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Assembleia aprova audiência pública para debater regularização fundiária de assentamentos

De acordo com o deputado Sebastião Rezende, alguns deles já têm mais de 15 anos desde a fundação e até hoje não possuem abastecimento de água regular

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JLSiqueira | ALMT

Sessão AL

 

Durante a sessão vespertina desta quarta-feira (5), foram aprovados requerimentos, indicações, realização de audiências públicas e moções apresentadas pelos parlamentares. Os documentos são referentes a solicitações de informações ao Poder Executivo, moções de aplausos e congratulações, além de projetos de lei.

 

Duas propostas de audiências públicas foram apresentadas durante a sessão plenária desta quarta-feira (5). O deputado Sebastião Rezende (PSC) requereu uma, a ser realizada no município de Pedra Preta, para debater a regularização fundiária e entrega de títulos de assentamentos localizados na região. De acordo com o parlamentar, alguns deles já têm mais de 15 anos desde a fundação e até hoje não possuem abastecimento de água regular.

 

Outra solicitação foi apresentada pelo deputado Silvano Amaral (PMDB) para a realização de uma audiência pública para debater a Lei Federal 11.350/2006 que institui a carreira dos agentes comunitários de saúde. “O objetivo é, juntamente com o deputado federal Valtenir Pereira, discutir as atribuições, qualificação, uso de tecnologias necessárias para contribuir para que estes profissionais continuem a colaborar com a saúde básica em nosso país”. A audiência deverá ser realizada no dia 28 de abril, em Cuiabá.

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canarana

MP: Prefeitura de Canarana terá que quitar dívida de R$ 4,6 milhões com fundo previdenciário

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Prefeitura de Canarana

 

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça a concessão de tutela de evidência para obrigar a Prefeitura de Canarana a repassar R$ 4.632.771,05 ao Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores de Canarana (Prevican). O valor é referente a contribuições previdenciárias dos servidores, cota patronal, aportes para cobertura do déficit atuarial e taxa administrativa.

De acordo com manifestação protocolada pela Promotoria de Justiça da Comarca de Canarana, a dívida corresponde ao período entre dezembro de 2025 e abril de 2026. O documento foi assinado pela promotora de Justiça Carla Marques Salati em 13 de agosto de 2026.

As informações sobre a inadimplência foram encaminhadas ao Ministério Público pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canarana. Segundo os documentos citados na manifestação, o próprio Prevican informou que o município não estaria realizando os repasses previstos em lei, incluindo valores descontados diretamente dos salários dos servidores.

Ainda conforme o MP, a ausência dos repasses teria levado a diretoria do fundo previdenciário a resgatar aplicações financeiras para manter o pagamento de despesas correntes, como as folhas de aposentados, pensionistas, servidores e funcionários da área administrativa.

A Promotoria também aponta que o município estaria descontando a contribuição previdenciária dos servidores no momento do pagamento da remuneração, mas não estaria transferindo os valores ao Prevican. Na manifestação, o órgão afirma que essa conduta pode, em tese, configurar o crime de apropriação indébita previdenciária, previsto no artigo 168-A do Código Penal.

O Ministério Público sustenta que a falta de pagamento é reiterada e que o débito permanece mesmo após comunicações feitas pelo sindicato e pelo fundo previdenciário. Por esse motivo, pediu que a Justiça determine a intimação pessoal do prefeito para que faça o repasse integral da dívida dentro do prazo que for estabelecido.

Em caso de descumprimento, o MP solicitou a aplicação de multa diária de R$ 5 mil ao agente político. Também foi requerido o bloqueio de ativos financeiros das contas do município por meio do sistema Sisbajud, em valor suficiente para quitar a obrigação, com posterior transferência dos recursos ao fundo previdenciário.

Até o momento, a manifestação representa um pedido do Ministério Público e não uma decisão judicial.

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