matopedia
OLIVEIRA (Satyro Benedicto de)
Advogado, professor, político, literato e orador (Uberaba-MG, 06/07/1931 – Cuiabá-MT, 2005). Formado pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do RJ, em 1954. Exerceu diversas atividades públicas e na área de Direito. Em 1952, venceu o Concurso Nacional de Oratória promovido pela UNE, no Rio de Janeiro. Atuou profissionalmente em Minas Gerais de 1956 até 1972, lecionando em universidades, atuando como vereador em Uberaba, onde chegou a presidir a Câmara Municipal e tendo atuação na área jurídica em outros municípios. Chegou a Mato Grosso em 1972, após ser aprovado em concurso para o cargo de Promotor de Justiça, tendo oficiado nas comarcas de Alto Garças, Dom Aquino, Poxoréu, Jaciara, Guiratinga, Diamantino, Rondonópolis e Cuiabá. Posteriormente foi alçado ao cargo de Procurador de Justiça. Lecionou Direito Penal em Cuiabá e proferiu inúmeras palestras, discursos e conferências, em Cuiabá e no interior de Mato Grosso. Sócio do Rotary Clube de Cuiabá, desde 1974 e cidadão honorário de Jaciara. Membro da AML, onde passou a ocupar a cadeira nº 2, tendo participado de várias Diretorias, sendo, inclusive, presidente da instituição, no período 2003/2004.
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MÜLLER (Júlio Strubing)
Professor, político (Fazenda Bom Jardim, Cuiabá, 06/01/1895 – Cuiabá, 04/03/1977). É o único dos irmãos que passou a assinar “Strubing”, numa homenagem a parentes alemães. Casou-se em 1919, com Maria Ponce de Arruda, tendo os seguintes filhos: Helen Mary, Augusto Frederico, Hugo Filinto, Helena Júlia e Adelina Rita. Júlio Müller desempenhou várias funções públicas, sendo professor primário na Escola Modelo, diretor do grupo escolar Barão de Poconé, em Poconé, lecionou alemão no Liceu Cuiabano e francês na Escola Normal. A partir da Revolução de 1930 se tornou prefeito nomeado de Cuiabá, ficando no cargo até 1932. Em 1933, foi eleito deputado estadual e posteriormente foi secretário-geral do Estado nos governos interventores de Mesquita Serva e Fenelon Müller. Assumiu o cargo de governador em 4/10/1937, eleito pela Assembléia Legislativa. Ocorrendo o golpe do “Estado Novo” de Getúlio Dornelles Vargas a 10 de novembro de 1937, o Estado de Mato Grosso passou ao regime de interventoria. Foi um período marcado por progressos econômicos numa administração pautada pela tranqüilidade política e pelo número de obras, benefícios e serviços que prestou para Cuiabá e para todo Mato Grosso. Isso somente se tornou possível, tanto pela força política que tinha o interventor junto ao Governo federal, como a sua dignidade e a seriedade de seu caráter, lhe facultavam um real prestígio perante à classe política e à toda população mato-grossense. Dentre outras coisas, Müller restaurou as finanças do Estado; fundou os abrigos Bom Jesus e Darci Vargas; organizou os serviços de saúde do Estado; reformou a Imprensa Oficial; construiu o prédio do Liceu Cuiabano, a Secretaria Geral, hoje Arquivo Público; o Grande Hotel, hoje SEC, e a ponte sobre o Rio Cuiabá, denominada Ponte Júlio Müller.
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