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Assistência avança na oferta de políticas públicas e atendimentos para população em situação de rua

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Instituído pela Prefeitura de Sinop em 2021, o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Municipal para a População em Situação de Rua (CIAMP) de Sinop segue atuando ativamente, junto ao Poder Público, para a implantação de políticas públicas e ações mais efetivas que atendam às necessidades da população em situação de rua.

O CIAMP tem papel fundamental de mensurar o que deve ser implantado para atender as pessoas em situação de vulnerabilidade, pois atua como um comitê de conselho, que acompanha, monitora e contribui com o trabalho feito pelo Município, de fornecer acolhimento temporário, inserção no mercado de trabalho e reinclusão do indivíduo na sociedade, e ainda contribui na tomada de decisões colegiadas. Composto por representantes das organizações da sociedade civil organizada, poderes Executivo e Legislativo e, como convidados permanentes, o Ministério Público Estadual, Defensoria Pública e Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O Comitê está instituído na política nacional da população em situação de rua. A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Scheila Pedroso, destaca que a implantação do comitê consolidou um avanço significativo a nível municipal. “A criação do CIAMP em Sinop foi uma ação pioneira no estado, e de fundamental importância para nortear as políticas públicas do município. Com essa visão mais ampla, as ações se tornaram ainda mais diretas e efetivas. Conseguimos estruturar melhor os atendimentos e atender mais pessoas de forma adequada”, destacou.

De acordo com o levantamento feito pela equipe do Centro de Referência Especializada da Assistência Social (CREAS), em 2021 foram feitas 2.733 abordagens sociais de pessoas em situação de rua em Sinop, sendo cerca de 227 casos por mês, em média, e 2.132 em 2022, com 177 atendimentos mensais. O trabalho segue sendo realizado em 2023 e, até o mês de março, a equipe fez 213 abordagens. “Hoje é muito claro para a sociedade que a população em situação de rua de Sinop recebe atendimento, tendo em vista que a nossa equipe do serviço de Abordagem Social desenvolve esse trabalho diariamente na rua, fazendo busca ativa e ofertando os serviços da Assistência Social”, destacou a coordenadora da Proteção Social Especial, Marilene Pereira.

A coordenadora apontou ainda dois importantes avanços no tratamento das pessoas em situação de rua, percebidos desde o início da gestão, sendo eles a criação do CIAMP e a ampliação do Serviço de Abordagem Social, ofertado pela Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação. “A gestão ampliou o horário do serviço de abordagem, quando nós iniciamos era feita apenas de segunda a sexta-feira das 7h às 17h. Hoje nós temos a Abordagem Social funcionando 24h, temos a equipe do CREAS atendendo das 7h às 17h, e a abordagem noturna com dois abordadores que ficam de plantão para atender a demanda. É um trabalho que continua no final de semana e feriados também. Então foi um ganho, porque muitas vezes a situação de rua acontece fora do expediente”, detalhou.

Para atender a demanda de pessoas em situação de rua, a Prefeitura conta com o atendimento da Casa de Passagem e do CREAS. Além disso, também conta com o apoio de instituições parceiras, como o Centro de Apoio e Reabilitação de Toxicômano e Alcoolistas de Sinop – CARTAS que recebe esses indivíduos, a Comunidade Esperança Maria de Nazaré que oferta diariamente 80 refeições de almoço para essa população, entre outras. Por fim, a coordenadora considera que, apesar do município ofertar toda estrutura preparada para acolher temporariamente e reintegrar na sociedade, o indivíduo tem o direito de escolher permanecer em situação de rua. “A nossa abordagem é de sensibilização, com o objetivo de mostrar para o indivíduo que ele pode sair da rua, que há um local à disposição onde pode residir de forma temporária até se organizar no mercado de trabalho. Só que esse indivíduo tem a opção e muitas vezes prefere continuar na rua. Prefere usar a rua como moradia e ter o fácil acesso a dinheiro e doações das pessoas que passam por eles”, destacou.

Além dos serviços ofertados diretamente pela Assistência Social, a Secretaria de Saúde contribui fornecendo todos os atendimentos especializados necessários para a população atendida pelo Serviço de Abordagem. No caso dos indivíduos com algum tipo de vício como álcool e drogas, por exemplo, é feito o encaminhamento para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). “Podemos constatar que a rede está completa para o atendimento dessa população. Aqueles que estão em situação de rua é por escolha própria e que precisamos respeitar, mas não desistir deles, talvez hoje ele não aceite o atendimento, mas amanhã pode estar um pouco mais aberto, por esse motivo, a abordagem acontece várias vezes”, finalizou a coordenadora.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar

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A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.

Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.

1. Mapeie os itens críticos da operação

Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.

Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.

2. Revise o consumo médio com frequência

Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.

Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.

3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento

Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.

Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.

4. Integre a farmácia aos setores assistenciais

A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.

Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.

5. Padronize cadastros e unidades de medida

Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.

Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.

6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação

Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.

A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.

7. Estruture planos para compras emergenciais

Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.

Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.

8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez

A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.

Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.

Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.

PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.

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