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CÂMARA (João Pedro da)

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CÂMARA (João Pedro da). Capitão-general de Mato Grosso, fidalgo português, sobrinho de D. Antônio Rolim de Moura. Governou a capitania de Mato Grosso de 01/01/1765 a 03/01/1769. Chegou a Vila Bela em 25/12/1764, pela rota do Madeira – Guaporé, sendo o primeiro capitão-general a percorrer tal caminho fluvial para chegar até Mato Grosso. Guarneceu vários pontos estratégicos da capitania, pois temia um ataque a Vila Bela, pelo Guaporé, vindo de Chiquitos e Moxos, e outro a Cuiabá, vindo do Paraguai. Deu cumprimento às ordens recebidas do Marques de Pombal, para a expulsão de padres jesuítas da capitania de Mato Grosso. Foi brilhante defensor e consolidador da fronteira matogrossense. Os historiadores matogrossenses pouca importância lhe deram, tanto que é mesmo difícil traçar-lhe uma pequena biografia que seja. 

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CIDADE DE PEDRA

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CIDADE DE PEDRA. Denominação de conjunto excepcional de escarpas e pedras na cidade de Rondonópolis, sul de MT. O local da Cidade de Pedra, de nomenclatura ancestral teve ocupação muito antiga, anterior aos bororos. Inúmeros sítios arqueológicos foram encontrados e pesquisados na região dentre os quais os de Ferraz Igreja, Vermelhos, Cipó, Anões, Alvorada, Falha e Mano Aroé, e tantos outros. Esta porção territorial é alvo de pesquisa sistemática da missão Franco-Brasileira. A Cidade de Pedra possui paisagem grandiosa por sua exuberante beleza natural escarpeada pelo Rio Vermelho, não muito distante da cidade de Rondonópolis em área com vegetação e fauna pouco alteradas. Atualmente é parque ecológico e arqueológico em reserva particular do patrimônio natural (RPPN). Em Cidade de Pedra a ocupação foi intensa nos últimos 3 mil anos, sendo que os grupos ocupantes da região há 2 mil anos ainda não conheciam a cerâmica, e foi a partir desta época que os ceramistas iniciaram seus afazeres deixando fragmentos que comprovam a tese. As pesquisas também revelam que o povo ceramista dava preferência a esta região quer seja como breve acampamento, moradia perene ou mesmo como necrópole, e a teoria foi justificada pela presença de fogueiras e áreas de atividades cotidianas.

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