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APELIDOS CUIABANOS
APELIDOS CUIABANOS. Os cuiabanos tornaram famosa a cidade de Cuiabá, pela mania de dar apelidos a todas as pessoas que chegassem, além dos que davam aos próprios cuiabanos. Muitos desses apelidos acompanharam as famílias e até hoje deve haver algum cuiabano que seja neto de algum famoso apelidado. Com raras exceções, os apelidos não eram pejorativos e acompanhavam as famílias como uma indicação carinhosa. Caso famoso foi o do Dr. Sebastião de Oliveira, advogado, que ganhou o apelido de Dr. Paraná e assim se tornou conhecido durante toda a vida. Poucos em Cuiabá sabem que o Dr. Paraná era o advogado Sebastião de Oliveira, de tradicional família matogrossense. Na enorme pesquisa feita conseguimos anotar algumas centenas de apelidos cuiabanos, muitos pitorescos e aceitos pelas famílias, outros repudiados. Vejamos o levantamento feito: João Galinha – João Gato – João Banana – João Garoa – João Tapuia – João Cartola – João da Branca – João Pampa – João Butu – João Bocage – João de Nhá Dina – Joana Pé Grande – Jota – João Papa Vela – Zé Aranha – Zé Bolinha – Zé Cão – Zé Bolo Flor – Zé Pinto Morto – Chico Calafate – Chico Traçaia – Chico Jacaré – Chico Jorge (o nome era Arthur) – Chico Goteira – Chico Matraca, o filho herdou o apelido de Nhô Matraca – Dito Sapo – Dito Corta-Papo – Dito Marimbondo – Dito Curiangu – Dito Cumbaru – Dito Shá Onça – Dito Pão Mole – João Boca D’Àgua – João Bocó – Pedro Jaú – Pedro Vaca – Pedro Gambá – Pedro Porco – Totó Bem-te-vi – Totó Canário – Totó Carijó – Seu Tatá – Nhô Gonça – Nhô Vete – Nhá Vitu – Nhá Tê – Nhá Chixa – Nhonhô Tamarineiro – Nhonhô de Manduca – Nhoja – Joaquim Coisa Ruim – Joaquim Painha – Caçamé – Milhomens (pai de 500 homens e avô de 250 ) – Colete de Aço – Rabo Teso – Breca Avião – Maria Cachorra – Maria Perna Grossa – 7 Gatas (7 irmãs – professoras) – Pedro Miséria – Milton Cabecinha – Vidu – Bêga – Zizi – Nhô – Didi – Daí – Tutica – Lili – Nini – Nhanhá – Filhinha – Nenenzinha – Nenen Grande – Miloca – Catita – Naní-Sinhá – Jéti – Nina – Sinjão e Carola – Ba e Loló – Tuta – Gito – Lôlo – Beê – Mariquinha Lacraia – Maria Cumbica – Maria Taquara – Mário Chaté – Hélio Goiaba – Pão Crioulo – Batinga – Febrinha – Lebrinha – Bibelô de Nhana – General Saco – Bebé Gorda – Bebé Magra – Augusto Porco em Pé – Jabuti de Gravata – Papagaio de Fraque – Pé de Bola – Dunga – Pé de Chumbo – Cabo Boi – D. Vidinha (a gorda) e D. Vidona (a magra) – Sho Né – To Veio – Pindu – Bilu – Viva – Calinho – Gugu – Liça – D. Feitiço-Fôrma de Pote – Barnabé – Espinho de Cobra – Dito Calcinha – Paizomé – Mãe de Praça – Tchau – Laranjada – Limonada – Macaca Prenha – Capitão Titi – Xinóca – Xaxis – Xexê – Xenxa – Picucha Petita – Shá Flicidade – Mário Capim – D.Pomba – Hélio Carrapato – Avestruz – Juvenal Morreu – Juvená Capadô – Antonio Patete – Foguete de 3 Arrancos – Vicente Tocanguira – Pão de Virar Tripa – Abobrinha e Abobrão – Maxixinho e Maxixão – Zigne – Joça – Jejé – Jeco (o filho é João de Jeco) – Bugre – Bugrinho – Carabina – As Friagens – Burro Mestre – Eloy Coceira – João Grangolim – D. Sinhorita – Careca – Jiló – Benedito Risonho – Massada – Benedito Bundeta – Seu Né – Quincutas – Bolo Flor – Nharinha Culote – Antonio Cu D’ Água – Ary Gasolina – Décio Pata Choca – Dedo de Bola – Sea Porca – Zico – Bentoca – Chupapaia – Nho Toti – Jorge Fiteiro – Marron Cascudo – Alexandre Ferrador – Petrópolis – Sea Viça.
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AGUIAR (Newton Alfredo de)
AGUIAR (Newton Alfredo de). Taquígrafo, servidor público, radialista, teatrólogo, poeta e trovador (Cuiabá-MT, 18/06/1923 – idem 08/04/1987). Foi redator de debates na Câmara Municipal de Cuiabá, de onde obteve o diploma da “Ordem do Mérito Legislativo”. Pertenceu a diversas entidades culturais internacionais e nacionais, tendo recebido o Diploma do Instituto da Cultura Americana da República da Argentina. Seu trabalho e suas obras foram reconhecidos em Mato Grosso, tanto assim que foi ocupante da Cadeira 35, da Academia Mato-Grossense de Letras. Foi pioneiro na radionovela em Mato Grosso, tendo produzido em 1947 a peça teatral Sonata ao Luar. Dentre suas publicações, destacamos Rua do Tempo, publicada em 1977. Aguiar se tornou pioneiro e referência em artes.
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