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Danças tradicionais marcam o ponto alto da Festança de Vila Bela

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Na Dança do Chorado, mulheres dançam equilibrando garrafas de bebidas sobre suas cabeça | Foto: Cida Rodrigues

Por Cida Rodrigues 

As tradicionais apresentações das Danças do Congo e do Chorado marcaram o ponto alto da programação da Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, nesta segunda-feira (22.07). O evento, que une devoção religiosa a práticas culturais de origens africanas, é um dos mais tradicionais de Mato Grosso e conta com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) para sua realização.

“Um dos papéis fundamentais do Governo de Mato Grosso é preservar e fortalecer a cultura mato-grossense. E é uma satisfação poder contribuir, por meio da Secel, para manutenção dessa que é uma das mais maiores manifestações culturais do Estado e que faz a ligação da religiosidade católica com o passado ancestral do povo afrodescendente”, destaca a secretária adjunta de Cultura da Secel, Keiko Okamura.

Na Dança do Congo, em que os dançarinos realizam a dramatização de uma luta simbólica travada entre dois reinados africanos, as apresentações começaram na noite de domingo (21) e prosseguem até esta terça (23). A agenda inclui cortejos pelas ruas com ações simbólicas de entrega de chaves da cidade e condução de novos e atuais festeiros, além da apresentação oficial em que a história da luta é contada para o público.

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Na Dança do Chorado, mulheres dançam equilibrando garrafas de bebidas sobre suas cabeças para recordar o ritual que buscava livrar homens negros de punições durante o período colonial. Tanto a Dança do Congo quanto a Dança do Chorado integram a celebração ao Glorioso São Benedito, o santo negro.

Realizada há mais de 200 anos, a Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade deste ano teve início na última quarta (17) com a Festa do Senhor Divino do Espírito Santo. Após a Festa ao Glorioso São Benedito, a programação segue ainda até o dia 29 de julho, com celebrações à Mãe de Deus e às Três Pessoas da Santíssima Trindade.

Fazem parte também parte da programação as rezas cantadas que são realizadas nas casas do rei, rainha, imperador, imperatriz e juízes, os festeiros do evento. A agenda de rezas cantadas acontece em todas as quatro homenagens religiosas da Festança de Vila Bela.

Keiko Okamura (centro) participa de reza cantada, uma das agendas do evento | Foto: Cida Rodrigues
A Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade é uma realização da Associação das Tradicionais Irmandades de Vila Bela, com o apoio da Prefeitura Municipal.
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cultura

Projeto Teatreiras em Cena encerra atividades refletindo sobre acesso e acessibilidade cultural

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O Projeto Teatreiras em Cena encerrou suas oficinas no Instituto Federal de Mato Grosso, trazendo para a equipe e também para o público uma reflexão sobre acesso e acessibilidade cultural.

Foram realizadas cinco oficinas, nas quais o teatro se tornou uma ferramenta eficaz para que os participantes desenvolvessem experiências socioemocionais e também obtivessem mais instrumentos para suas práticas profissionais.

Tais instrumentos e ferramentas não foram oportunizados apenas ao público participante, mas também à equipe, que se envolveu em um aprendizado mais aprofundado sobre acesso e acessibilidade cultural — tema presente no âmbito da Aldir Blanc, por meio da Instrução Normativa (IN) MinC nº 10, de 28 de dezembro de 2023 —, explica Naine Terena, uma das “Teatreiras em Cena”.

Terena integrou a equipe do Ministério da Cultura, comandando a diretoria responsável pela coordenação de acesso e acessibilidade cultural, com foco nas diferentes maneiras de atuar junto a pessoas com deficiência. Para ela, a presença dessas medidas nos editais do PNAB é essencial para que equipes de projetos possam se preparar e ampliar a participação de pessoas com deficiência, tanto como público quanto como realizadoras culturais. “Estamos caminhando, ainda que lentamente, para ter essa equipe mais diversa, mas seguiremos firmes neste objetivo”, pondera.

Nesse sentido, Alicce Oliveira, atriz que conduziu as oficinas, aponta que uma das principais reflexões foi a urgência de ampliar projetos que garantam a participação integral das pessoas com deficiência (PCDs). Ela explica que as oficinas de jogos teatrais desenvolvidas no projeto foram cuidadosamente adaptadas para esse público. Entre os desafios, destacou-se a condução de uma mesma oficina para um grupo diverso, com necessidades específicas em cada proposta apresentada.

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Para Alicce, ainda que o processo seja inicial, ficou evidente a troca potente e o aprendizado significativo entre os participantes. “Fica claro que nós, produtores culturais, ainda temos muito a aprender e a aprimorar no atendimento às pessoas com deficiência. Com o fortalecimento de políticas públicas como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), esse movimento de inclusão vem sendo ampliado no setor cultural, abrindo caminhos importantes para uma atuação mais democrática e diversa.”

No Teatreiras em Cena, algumas ações foram direcionadas para o campo da formação da equipe e para o apoio ao fortalecimento das políticas de acessibilidade — especialmente a arquitetônica, atitudinal e comunicacional.

Em relação ao preparo da equipe, ocorreram aulas focadas na formação para as políticas de acessibilidade atitudinal e comunicacional, abordando pontos específicos sobre as relações estabelecidas com pessoas com deficiência.

Foram ofertadas 4 horas de atividade, divididas em dois dias de encontros online. O projeto também abriu vagas nas oficinas, recebendo pelo menos uma pessoa com deficiência em suas atividades. Já no campo da acessibilidade arquitetônica e comunicacional, o projeto ofereceu aos locais que receberam as atividades: um par de placas em braile para banheiros feminino e masculino, seis capas de encosto de cadeira (prioritário) e 19 adesivos em vinil de sinalização para cadeirantes e Libras.

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O projeto é financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Mato Grosso/SECEL-MT, via Edital Viver Cultura.

Sobre os desafios, Mazé Oliveira, produtora executiva, avalia que há diversos aspectos a serem considerados — desde questões práticas, como visitas aos espaços para compreender as necessidades de cada um, até desafios logísticos e financeiros, como onde encontrar itens que atendessem às demandas e coubessem no orçamento.

“Tudo isso foi pensado e negociado para que pudéssemos fazer as entregas da melhor forma, tanto aos espaços quanto ao projeto, respeitando a legislação vigente. Penso que iniciamos uma caminhada mais consciente, entregando capacitação à equipe, kits de acessibilidade arquitetônica aos espaços e uma oficina mais inclusiva para o público PcD participante. No entanto, quando o assunto é acessibilidade, temos muito o que melhorar e aprender — e nada como a prática cotidiana para entendermos isso. Projetos bem planejados e executados têm muito a contribuir nesse quesito, mas ainda carecemos de mais conscientização, mais políticas públicas estruturantes e perenes e mais orçamento realista”, finaliza.

 

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