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Balsa improvisada não aguenta e afunda com caminhonete na transpantaneira; veja vídeo
Por João Arruda
De acordo com informações de Poconé, cidade localizada a 110 quilômetros ao sul de Cuiabá, mais um carro foi tragado pelo Corixo. Esse incidente ocorreu na rodovia estadual MT 060, no mesmo local onde a ponte de madeira cedeu e engoliu um caminhão no último sábado (13.05). Desta vez, uma S10 teria submergido durante a travessia com balsas improvisadas.
Não havia até esta manhã de terça feira (16), comunicação sobre vítimas.
A Marinha do Brasil, com sede em Cuiabá, que exerce jurisdição já foi acionada sobre a gravidade da situação. E , deverá executar uma inspeção naval quanto a atividade de transporte pessoas nas embarcações e, principalmente o paliativo das balsas, sem qualquer noção de peso/medidas (segurança aquaviaria) uma vez que a comunicação terrestre estaria sendo feita através de baldeação com emprego de barcos a motor e canoas. Contudo, a região neste período recebe centenas de turistas é considerada “alta temporada ” para o Trade Turístico. Daí o improviso, esses carros carregam além dos tripulantes das embarcações, levam demais trabalhadores das pousadas e fazendas. São esses veículos que transportam insumos para as fazendas, combustíveis até alimentos.
Sem vislumbrar alternativa da esfera governamental, os pecuaristas e operadores do turismo, estão relatando prejuízos com cancelamentos de reservas.
O prefeito Tatá Amaral ( UB) , em declaração atribuída a ele num site de Poconé, teria informado que comunicou o governo estadual, uma vez que a manutenção dessa via, é de competência do Estado. E, de fato o governo de MT é quem dá manutenção e zelo das vias MT.
A reportagem em Cáceres, recebeu um vídeo curto, que seria supostamente gravado no momento do naufrágio, sugere que teria ocorrido ao entardecer desta segunda feira (15).
A Transpanteneira, tem em sua extensão um total de 145 km desde a área urbana de Poconé até à localidade de Porto Jofre, margem direita do Rio Cuiabá, ao todo são 127 pontes, sendo que apenas 1/3 delas são de concreto armado, as demais são antigas com quase um século e construídas com madeiras da região .
O local onde se ocorreu o desabamento é batizado de Campo do Jofre.
Um pecuarista que possui e opera também com pousada na região, preferiu não se identificar, pediu urgência nas ações e previu que outras pontes podem também ceder.
Há riscos de vazamentos de combustíveis dos carros que submergiram , caso escape óleo ou gasolina no córrego, podendo causar danos ambientais de grande monta, uma vez que os derivados de petróleo não se diluem em contato com a agua.
Desde o ano de 1981, região do Pantanal não recebia um volume de chuvas como o atual.( João Arruda é jornalista em Cáceres MT)
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Articulação do TCE-MT, ALMT, Governo e Gaepe-MT destrava obra em Poconé e impulsiona política de creches em MT
Concluído a partir de articulação liderada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Frei Joaquim Tébar Fernandes, em Poconé, recebeu, nesta quarta-feira (22), a visita institucional do presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), Antonio Joaquim, do vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Waldir Teis, do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), William Brito Júnior, autoridades locais e as demais instituições que compõem o Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT).
A visita tira do papel uma obra iniciada há mais de 10 anos e que tem capacidade para atender aproximadamente 200 crianças. “Quando o Tribunal de Contas atua para destravar obras e orientar os gestores, quem ganha é a população. Estamos falando de crianças que passam a ter acesso à educação e de famílias que conseguem reorganizar suas vidas. Esse é o verdadeiro papel do controle externo”, destacou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.
Na ocasião, Antonio Joaquim defendeu que a ampliação de vagas em creches deve ser tratada como prioridade absoluta das políticas públicas. “Estamos há três anos trabalhando para diminuir a fila de creche no estado. Já conseguimos reduzir quase 40% desse déficit e vamos continuar até zerar. Depois disso, o desafio será manter essa fila zerada.”
A unidade é a primeira de uma série de mais de 40 creches com obras retomadas no estado a partir da articulação entre o TCE-MT, Assembleia Legislativa (ALMT), os parceiros do Gaepe-MT, junto ao Governo do Estado e prefeituras.

