cultura esporte
Artes Plásticas
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Lenine Martins/Secom-MT |
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Temos a comprovação da antiguidade e beleza das artes plásticas exercitadas em Mato Grosso, há centenas e talvez milhares de anos, através das pinturas rupestres elaboradas por anônimos e sensíveis homens primitivos, em um sem número de cavernas, hoje consideradas sítios arqueológicos da mais suma importância científica.
Todavia, a história das artes plásticas em Mato Grosso, no que tange à pintura e ao desenho, inicia-se com a vinda para Cuiabá de Francisco Xavier de Oliveira, trazido da cidade de Santos por D. Antônio Rolim de Moura, em 1751.
Basicamente esse artista foi um ilustrador e cartógrafo, passando para o papel com muita arte e leveza, os trabalhos de campo de engenheiros e astrônomos que se dedicavam a esses levantamentos. Existem ainda conservados trabalhos de sua pena nos arquivos da Casa da Ínsua em Portugal.
A história registrou um sem número de quadros a óleo que formavam uma completa galeria de Capitães Generais ainda no século XVIII. Esses quadros, bem pintados a ponto de estarem em lugar de honra, devem ter vindo de Portugal ou mesmo do Rio de Janeiro. Não é remota, no entanto, a hipótese dos Capitães Generais, até o tempo de Luís de Albuquerque, terem sido retratados pelo próprio Francisco Xavier de Oliveira, já que este era o único artista plástico no Mato Grosso colonial.
Havia ainda na Câmara Municipal de Vila Bela os retratos a óleo de D. João VI e de D. Carlota, que segundo Adrien Taunay “… não são maus e a cor está perfeita”.
Os viajantes que por Vila Bela andaram no século XIX, ainda viram em abandono no Palácio dos Capitães Generais, resquícios de obras de arte lá colocadas ainda no século XVIII. Joaquim Ferreira Moutinho nos diz dos ricos ornatos e pinturas douradas no teto e retratos dos reis de Portugal em uma sala de dossel. Identicamente João Severiano da Fonseca descreve com muito mais detalhes os quadros e belíssimos afrescos que se encontravam por todos os aposentos do Palácio do Governo. Menciona ainda os retratos dos Reis de Portugal, “… sem assinatura, mas de um pincel educado”.
Carlos Francisco de Moura nos diz que “Assim numa época pobre em arte pictórica no Brasil, Vila Bela podia exibir pintura candentemente atualizada, laica e galante, de influência francesa, rococó, enquanto nas demais capitais dominava a tradição dos dois séculos anteriores de temática religiosa”.
Todavia, somente as expedições científicas que vieram para Mato Grosso, trazendo desenhistas e pintores, iniciaram realmente um registro pictórico mato-grossense.
A primeira expedição foi chefiada pelo naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira, que esteve em Mato Grosso em 1789 e 1790, trazendo dois hábeis desenhistas, riscadores como chamavam à época, Joaquim José Codina e José Joaquim Freire, ambos do Real Gabinete de História Natural de Lisboa. A produção dos artistas, no que se refere à fauna e à flora, foi intensa e brilhante. Uma grande parte de suas respectivas produções artísticas foi entregue pelo próprio Alexandre Rodrigues Ferreira a Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, encontrando-se hoje, o que sobrou de um incêndio na década de 1960, nos arquivos da Casa da Insua em Portugal.
A segunda expedição científica de real importância foi chefiada por G. I. Langsdorff, cônsul russo no Brasil. Trouxe consigo para Mato Grosso, por onde passou de 1826 a 1827, os hábeis desenhistas Adrien Taunay e Hércules Florence. Adrien Taunay por infelicidade extrema afogou-se no Rio Guaporé em frente à Vila Bela. Todavia, ambos deixaram copiosa produção artística, sendo grande parte dela ainda inédita, estando nos arquivos de São Petersburgo.
Em 1860 Bartolomé Bossi efetuou a sua expedição trazendo consigo o excelente artista francês Lacoste Aine, que produziu excelentes bicos de pena de cenas, paisagens e personagens da história mato-grossense à época, além de ilustrar o livro do famoso viajante.
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Lenine Martins/Secom-MT |
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Joaquim Ferreira Moutinho em sua obra “Notícias da Província de Mato Grosso” insere bico de pena de paisagens e pessoas, num excelente trabalho de autor anônimo.
Karl von den Steinen, já em fins do século XIX, em suas expedições antropológicas e naturalistas, nos apresenta em seu livro “Durch Central-Brasilien” todo um trabalho artístico elaborado por R. Brend’Amour, C. Angerer, Goschl, Maynhofer, Gaillard, e um tal S. T. e ainda pelo menos dois anônimos. Se todos não o acompanharam em suas expedições ao Xingu, pelo menos R. Brend’Amour e o tal S. T. o fizeram. Excelentes aquarelas e bicos de pena foram produzidos, retratando personagens de nossa história, figuras indígenas, cenas e paisagens naturais.
