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Bombeiros resgatam condutor de ambulância preso em ferragens na BR-070
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, nesta quarta-feira (11.2), uma grave ocorrência de acidente de trânsito na BR-070, nas proximidades do km 55, em Barra do Garças (a 520 km de Cuiabá).
A equipe da 1ª Companhia Independente Bombeiro Militar (1ª CIBM) foi acionada por volta das 17h50. Ao chegar ao local, foi constatado que havia ocorrido uma colisão entre uma ambulância e uma carreta. Com o impacto, a ambulância capotou.
O motorista da ambulância ficou preso às ferragens e estava consciente e orientado, apresentando múltiplos ferimentos e já recebendo atendimento médico no local. Os bombeiros militares assumiram as ações de resgate veicular, realizando o desencarceramento do condutor. O trabalho durou aproximadamente duas horas, devido à complexidade da ocorrência.
Durante toda a operação, foram aplicadas técnicas de estabilização do veículo e de proteção à vítima, em atuação integrada com a equipe médica.
Após a retirada segura, o condutor foi estabilizado e encaminhado à unidade de emergência para continuidade do atendimento. No interior da ambulância, foi encontrada uma vítima do sexo masculino, já em óbito. Uma auxiliar de enfermagem, que também ocupava o veículo, foi retirada anteriormente por outras equipes e encaminhada ao município mais próximo para atendimento médico.
A ocorrência contou ainda com a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelo controle do tráfego, preservação do local e procedimentos periciais.
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PC investiga esquema de desvio de cestas básicas envolvendo vereadores e prejuízo de quase R$ 2 milhões
A Polícia Civil de Mato Grosso realizou nesta sexta-feira (03.07) uma operação intitulada “Mesa Vazia”, dando continuidade as investigações que apuram um suposto esquema de corrupção que teria sido estruturado por vereadores e funcionários públicos de Barra do Garças (a 516 km de Cuiabá).
Segundo a polícia o grupo desviou de cerca de 13 mil cestas básicas e kits de higiene que seriam destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. O prejuízo foi estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres estaduais.
A investigação da Polícia Civil indica que os parlamentares teriam se articulado para desviar insumos do programa SER Família Solidário, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Segundo a representação policial, o grupo operava um fluxo paralelo de distribuição: os produtos, que deveriam chegar a beneficiários cadastrados, eram redirecionados para endereços particulares, como chácaras e sedes de associações, sem qualquer registro oficial ou prestação de contas.
A acusação envolve 5 vereadores, sendo três do (Juntos Podemos Mudar o Mundo) “Podemos”, um do Partido Renovação Democrática (PRD e um do Partido da Mulher Brasileira (PMB).
Apesar de negar os pedidos de prisão preventiva e o afastamento dos cargos parlamentares — sob o argumento de que a representação não apresentou elementos contemporâneos que justificassem medidas tão drásticas neste momento —, a Justiça autorizou o cumprimento de 47 ordens judiciais.
Entre elas, estão mandados de busca e apreensão, quebras de sigilos telefônico e telemático, e a extração de dados de dispositivos eletrônicos. Por outro lado, o juiz determinou o afastamento cautelar de dois servidores da Agência de Regulação e Fiscalização de Barra do Garças (Agirf), apontados como articuladores operacionais do esquema.
Conforme a Polícia Civil, a logística do desvio era sofisticada. Motoristas responsáveis pelo transporte da carga, proveniente de Cuiabá, teriam sido orientados a descarregar os produtos em locais divergentes dos indicados na documentação oficial.
Há relatos de que esses profissionais teriam recebido pagamentos extras — inclusive via transferências eletrônicas — para ignorar os protocolos de entrega. A investigação sustenta que, entre 2021 e 2025, a estrutura organizada mantinha divisões de tarefas bem definidas, envolvendo desde a captação das cestas na Setasc até o armazenamento e a redistribuição ilícita.
Em nota oficial, a Câmara Municipal de Barra do Garças afirmou que respeita o trabalho das autoridades e que prestará “total e irrestrito apoio” às investigações. O Legislativo destacou ainda que assegurará as prerrogativas dos parlamentares investigados, garantindo a eles o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Apesar da decisão judicial ter mantido os vereadores em suas funções, a operação marca um capítulo crítico na política local. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) havia emitido parecer favorável ao afastamento dos parlamentares, indicando que a permanência deles nos cargos poderia interferir na colheita de provas.
Com a execução dos mandados, a Polícia Civil agora concentra esforços na análise do material apreendido para robustecer as evidências e identificar possíveis novos envolvidos na rede de desvios.
O caso segue sob sigilo parcial para resguardar as próximas etapas da instrução processual. A defesa dos parlamentares citados não foi localizada para comentar os desdobramentos da operação.
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