O presidente da Copec também ressaltou o impacto do trabalho para a educação na primeira infância, defendendo que o investimento nessa etapa deve ser tratado como estratégico. “A fase de zero a seis anos é mais importante do que obras como pontes ou viadutos. É nesse período que se forma a base do desenvolvimento da criança.”
Graças à articulação entre as instituições, o investimento em creches passou a integrar o orçamento estadual. São R$ 40 milhões por ano destinados à construção e ampliação de unidades, totalizando R$ 120 milhões ao longo de três anos.
“O TCE passou a atuar de forma mais próxima dos gestores, ajudando a orientar e melhorar a implementação das políticas públicas. Não deixamos de julgar contas, mas buscamos também contribuir para que os recursos sejam melhor aplicados e gerem resultados para a sociedade”, avaliou o conselheiro Waldir Teis.
Foi o que também apontou o deputado estadual Eduardo Botelho ao reforçar o repasse de mais R$ 800 mil, por meio de emenda impositiva, para aquisição de mobiliário. “Agora o prédio estará 100% pronto, com todos os móveis e estrutura adequada para atender essas crianças com qualidade”, reforçou.
Articulação destrava obras e garante execução

Além da mobilização pelos repasses, o TCE-MT também ajudou os municípios a superarem entraves burocráticos que impediam a conclusão das unidades. Um dos exemplos foi a emissão de recomendação que deu segurança jurídica para que prefeitos utilizem, de forma concomitante, recursos federais, estaduais e municipais nas obras.
Esse conjunto de medidas abriu caminho para que projetos como o de Poconé, concluído com investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, saíssem do papel e fossem entregues à população.
O prefeito Jonas Moraes contou que a edificação começou a ser erguida em 2013, mas estava paralisada devido a uma série de entraves burocráticos. “Só temos a agradecer ao TCE e aos demais membros do Gaepe-MT, que estão fazendo com que a educação deixe de ser discurso e realmente transforme a vida do cidadão.”
Segundo a secretária-adjunta de Regime de Colaboração da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Adriana Tomasoni, nesta primeira etapa foram retomadas obras em 15 municípios. “É a ampliação da visão do governo de que precisamos investir nos municípios. Então, cada um tem o seu projeto, e a gente entra fomentando isso.”
Diante dos resultados, o coordenador de articulação interdisciplinar do Instituto Articule, Willer Moravia, chamou a atenção para o pioneirismo do trabalho conjunto. “Mato Grosso é o primeiro a estruturar essa política a partir do diálogo entre instituições, com governança organizada e foco na ampliação de vagas na educação infantil.”
Por sua vez, o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Willian Brito Jr., reforçou que a entrega representa o início de uma política pública estruturada. “É resultado de um esforço coletivo para fortalecer a política da primeira infância e avançar na meta de zerar a fila no estado.”
Nova unidade amplia atendimento e muda rotina de famílias

Em funcionamento desde 2025, o CMEI Frei Joaquim Tébar Fernandes deixou de operar em um espaço improvisado e passou a contar com estrutura adequada para atendimento em período integral, beneficiando famílias de bairros como Cohab Nova, Vila Aurora, Vila Operária e regiões próximas.
“Hoje temos um espaço adequado para nossas crianças e também para os profissionais. Isso faz diferença, porque garante melhores condições de trabalho e um atendimento com mais qualidade”, destacou a diretora do CMEI, Eliane Maria de Souza.
Para as famílias, o impacto é imediato. Taíse Dantas, mãe da aluna Eloá Aycha, de 5 anos, relatou que a proximidade da unidade facilitou a rotina e permitiu conciliar o cuidado com a filha e o trabalho de cozinheira. “A creche fica perto de casa e isso ajudou muito na minha rotina. Se não tivesse, seria muito complicado trabalhar”, disse.
Já Keilane Letícia Bruno Santos relatou que, sem a creche, teria que pagar alguém para cuidar dos filhos. “Isso pesaria bastante, porque hoje eu dependo do Bolsa Família”, disse.
Para o secretário municipal de Educação de Poconé, Jean Silva, a unidade garante a ampliação do atendimento e cria condições para avançar na oferta em período integral. Ele destacou ainda que esta é uma das oito creches em funcionamento no município e apontou os próximos passos com a chegada dos novos equipamentos.
“Não estamos atendendo na totalidade por causa do mobiliário, mas agora poderemos oferecer todas as vagas que a creche comporta. Também vamos avançar no atendimento em período integral. Ainda temos uma demanda reprimida e, à medida que ampliamos a oferta, mais famílias procuram o serviço”, concluiu.
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