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Um lembrete de amor, fé e cuidado com a vida

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Por Virginia Mendes

Nesta última semana de outubro, o Outubro Rosa reforça uma mensagem essencial: a mulher precisa se cuidar e entender que o câncer tem cura quando descoberto cedo.

O diagnóstico precoce salva vidas e deve ser uma prioridade.

O Outubro Rosa é um movimento que convida todas as mulheres a olharem com mais atenção para si mesmas, lembrando da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

Essa é uma causa que vai muito além do laço cor-de-rosa. Representa um chamado à responsabilidade e ao amor-próprio, lembrando que cuidar da saúde é um gesto de força e de esperança.

Falo com o coração de quem já viveu essa experiência. Enfrentei um câncer agressivo e sei o quanto esse momento é difícil. Foram dias de medo e incerteza, mas também de fé e aprendizado.

Hoje, graças a Deus, estou curada e posso afirmar que é possível vencer. Por isso, incentivo todas as mulheres a fazerem seus exames regularmente e a buscarem ajuda médica sempre que algo parecer diferente.

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Durante o tratamento, percebi o quanto o apoio do Mauro, dos meus filhos e dos amigos foi fundamental. O amor e o carinho deles me fortaleceram e me ajudaram a superar os dias mais difíceis. Nenhuma mulher deve enfrentar essa luta sozinha.

O Outubro Rosa representa a união entre amor, fé e coragem. Ele nos lembra que cuidar da saúde é um gesto de amor pela vida, e que atitudes simples, como o autoexame e os exames de rotina, podem fazer toda a diferença.

Previna-se. Ame-se. Cuide-se.

A vida é um presente de Deus, e cuidar dela é o gesto mais bonito de amor.

Virginia Mendes é primeira-dama do Estado de Mato Grosso e uma das principais vozes em defesa da saúde, da dignidade e dos direitos das mulheres

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Estar na escola não basta: inclusão de verdade é aprender

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Por Julio Panoff

Há pouco mais de três anos, durante um trabalho social em Cáceres, vivi uma experiência que transformou minha compreensão sobre inclusão. Ao lado de Irajá Lacerda, ajudei a organizar uma turma de empreendedorismo para pessoas surdas, com professor, intérprete de Libras, material didático e 20 alunos.

O objetivo era ajudá-las a criar seus negócios, principalmente pela internet. Mas logo surgiu um desafio inesperado: a maioria dos alunos não dominava a leitura e a escrita em língua portuguesa.

Isso não dizia nada sobre a inteligência ou o potencial daquelas pessoas. Revelava uma falha no caminho educacional percorrido. Algumas frequentaram a escola por anos e chegaram ao ensino médio sem um aprendizado essencial para viver com autonomia.

Compreendi que estar na sala de aula não significa participar do processo de aprendizagem. Essa realidade não atinge apenas estudantes surdos. Muitas crianças e adolescentes com deficiência frequentam as aulas e avançam de ano sem participar plenamente ou desenvolver seu potencial.

Não se trata de culpar professores ou famílias. Muitos educadores recebem uma missão enorme sem formação continuada, materiais acessíveis, apoio especializado ou métodos adequados. As famílias, por sua vez, enfrentam uma batalha por atendimento, respeito e oportunidades.

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Aquela experiência mudou a direção do meu trabalho. A partir dela, desenvolvi o projeto Práticas Inclusivas, que já levou formação e conscientização a mais de 6 mil educadores em dezenas de municípios de Mato Grosso. Conheci profissionais comprometidos e famílias incansáveis, mas também percebi que a formação é apenas parte da transformação necessária.

Precisamos de uma política educacional que acompanhe o aprendizado real de cada estudante, com objetivos individualizados, avaliações capazes de mostrar sua evolução, materiais adequados e equipes especializadas. Adaptar o ensino não significa reduzir expectativas; significa criar caminhos diferentes para que todos cheguem ao conhecimento.

Uma pessoa com deficiência pode estudar, trabalhar, empreender, constituir família e contribuir de maneira extraordinária para o desenvolvimento de Mato Grosso. Não basta abrir as portas da escola. Precisamos abrir os caminhos do conhecimento, da autonomia e do futuro.

Porque estar na escola é um direito. Inclusão de verdade é participar, aprender e ter liberdade para construir a própria vida.

Julio Panoff é especialista em supply chain, comunicação e inovação digital. Com formação na Austrália e na Nova Zelândia, liderou projetos globais na BRF e o projeto social É Pra Já, em Mato Grosso. E-mail: [email protected].

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