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CIDADES

AMM e TCE lançam Seminário de Formação com foco na Nova Lei de Licitações

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A  Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) lança a primeira edição do Seminário de Formação, direcionado às prefeituras filiadas e instituições parceiras. O tema central será a ‘Nova Lei de Licitação’, com foco na compreensão e aplicação da Lei 14.133/2021. O evento, que oferecerá três dias de capacitação intensiva, ocorrerá nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro e com a condução de especialistas renomados na área.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da AMM (www.amm.org.br) no período de 25 de janeiro a 2 de fevereiro. Serão disponibilizadas cinco vagas por município, e os participantes que acompanharem toda a programação receberão certificado. No momento do cadastro, haverá a opção de escolher entre a modalidade presencial, limitada a 240 vagas, ou a modalidade online.

Organizado pela AMM em conjunto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e em parceria com a OAB, Atame-MT e Instituto Fernandinho, os tópicos incluem a regulamentação da legislação, estudo técnico preliminar, termo de referência, processos de contratação, obras públicas, governança e gestão de riscos.

Confira a programação:

05/02 – Segunda-feira

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Matutino 8h
Tema: Novidades da Lei 14.133/2021
Palestrante: Ércio de Arruda Lins
Engenheiro Florestal e bacharel em Direito, Ércio de Arruda Lins tem uma carreira diversificada que abrange atuações como servidor da Justiça do Trabalho, professor de Direito e consultor sênior na Lins Consultoria.

Vespertino 14h
Tema: Regulamentação da Lei 14.133/2021
Palestrante: Cynthia Rodrigues
Advogada, membro da Comissão de Direito Administrativo da OAB/MT. Possui pós-graduações em áreas como Direito Penal e Licitações, atuando também como professora na Avante Capacitações e sócia e consultora na Avante Consultoria.

06/02 – Terça-feira


Matutino 8h

Tema: Estudo Técnico Preliminar e Termo de Referência
Palestrante: Nilson Bezerra
Servidor público federal com formação em Ciência da Computação, Direito e Gestão Pública, atua em diversas funções administrativas e de licitação, destacando-se como Pregoeiro e Gestor Financeiro.

Vespertino 14h
Tema: Contratação Direta, estratégias e legalidades
Palestrante: Paulo Rebuli
Advogado técnico em contabilidade e empresário com especializações em direito Constitucional, Administrativo e Tributário. Atua como consultor jurídico-administrativo, instrutor no Instituto Fernandinho, com contribuições na regulamentação da nova lei de licitações e contratos em várias entidades e órgãos dos Poderes Executivo e Legislativo de Mato Grosso.

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07/02 – Quarta-Feira

Matutino 8h
Tema: Obras Públicas: contabilidade e fiscalização
Palestrante: Carlos Augusto de Melo Ferraz
Auditor Federal e advogado com formações em Engenharia Mecânica e Direito, especializado em Direito do Estado e Administração Pública e em Controladoria e Finanças, atua como assessor na Secretaria de Desenvolvimento Sustentável.

Vespertino 14h

Tema: Governança e Gestão de Riscos
Palestrante: Vinicius de Carvalho
Graduado em Administração, é um especialista em Administração Pública e Ciência Política, além de ser mestre e doutor em História. Atua como Gestor Governamental do Governo do Estado de Mato Grosso desde 2001, com uma carreira que inclui passagens por várias secretarias e funções. Vinicius também atua como analista político e professor universitário, tanto em graduação quanto em pós-graduação, e é autor de vários artigos e cinco livros.

Mais informações pelo telefone (65) 2123-1200 – Arnold Junior

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CIDADES

Regularização fundiária moderniza gestão territorial e impulsiona economia em 33 municípios

Com quase 81 mil imóveis regularizados em 33 municípios, GeoGis reforça avanço da regularização fundiária e atualização cadastral no país

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A modernização do cadastro territorial tem se consolidado como uma das principais estratégias para fortalecer as finanças dos municípios brasileiros sem aumento de impostos. Em meio às dificuldades fiscais enfrentadas pelas prefeituras, iniciativas de regularização fundiária e atualização cadastral vêm ampliando a arrecadação, reduzindo a informalidade e melhorando o planejamento urbano.

O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como o “CPF dos imóveis”, que passou a integrar dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal. O sistema permite maior controle sobre imóveis irregulares, construções fora do cadastro oficial e propriedades que ainda não integram a base tributária municipal.

Hoje, estima-se que cerca de metade dos imóveis brasileiros apresente algum tipo de irregularidade documental ou cadastral. Em muitos casos, isso significa imóveis sem atualização de IPTU, construções não registradas oficialmente ou propriedades sem regularização completa.

Nesse cenário, empresas especializadas em gestão territorial vêm ganhando protagonismo. Em Mato Grosso, a GeoGis já regularizou 80.996 imóveis por meio da emissão de Certidões de Regularização Fundiária (CRF), em 33 municípios, beneficiando milhares de famílias e ampliando a capacidade de arrecadação das cidades atendidas.

Além da regularização documental, os projetos permitem atualizar bases territoriais, identificar inconsistências cadastrais e ampliar o controle sobre áreas urbanas. O reflexo é direto na gestão pública: com informações mais precisas, os municípios conseguem melhorar a cobrança de tributos, planejar investimentos e organizar serviços essenciais.

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O avanço da regularização fundiária também tem mobilizado parlamentares de diferentes regiões do país. Durante evento sobre gestão territorial, o deputado federal pela Paraíba, Mersinho Lucena destacou que a falta de documentação ainda impede a chegada de investimentos públicos em milhares de comunidades.

“Quando uma área não está regularizada, o Poder Público fica impedido de levar infraestrutura, saneamento, escolas e outros serviços essenciais. A regularização fundiária é uma ferramenta que garante segurança jurídica e permite que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa”, afirmou Lucena.

Outro exemplo vem de Maceió (AL), onde a GeoGis participa de um programa de regularização fundiária com previsão de alcance de 5 mil imóveis. Até o momento, 492 unidades já foram regularizadas na capital alagoana.

Especialistas apontam que a atualização cadastral se tornou uma ferramenta estratégica para as cidades. Um cadastro desatualizado reduz a eficiência da arrecadação e limita o planejamento urbano, afetando diretamente áreas como infraestrutura, pavimentação, saneamento e habitação.

Além do impacto fiscal, a regularização fundiária também movimenta a economia. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros precisem de algum tipo de regularização. O levantamento aponta ainda que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.

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Segundo o estudo, imóveis regularizados podem alcançar valorização de até 30%, além de ampliar o acesso ao crédito, facilitar financiamentos e aumentar a segurança jurídica dos proprietários.

Para o deputado federal Augusto Coutinho, a regularização fundiária continua sendo uma das principais demandas da população em áreas urbanas consolidadas. Segundo ele, moradores de comunidades visitadas recentemente em Pernambuco relataram viver há décadas em seus imóveis sem possuir a documentação definitiva.

“A regularização traz dignidade às famílias. Com a posse formal do imóvel, o cidadão passa a ter acesso ao crédito, pode investir na própria casa e conquista uma segurança que muitas vezes esperou por décadas”, destacou o parlamentar.

Para gestores públicos, o avanço da tecnologia aplicada à gestão territorial também representa mais transparência e redução de fraudes nas transações imobiliárias. A expectativa do setor é que a modernização cadastral se consolide nos próximos anos como uma das principais ferramentas de fortalecimento financeiro das cidades brasileiras.

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