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Alunas do Colégio Pedro II destacam trajetória da mato-grossense Niara Terena em feira literária no Rio

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A trajetória da escritora e artista mato-grossense Niara Terena foi apresentada por cinco alunas do Colégio Pedro II durante a Feira Literária da Tijuca (FLIT), realizada no Campus Tijuca II, no Rio de Janeiro. Julia Candido, Elisa Duarte, Maria Eduarda Soares, Ana Victoria Riodades e Maria Valentina Menezes escolheram Niara como personagem de um trabalho com o tema “Personalidades Femininas Indígenas”.

A atividade teve como objetivo valorizar a presença de mulheres indígenas na literatura, nas artes e em outras áreas da produção cultural brasileira. O trabalho também contribuiu para aproximar os estudantes de trajetórias marcadas pela representatividade, pela preservação cultural e pela ocupação de espaços no meio acadêmico e artístico.

Natural de Cuiabá, Niara Terena pertence ao povo Terena e atualmente é discente do curso de Psicologia da Universidade Federal da Grande Dourados. Sua carreira literária começou ainda na infância, com a publicação do livro “Amor Essencial”, em 2015.

Embora tenha iniciado a trajetória como autora de literatura infantil e infantojuvenil, Niara também atua como contista e dramaturga. Entre seus trabalhos mais recentes está o oitavo episódio do podcast “Eu Conto de Cá – Histórias de um Povo do Mato”, intitulado “Inonókoti – Abranda Mundo”. A produção apresenta histórias relacionadas ao bioma do Cerrado e é voltada para crianças a partir de 5 anos.

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A escritora também vem iniciando sua atuação na produção acadêmica, com pesquisas desenvolvidas no ambiente universitário. Ao longo da carreira, recebeu uma moção de aplausos da Prefeitura de Cuiabá como uma das mulheres que transformam a cidade por meio da literatura.

Niara já foi reconhecida nacionalmente como uma das mais jovens autoras do movimento literário indígena brasileiro. Parte de sua história foi apresentada na websérie “Leia Mulheres Indígenas”, realizada em parceria com o Sesc Ipiranga.

Além da literatura, a mato-grossense possui experiências no audiovisual, nas artes visuais e na moda. Ela participou como coadjuvante e protagonista de duas temporadas da produção “O Universo e Outros Bichos”: “O Cerrado e Outros Bichos” e “A Amazônia e Outros Bichos”. Os trabalhos tiveram direção dos cineastas Amauri Tangará e Tati Mendes, com roteiro de Luck P. Mamute.

Nas artes visuais, Niara apresentou uma coleção de obras no Festival Theaterformen, realizado em 2024, em Brunsvique, na Alemanha. A produção abordou temas como violência simbólica, racismo estrutural e os desafios enfrentados por jovens indígenas em contextos urbanos.

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Entre as obras apresentadas está “A Eminha Feia”, também conhecida como “As Emas de Niara Terena”. O trabalho estabelece uma relação entre a narrativa europeia do “Patinho Feio” e a cosmologia da ema, ave simbólica para o povo Terena.

Na carreira como modelo, Niara foi influenciada pelos desfiles culturais realizados na aldeia Limão Verde, em Mato Grosso do Sul, de onde sua família é originária. Ela desfilou com a coleção de moda indígena Kura-Bakairi, da estilista Kaya Agari, no Cine Teatro de Cuiabá. Posteriormente, o vestido utilizado na apresentação foi exposto na Galeria de Arte Internacional Jhonsons.

A artista também ficou entre as finalistas de um concurso de beleza indígena realizado durante a inauguração do etnoturismo na aldeia Limão Verde. Atualmente, atua como modelo fotográfica principal do ateliê de moda artesanal Paracelos Crochê.

A escolha de Niara como personagem do trabalho apresentado na FLIT reforça a importância de levar ao ambiente escolar referências indígenas contemporâneas e de mostrar a diversidade de caminhos profissionais construídos por mulheres originárias dos povos tradicionais.

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Autores mato-grossenses lança obra durante a Bienal Internacional do Livro

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A obra “Cidade que Aprende: Como Pequenas Cidades Podem se Tornar Inteligentes”, de Claiton Cavalcante e Bianca Marquetti, será lançada no dia 11 de setembro de 2026, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o maior evento literário da América Latina.

Publicado pela Editora Autografia, o livro desmistifica o conceito de cidades inteligentes e mostra que a inovação não depende apenas de tecnologia ou de grandes investimentos. A partir de exemplos reais e estratégias acessíveis, os autores abordam temas como transformação digital, gestão pública, capacitação de equipes, parcerias e participação dos cidadãos.

A publicação defende que pequenos municípios podem liderar processos de mudança, tornando-se mais eficientes, transparentes e sustentáveis, mesmo diante de orçamentos limitados. A obra é direcionada a gestores, servidores públicos, estudantes e cidadãos interessados no desenvolvimento urbano.

O prefácio é assinado por Alisson Carvalho de Alencar, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso e autoridade reconhecida nos temas relacionados à administração pública e inovação tecnológica.

Serviço:

  • Lançamento: Cidade que Aprende: Como Pequenas Cidades Podem se Tornar Inteligentes
  • Autores: Claiton Cavalcante e Bianca Marquetti
  • Data: 11 de setembro de 2026
  • Local: Distrito Anhembi – 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
  • Editora: Autografia
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