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A democratização da gestão escolar
Reprodução
Vereador, Diego Guimarães
Recentemente as escolas de Cuiabá tiveram a eleição para os gestores democráticos suspensa por decisão da Prefeitura de Cuiabá, após pedido de informação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
A suspensão nada mais é que um cumprimento de entendimento dado pelo Supremo Tribunal Federal, que entendeu ser a nomeação de diretores e coordenadores escolares uma atribuição do Poder Executivo.
Entendo que a gestão democrática é uma ferramenta fundamental para aproximar a comunidade das escolas, oportunizando à população escolher aqueles que melhor lhe representam dentro da unidade escolar. Até porque para ser eleito é necessário apresentar um plano de trabalho, que será votado e aprovado por sufrágio pela comunidade acadêmica.
A não utilização desta ferramenta traz grandes prejuízos principalmente para as crianças, que acabarão coordenadas e dirigidas por indicações do Prefeito, sem qualquer conexão com a comunidade e sem a necessidade de prestar contas do mandato para o qual foi eleita.
Trata-se de mais um “cabide de emprego” e troca de favores, desfavorecendo aqueles que se qualificaram e trabalharam para que pudessem se candidatar para aquele cargo.
Por um outro lado, diante da decisão do Supremo Tribunal Federal ser contrária a eleição direta, alguns municípios têm trabalhado de forma diversa, utilizando da versão denominada eleição indireta, de modo a colocar requisitos a serem cumpridos quando da escolha do cargo a ser exercido e oportunizar lista tríplice para escolha do Prefeito.
Ou seja, ainda que seja uma indicação do Poder Executivo, a pessoa que se candidatar necessariamente precisa cumprir uma série de requisitos e ser escolhida para compor a lista tríplice, de modo a impossibilitar a indicação de pessoas desqualificadas para cargos de tamanha importância.
Ainda acredito que a gestão democrática nos moldes como estão hoje é o melhor caminho, no entanto, diante da decisão judicial que impede a prática, acredito que soluções devem ser adotadas, a fim de pelo menos amenizar os problemas que a pura e simples indicação política pode vir a causar para a população.
Desta maneira, enquanto Vereador por Cuiabá continuarei na luta por melhorias para a população, buscando que os mais capacitados sejam escolhidos para os cargos mais importantes, afinal com educação não se brinca.
Diego Guimarães, é vereador por Cuiabá pelo Partido Progressistas.
artigos
O dever da Religião
Por Paiva Netto
Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.
Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,
mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.
Parceria Céu e Terra
Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.
Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com
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