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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Querência

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A origem histórica do município de Querência está ligada à saga de colonização gaúcha, que chegou ao sertão mato-grossense em data relativamente recente.

Os primeiros moradores se instalaram na região a partir de 21 de maio de 1986. O surto maior de migração deu-se em 1987, com a maioria absoluta das famílias vindas do extremo sul brasileiro. Considerando-se o isolamento em que viveram os primeiros povoadores de Querência, desde o início do processo colonizador, com difícil acesso aos centros mais desenvolvidos do país, constituiu-se em verdadeira epopéia a sobrevivência de sua comunidade, que apesar de todos os obstáculos desenvolveu-se bem.

O projeto de colonização do núcleo que originou o atual município de Querência deve-se a ação desempenhada pela Coopercana, que teve papel fundamental nos primeiros movimentos da região.

A Coopercana foi fundada a 07 de julho de 1975, na cidade gaúcha de Não-Me-Toque. O líder era Norberto Schwantes, que se tornou presidente da instituição, e em seu livro, Uma Cruz Em Terra Nova, na página 127 diz o seguinte: “… Seus fundadores (da Coopercana) foram os futuros moradores de Água Boa, que já dispunham de uma boa cooperativa no Rio Grande do Sul e queriam ter este mesmo sistema de apoio à produção, quando se mudassem…”.

A criação da Coopercana gerou insatisfação na comunidade de Canarana, pois se sentiram traídos em função da existência da Coopercol, que vinha desempenhando um bom papel. Na verdade ocorreu ciumeira, devido à possibilidade de surgirem novas colonizações, pensavam que os novos colonos usufruiriam dos sacrifícios dos que haviam chegado primeiro. Schwantes confirma esta tese em seu livro, na página 128: “… De fato, isto era verdade. Mas um argumento tolo, pois os sacrifícios já vividos pelos pioneiros eram coisas passadas, não poderiam ser diminuídos ou indenizados. O que me preocupava era acabar com os sacrifícios que ainda estavam sendo vividos. E isso só era possível com o aumento da área colonizada. Mas não adiantava contra-argumentar. Os ciúmes de Canarana eram cada vez maiores.”.

Parece que a tentativa de Schwantes frente a cooperativa não evoluiu. Para contornar a situação e prosseguir com os projetos de colonização, que era o objetivo principal, fundou a Conagro S/C Ltda, juntamente com Sérgio Ludovico Bertoni – advogado e ex-diretor de Cadastro e Tributação do Incra – profundo conhecedor do assunto. Este fato deu-se em outubro de 1975. Desenhou-se maior agilidade com a criação desta empresa, no entanto, os projetos iniciados através das cooperativas não foram abandonados. 

Após ser instalado e nos dois anos que se seguiram, o Projeto Querência abrigava 350 famílias que trabalhavam a terra dividida em 881 propriedades rurais e chácaras medindo até 200 ha. Neste período de dificuldades iniciais em projetos de colonização a população local era de 1,8 habitantes. Nessa época a Coopercana fornecia energia elétrica para o núcleo através de um gerador de 325 kva, era insuficiente para a comunidade, mas fez história. A superação das dificuldades deu-se com a criação do distrito e município.

A Lei Municipal nº 185, de 07 de agosto de 1991, criou o distrito de Querência com território jurisdicionado ao município de Canarana. Pouco tempo depois, no mesmo ano a Lei Estadual nº 5.895, de 19 de dezembro de 1991, de autoria do deputado Lincoln Saggin e sancionado pelo governador Jayme Campos, criava o município: 

Artigo 1º. – Fica criado o município de Querência, com sede na localidade do mesmo nome, com área desmembrada dos municípios de Canarana e São Félix do Araguaia.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação de Querência advém do saudosismo do gaúcho, significando – morada, lar. É comum ouvir-se do povo pampeano a expressão “minha querência querida”.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE QUERÊNCIA



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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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