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AGRO & NEGÓCIO

Antonio Joaquim: “O agronegócio é a vocação de Mato Grosso”

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Conselheiro do TCE-MT, Antonio Joaquim

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O ouvidor-geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Antonio Joaquim, disse, em entrevista nesta quarta-feira (18.05) ao Programa “Opinião” da Tv Pantanal que “é um equivoco ser contra o agro”.

Para ele, o agro é a vocação de Mato Grosso hoje e no futuro. “É industrializando os produtos do agro que iremos gerar emprego e renda para sermos um Estado rico, para todos. Esta é uma das conclusões da auditoria da Receita Pública que estamos conduzindo no TCE”, revelou Joaquim.

“Três ferrovias cruzarão o Mato Grosso em breve e a distância dos portos e dos grandes centros não será mais justificativa para não agregar valor aqui: produziremos para o mundo – como já produzimos -, mas não apenas commodities, mas produtos industrializados e de alto valor agregado. Me desculpe quem acha que é sonho, pois é uma necessidade”, disse o Conselheiro do TCE.

Para ele esse é o único caminho para reduzir as desigualdades sociais. “Vamos por fim à incoerência de 400 mil mato-grossenses viverem de Bolsa-Família, abaixo da linha da pobreza, em um estado que é o 13º PIB do país, e a 6ª maior renda per capita. O Fundo Soberano para implementar a agroindústria é o caminho que propomos”.

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“Quem define política pública é o governo de Mato Grosso e a Assembleia legislativa e nosso propósito é apontar soluções, e não só os problemas. Como costumo dizer, todos nós, gestores públicos, remamos cada um no seu navio e com as suas competências, mas rumo ao mesmo porto: o bem comum”, completou Antonio Joaquim.

Veja a entrevista completa:

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AGRO & NEGÓCIO

Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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