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Ação integrada da PM e PRF apreende 85 tabletes de cocaína

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Ação integrada da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de 85 tabletes de pasta base de cocaína, nesta quarta-feira (14.08), no município de São José do Xingu. Os entorpecentes foram localizados no interior de um veículo. Um homem que prestou apoio ao transporte das drogas foi preso em flagrante.

PMMT

Conforme o boletim de ocorrência, as equipes policiais receberam informações da PRF sobre dois veículos, sendo estes um Fiat Strada e um Duster, que estavam transportando grande quantidade de drogas com destino ao município de Confresa.

Diante das denúncias, as equipes do 10º Comando Regional e PRF iniciaram diligências pelas rodovias e localizaram o veículo Duster, nas proximidades de São José do Xingu. O condutor do carro iniciou fuga em alta velocidade, adentrando uma estrada sinuosa, onde abandonou o automóvel, fugindo por uma região de mata.

Na verificação ao veículo, os militares localizaram 85 tabletes de pasta base de cocaína, distribuídos dentro de caixas de papelão na carroceria do carro. Também foram encontrados no automóvel materiais mecânicos para carros e um tambor com cerca de 30 litros de etanol.

As equipes policiais retornaram para a rodovia principal para solicitarem apoio para remoção da Duster. Lá, encontraram o segundo veículo envolvido na denúncia e realizaram abordagem ao Fiat Strada, conduzido por um homem.

Ao ser questionado sobre a denúncia de tráfico de drogas, o homem confessou envolvimento e identificou quem seria o motorista foragido, mas não soube dizer sua localização.

Diante da situação, o suspeito foi conduzido para a unidade policial de São José do Xingu, com todo material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências. As forças de segurança seguem em diligências na busca do traficante foragido.

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Polícia desarticula facção criminosa envolvida em tortura, execução e ocultação de cadáver

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26.02), a segunda fase da Operação Midnight, para cumprimento de 14 ordens judiciais contra membros de uma facção criminosa, investigados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, em São José do Xingu.

São cumpridos, na operação, seis mandados de prisão (três preventivas e três temporárias), quatro de busca e apreensão domiciliar e quatro de afastamento de sigilo telefônico, expedidos pela Terceira Vara Criminal de Porto Alegre do Norte.

Os mandados são cumpridos nas cidades de São José do Xingu, Porto Alegre do Norte e Água Boa.

A operação tem faccionados como alvos. Eles estão envolvidos nos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da vítima Marcos José Vieira Lima, o “Borel”, ocorridos no dia 25 de agosto de 2025, em São José do Xingu.

Os alvos também são investigados pela prática de ações assistenciais com o fim de promover a facção criminosa na região.

Esta segunda fase é resultado do desdobramento das investigações da primeira fase da operação, deflagrada no dia 26 de agosto do ano passado, um dia após a morte da vítima.

As diligências da primeira fase permitiram identificar a dinâmica de atuação da facção criminosa e forneceram elementos estruturais para a representação das ordens judiciais.

Tribunal do crime

As investigações apontaram que a vítima teve a morte decretada pela facção criminosa após sofrer um “salve”, em que foi submetida a torturas e julgamento durante uma sessão do tribunal do crime. No dia dos fatos, a vítima foi atraída até uma residência que servia como ponto de apoio para os faccionados, com a desculpa de usar entorpecentes.

No local, após videochamada com lideranças do grupo criminoso, ele teve a sua execução determinada por supostamente “trair” um dos líderes locais do grupo. A investigação apontou que Marcos e a liderança teriam torturado uma pessoa em dezembro de 2024. Por esse crime, tanto a vítima quanto o mandante foram presos e condenados.

Posteriormente, os executores utilizaram uma motocicleta para levar o corpo de Borel até o local onde foi ocultado. Até o momento, ele ainda não foi localizado.

Investigação qualificada

Após a primeira fase da operação, as investigações se estenderam por aproximadamente seis meses, aprofundando-se a partir de análises técnicas realizadas após sucessivos deferimentos judiciais de medidas cautelares e diligências qualificadas, que levaram ao esclarecimento do crime e à identificação dos envolvidos.

Com base nas informações levantadas, somando-se às diligências policiais em campo, relatos testemunhais, relatórios policiais detalhados e outros meios de obtenção de provas, a Polícia Civil comprovou ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que a vítima foi assassinada, mesmo sem o corpo ter sido localizado.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Onias Estevam Pereira Filho, foram reunidos elementos probatórios consistentes que indicam a participação de ao menos seis pessoas na empreitada criminosa.

Ações de assistencialismo

O mesmo grupo criminoso também está envolvido em ações de assistencialismo, com integrantes sendo indiciados por práticas ilícitas voltadas ao fortalecimento do grupo no município e na região.

Entre as condutas apuradas, estava a distribuição de cestas básicas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, como forma de cooptação e ampliação da base de apoio do grupo criminoso.

Midnight

O nome da operação, que em inglês significa meia-noite, faz referência ao principal investigado, que atua como líder da facção criminosa na região.

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

 

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