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Passeios de buggy em 8 estados brasileiros

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Passeios de buggy em 8 estados brasileiros
Maurício Brum

Passeios de buggy em 8 estados brasileiros

Os passeios de buggy percorrem caminhos entre dunas inacessíveis aos veículos comuns. Mas também há destinos em que o grande barato, mesmo com estradas boas, é estar em um veículo aberto com vento batendo no rosto.

Em alguns destinos em que as dunas predominam, como é o caso do Rio Grande do Norte, já virou tradição que os motoristas perguntem se o passageiro quer fazer o passeio “com emoção”, uma opção que aumenta o perigo de acidentes e capotagens. Não embarque em furada e não tenha receio de pedir “sem emoção”.

Veja algumas opções clássicas e outras nem tanto de passeios de buggy do Nordeste ao Sul do Brasil.

Rio Grande do Norte

Em Natal , no Rio Grande do Norte, diversas empresas realizam o tour pelo litoral norte, com duração de 7 horas, por R$ 250 por pessoa em média.

Os bugueiros costumam buscar os visitantes no próprio hotel e levam para as praias da Redinha, de Santa Rita e Genipabu. Em Barra do Rio, o grupo atravessa de balsa para as Dunas Douradas e Lagoa de Pitangui, onde há uma parada de 40 minutos no bar local.

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Depois, o passeio segue para as dunas e a Lagoa de Jacumã, com atividades como esquibunda, tirolesa e aerobunda (pagos à parte), além de uma parada para o almoço em um restaurante à beira-mar. Dependendo da maré, o trajeto pode ser estendido até Porto Mirim e Muriú, antes de retornar para Natal.

+ A Civitatis vende passeios de buggy em Natal

Ceará

Em Fortaleza , a GirafaTur oferece passeios a partir de R$ 95 com três praias em um único dia, inclusive mais distantes da capital. O tour dura cerca de 12 horas, passando pela Praia das Fontes, conhecida pelas bicas de água semi-mineral; segue para Canoa Quebrada, que se tornou popular nos anos 1970 com a chegada de turistas europeus, mochileiros e hippies.

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Depois, inclui uma caminhada no labirinto de falésias em Morro Branco, onde o visitante conhece o local do surgimento do artesanato em garrafinhas com areias coloridas.

Leia mais:  Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes

Pernambuco

Seguindo no Nordeste, paramos em Porto de Galinhas , Pernambuco — outro destino muito procurado no verão pelos brasileiros — a Luck oferece um passeio que cobre 16 km de praias do litoral sul. Com valores a partir de R$ 117, o tour de 6 horas passa por Muro Alto, Cupe e Maracaípe, onde o rio encontra o mar. Nesta parada, é possível fazer um passeio de jangada pelo manguezal para conhecer os cavalos-marinhos. Confira aqui mais dicas sobre os passeios de buggy na cidade.

Alagoas

Em Maragogi , a Tour Maragogi é uma boa opção para quem busca aventura. A agência oferece roteiros pelas principais praias do litoral norte. Os preços variam de R$ 250 a R$ 700, com duração de 2h30 até um dia inteiro, dependendo do pacote escolhido.

Galés de Maragogi, Maragogi, Alagoas, Brasil
As famosas Galés de Maragogi. Legacy600/Wikimedia Commons

Entre as praias incluídas no roteiro estão: São Bento, Bitingui, Salgado, Japaratinga, Boqueirão, Patacho, Burgalhau, Antunes e Xaréu.

Rio de Janeiro

Integrando a região dos Lagos, no Rio de Janeiro, em Arraial do Cabo a Arraial Viagens oferece passeios de buggy a partir de R$150, individual , e R$239, para casal . Com duração de aproximadamente 2 horas, a rota percorre o Mirante da Prainha, a Enseada do Gabriel, a Lagoa Barra Nova, o Mirante Boa Vista, e as praias do Pontal e do Foguete.

A empresa também realiza passeios em Búzios , com preços a partir de R5 e duração de 1h15min. O trajeto passa pela Orla Bardot, a Estátua dos 3 Pescadores, a do ex-presidente Juscelino Kubitschek, e pelas praias da Armação, João Fernandes, João Fernandinho, Brava, Forno, Foca, Lagoinha e Ferradura.

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Completando a região dos Lagos, em Cabo Frio , o Tour Divertido organiza os passeios com duração de 2 horas, incluindo a Praia do Forte, o Forte de São Mateus, o bairro histórico da Passagem, o Boulevard Canal, os Lençóis do Peró, a Praia das Conchas, a Praia do Peró e o shopping local. Para valores, ligue ou envie uma mensagem no WhatsApp para +55 (22) 99763-5080.

Leia mais:  Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes

São Paulo

No Guarujá , o passeio é oferecido pela Guarubuggy , com duração de aproximadamente 1 hora. O percurso passa pelas praias de Pitangueiras, Enseada e pelo Mirante do Morro da Campina.

Para informações sobre valores, a empresa solicita que você entre em contato pelo número (13) 99794-0197.

Santa Catarina

Em Bombinhas , a Agência Laelia também oferece diversos roteiros. Um deles inclui as praias da região, com preços a partir de R$ 350 e duração de aproximadamente 1h30min, passando pelas praias de Bombinhas, Quatro Ilhas, Mariscal, Canto Grande, Conceição, Zimbros, Mirante e outras.

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Praia de Zimbros, uma das mais extensas de Bombinhas e perfeita para caminhadas
Praia de Zimbros, uma das mais extensas de Bombinhas e perfeita para caminhadas Bruno Possani/Unsplash

Até sem mar: Minas Gerais

No município de Capitólio , Minas Gerais, a região é conhecida por suas cachoeiras. Embora o passeio de buggy não seja a principal atração, trata-se de uma boa maneira de explorar os pontos turísticos. A Receptivo Capitólio & CIA organiza um passeio de 4 horas, visitando o Complexo Paraíso Achado, a cachoeira Beija-Flor e a pedreira da Lagoa Azul, com paradas para nadar. Para saber os valores, entre em contato pelo telefone (35) 98414-5464.

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Fonte: Turismo

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barra do garcas

Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes

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Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.

O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.

Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.

Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.

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Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.

Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.

Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.

“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.

De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.

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Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.

Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.

“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.

Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.

Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.

 

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