AGRO & NEGÓCIO
Antonio Joaquim: “O agronegócio é a vocação de Mato Grosso”
Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso
O ouvidor-geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Antonio Joaquim, disse, em entrevista nesta quarta-feira (18.05) ao Programa “Opinião” da Tv Pantanal que “é um equivoco ser contra o agro”.
Para ele, o agro é a vocação de Mato Grosso hoje e no futuro. “É industrializando os produtos do agro que iremos gerar emprego e renda para sermos um Estado rico, para todos. Esta é uma das conclusões da auditoria da Receita Pública que estamos conduzindo no TCE”, revelou Joaquim.
“Três ferrovias cruzarão o Mato Grosso em breve e a distância dos portos e dos grandes centros não será mais justificativa para não agregar valor aqui: produziremos para o mundo – como já produzimos -, mas não apenas commodities, mas produtos industrializados e de alto valor agregado. Me desculpe quem acha que é sonho, pois é uma necessidade”, disse o Conselheiro do TCE.
Para ele esse é o único caminho para reduzir as desigualdades sociais. “Vamos por fim à incoerência de 400 mil mato-grossenses viverem de Bolsa-Família, abaixo da linha da pobreza, em um estado que é o 13º PIB do país, e a 6ª maior renda per capita. O Fundo Soberano para implementar a agroindústria é o caminho que propomos”.
“Quem define política pública é o governo de Mato Grosso e a Assembleia legislativa e nosso propósito é apontar soluções, e não só os problemas. Como costumo dizer, todos nós, gestores públicos, remamos cada um no seu navio e com as suas competências, mas rumo ao mesmo porto: o bem comum”, completou Antonio Joaquim.
Veja a entrevista completa:
AGRO & NEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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