Em 10 de agosto de 1890, chega a Cuiabá o pintor espanhol José Maria Hidalgo, onde monta atelier à Rua 13 de junho, passando a dar aulas de pintura e a produzir quadros de excelente nível técnico e artístico. Deve ter produzido muito, todavia, chegou até nós um Retrato de Generoso Ponce a Cavalo, Missa Campal com Tropas da Revolução, um Porto Geral de Cuiabá, e ainda uma imagem sacra.
Registra ainda a história a inauguração solene a 5 de setembro de 1903, de um retrato a óleo do Presidente Antônio Paes de Barros, de autoria de Vicente Gervásio. Em baixo lia-se “Ao Exmo Sr. Coronel Antônio Paes de Barros. benemérito chefe do Partido Constitucional, homenagem de seus amigos e admiradores”. O quadro foi destruído após a Revolução de 1906 pelos correligionários de Generoso Ponce.
Joaquim Ferreira Moutinho em sua obra “Notícias da Província de Mato Grosso” insere bico de pena de paisagens e pessoas, num excelente trabalho de autor anônimo. Karl von den Steinen, já em fins do século XIX, em suas expedições antropológicas e naturalistas, nos apresenta em seu livro “Durch Central-Brasilien” todo um trabalho artístico elaborado por R. Brend’Amour, C. Angerer, Goschl, Maynhofer, Gaillard, e um tal S. T. e ainda pelo menos dois anônimos. Se todos não o acompanharam em suas expedições ao Xingu, pelo menos R. Brend’Amour e o tal S. T. o fizeram. Excelentes aquarelas e bicos de pena foram produzidos, retratando personagens de nossa história, figuras indígenas, cenas e paisagens naturais. Em 10 de agosto de 1890, chega a Cuiabá o pintor espanhol José Maria Hidalgo, onde monta atelier à Rua 13 de junho, passando a dar aulas de pintura e a produzir quadros de excelente nível técnico e artístico. Deve ter produzido muito, todavia, chegou até nós um Retrato de Generoso Ponce a Cavalo, Missa Campal com Tropas da Revolução, um Porto Geral de Cuiabá, e ainda uma imagem sacra. Registra ainda a história a inauguração solene a 5 de setembro de 1903, de um retrato a óleo do Presidente Antônio Paes de Barros, de autoria de Vicente Gervásio. Em baixo lia-se “Ao Exmo Sr. Coronel Antônio Paes de Barros. benemérito chefe do Partido Constitucional, homenagem de seus amigos e admiradores”. O quadro foi destruído após a Revolução de 1906 pelos correligionários de Generoso Ponce.
Em 1935, Jorge Bodstein, sob os auspícios da Academia Mato-Grossense de Letras, promove a “Primeira Exposição de Pinturas de Cuiabá”, da qual participaram 17 pintores. Em 1937 patrocinou a “Segunda Exposição de Pinturas de Cuiabá”, sendo essas pioneiras exposições desse gênero em Mato Grosso.
Nas década de 1940 e 1950, Maria Ignês Corrêa da Costa, irmã do então governador Fernando Corrêa da Costa, pintava cenas de rua e paisagens cuiabanas, em suaves aquarelas de extrema técnica e excepcional bom gosto.
Numa primeira leva de bons artistas plásticos mato-grossenses, que se iniciou ainda na década de 1960, temos Humberto Espíndola, João Pedro de Arruda, João Sebastião da Costa e outros de excepcional talento. Na época temos a influência da pintora e crítica de arte Aline Figueiredo, que muito faz pelo desenvolvimento das artes plásticas em Mato Grosso.
Numa segunda fase tivemos despontando o sensível talento de Dalva de Barros, que deixou escola através do Atelier Livre da Fundação Cultural, bem como Adir Sodré, Gervane de Paula, Regina Penna, Bené Fonteles, Marta Catunda, Benedito Nunes, Maurílio Barcellos, Alcides Pereira Nunes, Nilson Pimenta, Carlos Lopes, Márcio Aurélio Santos, Osvaldina dos Santos e Juarez Copertino.
Ainda numa terceira geração, já na década de 1980, despontaram Aleixo Cortez, Gonçalo Arruda, Jonas Barros, Clóvis Irigaray, Marcelo Velasco, Adão Domiciano, Júlio César, Sebastião Silva, Maty Vitart e Gonçalo Luíz.
