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ALBUQUERQUE (Caetano Manuel de Faria e)
ALBUQUERQUE (Caetano Manuel de Faria e). Militar, político (Cuiabá, 11/01/1857 – Rio de Janeiro, 10/02/1925). Assentou praça como voluntário em 1871. Após seus estudos na Academia Militar do Rio de Janeiro retornou à Cuiabá para investir-se nas funções de ajudante de ordens do Comando das Armas, como capitão de Engenheiros. Foi promovido a major Graduado em 21 de março de 1890 e reformado como general de Brigada em 1913. No regime imperial, desempenhou cargos importantes em obras militares no Pará, em 1882, Mato Grosso, em 1883, no Piauí e Paraíba em 1886. Também realizou estudos e reconhecimentos da zona que medeia entre Guarapuava/PR e o Rio Paraná, para construção de uma estrada de ferro segundo o traçado do engenheiro civil Dr. Rebouças, notável brasileiro. É de sua lavra os estudos para construção de uma linha telegráfica de Corumbá ao Forte de Coimbra e ainda estudos relativos à defesa das costas do Brasil. Trabalhou nas Linhas Telegráficas de Cuiabá ao Araguaia e no começo da República foi representante de Mato Grosso na Assembléia Nacional Constituinte. Foi deputado federal por várias legislaturas, destacando-se no Congresso Nacional. Assumiu o governo de Mato Grosso em 1915, porém, injunções políticas e interesses adversos provocados pelos caciques políticos senador Azeredo e cel. Pedro Celestino não deram a serenidade necessária ao bom desempenho de seus propósitos. Deixou o governo sob pressão do presidente da República Wenceslau Brás, tendo ocorrido em seu governo, inspirado em seu nome, a Caetanada, movimento político que redundou em intervenção federal. Pertenceu aos primórdios do Instituto Histórico e Geográfico de MT.
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AYRES (Raimundo Maranhão)
AYRES (Raimundo Maranhão). Jornalista, empreendedor e poeta (Carolina/MA – 03/10/1914 – Guiratinga/MT, 1972). Por sua significativa produção literária ocupou a Cadeira nº 23, da Academia Mato-Grossense de Letras, entre seus escritos estão os seguintes livros: O poeta da flor de neve, Poesia da Fraternidade e Ronald de Carvalho. Em dezembro de 1945, Raimundo Maranhão fundou em Guiratinga – Mato Grosso, o jornal Novo Mundo, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas, e, posteriormente, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas e Europa, em conjunto com o órgão oficial da Associação de Intercâmbio Cultural. O jornal desapareceu possivelmente em 1954, enfrentando dificuldades materiais para se manter. Dados de sua redação informam que ele chegou a atingir mais de 50 países das Américas, Europa, Ásia e África. Por sua impetuosidade e dinamismo, Maranhão foi um dos mais importantes nomes de Mato Grosso na produção de intercâmbio cultural, por sua visão de mundo a ser atingido a partir de uma cidade relativamente pequena, na época, mas de intensa movimentação sócio-econômica em função de lides garimpeiras da década de 1940.
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