e B, cenário considerado esperado para o período.

De acordo com os dados, os casos de Covid-19 apresentaram redução de 90,29% em comparação com o mesmo período de 2025. Neste ano, foram contabilizadas 97 notificações, contra 999 no ano anterior. Do total registrado em 2026, 75 casos são de moradores da capital e 22 de não residentes. A taxa de mortalidade foi considerada muito baixa, com 0,14 óbitos por 100 mil habitantes, sendo confirmadas duas mortes no período.

Em relação à Influenza, Cuiabá registrou 530 casos entre residentes em 2026, número superior ao observado no mesmo período de 2025, quando foram notificadas 54 ocorrências. Considerando também os atendimentos de não residentes, o total chega a 723 casos.

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Segundo a Diretoria de Vigilância em Saúde, o aumento está relacionado à maior circulação de vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal contra a gripe e à ampliação da oferta de exames, especialmente na rede privada.

A análise por faixa etária mostra que as crianças são as mais afetadas pela Influenza. A faixa de 0 a 6 anos concentra 273 casos. Em seguida, aparecem adultos de 15 a 59 anos, com 213 registros, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 187 casos. Idosos com 60 anos ou mais somam 50 notificações.

Foram confirmados três óbitos por Influenza no período, envolvendo pacientes de diferentes idades: um bebê menor de 1 ano, um adulto entre 20 e 59 anos e um idoso com mais de 60 anos.

O boletim também apresenta dados sobre os casos mais graves, classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Ao todo, 433 pessoas precisaram de internação hospitalar nas primeiras 12 semanas do ano, resultando em 44 óbitos. Desses, 19 internações foram causadas por Covid-19, com dois óbitos, e 93 por Influenza, com três mortes registradas.

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A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que, apesar da redução significativa dos casos de Covid-19, é fundamental manter os cuidados, especialmente durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.

“Os dados mostram um cenário positivo no controle da Covid-19, resultado das ações adotadas e da vacinação. Ao mesmo tempo, o aumento dos casos de gripe já era esperado neste período do ano. Por isso, reforçamos a importância da vacinação contra a Influenza e dos cuidados básicos, como higienização das mãos e atenção aos sintomas”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população procure as unidades de saúde para atualização da carteira vacinal e busque atendimento médico em caso de sintomas respiratórios, contribuindo para a prevenção e o controle das doenças.

 

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Saúde

Novas máquinas de hemodiálise contínua entram em operação no Hospital Central de Mato Grosso

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O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado com equipamentos de hemodiálise contínua em operação. O uso dessas máquinas visa garantir mais estabilidade aos pacientes com quadros graves que passaram por procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e neurocirurgias.

Ao todo, a unidade conta com cinco equipamentos – dois na UTI Pediátrica e três na UTI Adulta -, responsáveis por assumir temporariamente o trabalho dos rins quando eles deixam de funcionar adequadamente, ajudando a manter o organismo em equilíbrio. Porém, o que uma máquina convencional faz num período curto, de cerca de 4h, os novos equipamentos do Hospital Central realizam por prazos de até 72 horas, de forma contínua. Esse período mais longo dá mais estabilidade ao organismo do paciente, o que contribui para uma recuperação mais assertiva.

“Quando você retira muito rápido sangue e toxinas do organismo, o estado de saúde do paciente grave pode piorar e, muitas vezes, é preciso interromper o tratamento. Com essa máquina, é possível fazer essa retirada de forma mais lenta e segura. Isso dá tempo para que os antibióticos façam efeito e para que a equipe consiga estabilizar o organismo do paciente, aumentando as chances de ele atravessar esse período crítico com mais segurança”, esclarece o coordenador médico da UTI Adulta, Eduardo Gomes.

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O procedimento de hemodiálise pode, por exemplo, causar pressão baixa nos pacientes, dentre outras variáveis que descompensam o organismo. No caso de pacientes em quadro crítico, perfil atendido pelo Hospital Central, alterações dessa natureza, quando acontecem de forma mais abrupta, podem tornar o caso ainda mais grave, ampliando o risco. Já com as máquinas de diálise contínua, a chance de instabilidade diminui.

“O paciente no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca, por exemplo, já passou por um procedimento complexo e de alto risco. Quando os rins não conseguem funcionar adequadamente, fazer a diálise de forma convencional pode ser mais difícil, porque ele ainda está em um momento de grande fragilidade. Com esse equipamento, a retirada de líquidos acontece de maneira lenta e contínua, o que traz mais segurança durante o tratamento”, acrescenta Eduardo Gomes.

O equipamento também pode auxiliar na retirada do excesso de gás carbônico do organismo. O recurso é importante para pacientes com problemas pulmonares graves, nos quais os pulmões não conseguem eliminar adequadamente esse gás, que se acumula no sangue e agrava o quadro clínico. Com a nova tecnologia, essa remoção pode ser feita de forma contínua e controlada, ampliando o suporte oferecido aos pacientes em estado crítico.

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Para a entrada em funcionamento dos equipamentos, profissionais do Hospital Central passaram por uma qualificação técnica, com a fabricante, e com a equipe do Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica responsável pela gestão da unidade pública

“Preparamos os profissionais para utilizar os novos equipamentos e, também, para aplicar protocolos e práticas assistenciais já adotados pelo Einstein. O objetivo foi padronizar o cuidado e garantir aos usuários do SUS de Mato Grosso o mesmo padrão de excelência assistencial que orienta a atuação da organização”, frisa a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.

O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade pública de saúde que atende pacientes do SUS de Mato Grosso, encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

Confira neste link um vídeo sobre o funcionamento do equipamento.

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