Após este período passaram a despontar os seguintes profissionais das artes plásticas em Mato Grosso: Vitória Basaia, Almira Reuter, Miguel Penha, Caia Migliaccio, Rafael Rueda, Antonio de Padua Nogueira Nobre, Sati ,Antonio Pereira da Silva – SITÓ,Wander Melo, Rafael Rueda,Valcides Arantes, Heleninha Botelho, Amélia Marimon, Victor Hugo, Eliete Gripp, Amaro Dias, Deuseni Felix,Wender Carlos, Valdecy Feliciano, Régis Gomes, Maria das Dores Vital, Marlene Kazarin, Mari Bueno, Odete Venâncio, Francisca Navarro, Linalva Alves, Magna Domingues, Roberto de Almeida, Jucelino de Lima, Luiz Marchetti, Bolívar Figueiredo, Lucia Picanço, Lara Matana Donatoni, Francisco Charneca, Erotildes Milhomem, Májari Seidl, Valques Rodrigues, Waldemar Souza Machado, Valdivino Miranda, Yuri Firmeza, Daniel Pellegrin, Lorenzo Falcão, Julio Vilá, Dolírio Vilela, Sebastião Cunha, Mario Tibaldi, Francisca Lopes Navarro, Agnaldo dos Santos Borges, Alessandra Keiko Okamura, Amâncio Ribeiro Alves, Benedito Silva, Cibele Bussik, Claudemir Ribeiro de Assumpção, Claudia Brecht, Cleuta Paixão, Cristina Ferreira da Silva, Dagmar Almeida, Geracy Escaliante Bianchini, Gilvaneta Borba, Hilda Conceição Kobayschi, Jaime Okamura, Serafim Bertoloto, Linalva Alves de Souza, Lucia Moreira de Almeida, Luciana Botelho de Campos Merthan, Maria Claudia Fuzari, Maria das Dores Soares Vital, Marlene Bizolo, Marli Pinto de Matos, Rita de Cássia Brito, Rita Rezenda, Rubens Jose Haas, Salete Bergamin, Tanida Pelipin, Telio Fernandes, Valcides Arantes, Valdirana Favaro, Zeilton Matos, Zilda Barradas, Lázaro Borges Filho, Golberto Brasil, João Batista dos Santos, Edgar Sementino, José Antônio de Lara, Deusdete Antônio de Miranda, Jacira Vicente de Farias Miranda, Nilson Machado, Nildo Machado, Gilmar Patrício, Valdir da Silva, Armando Nunes, Leda Maira, Benedito de Jesus Leite, Denis Mares, Ivanildo de Souza, dentre outros.
Há que salientar o notável artista gráfico Wladimir Dias Pino, radicado em Mato Grosso, que há anos vem produzindo uma excepcional obra de ilustração e inusitada diagramação.
No campo da escultura, dois artistas realmente se sobressaem, Pádua e Jonas Ferreira num trabalho único e sui generis nesse campo das artes plásticas. Nesta área também aparece no começo de século XXI, os trabalhos dos escultores June Fontelle Cardoso,José Fogaça e Alair Fogaça, dentre outros.
Registra-se o nome do desenhista e pintor de renome Moacyr Freitas, que há muito tempo desenvolve excepcional trabalho em acrílico sobre tela. Moacyr é considerado o precursor do desenho em grafite em Mato Grosso.
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Lenine Martins/Secom-MT |
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ACUBÁ: A Associação Cuiabana Belas Artes – Acubá, foi fundada em 1993 por um grupo de artistas cujo fundador foi o professor e artista Camol D’Évora e demais artistas: Heleninha Botelho de Campos Coelho, Sonia dos Reis Tessarolo, Edna Laís Silva Botelho de Campos, Guaraciaba Aparecida Nardez Guimarães, Maria Olivia Tavares Barros, Helena Dal’Maso, Maria Capistrano Martins, Nilva Alves Pereira, Hilda Conceição Kobayaschi, Júlia Sati Weno Yamamoto, Joaquim Giovani de Souza, Carlos Roberto Miranda, Elias Francisco de Paulo, Yeda Spinelli Sejópolis, Maria das Graças Figueiredo, Alberto Feguri e João Mário Silva Maldonado. Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos, voltada inteiramente para a divulgação e difusão das Artes Plásticas mato-grossenses, cuja presidente é a artista plástica Heleninha Botelho de Campos Coelho.
cultura esporte
Cuiabá Arsenal participa de evento de gestores neste final de semana
Esta será a terceira edição e serão abordados temas como a captação de patrocínios, gestão de atletas e tecnologia.
Com uma programação intensa e de extrema importância para o conhecimento de todas as equipes, a edição já teve todas as suas vagas preenchidas – mais de oitenta e cinco equipes inscritas e vinte estados do país.
Entre os confirmados, coaches e atletas do Cuiabá Arsenal já garantiram e têm presença marcada no evento.
A transmissão ocorrerá pelo aplicativo Zoom entre os dias 25 e 26 de julho, e os ingressos (esgotados), foram vendidos pela Sympla.
O EVENTO
O Congresso Brasileiro de Futebol Americano é o maior evento da modalidade no Brasil que não é um jogo! E isso já diz muito sobre ele, que conecta pessoas de todas as regiões e das mais diferentes histórias!
O CUIABÁ ARSENAL
O Cuiabá Arsenal é uma associação sem fins lucrativos, que além de declarada de utilidade pública pelo município de Cuiabá pela Lei 6.049/2016 e pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso pela Lei 10.921/2019, pelos seus trabalhos na área social e desportiva já realizados, possui forte atuação social em Várzea Grande-MT. O time, com seu reconhecimento possui patrocinadores importantes, como Unimed Cuiabá, Unic e American Airlines.
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