Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

BRASIL E MUNDO

Trump diz que reunião com Lula foi ‘muito produtiva’ e promete novos encontros

Publicados

em

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, após uma reunião seguida de almoço com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7). O encontro, que durou cerca de três horas, contou com a participação de ministros dos dois governos e foi marcado por conversas sobre comércio, tarifas, cooperação contra o crime organizado e temas geopolíticos.

A expectativa inicial era de que Lula e Trump conversassem com a imprensa no Salão Oval, mas a agenda foi alterada. Com isso, o presidente brasileiro deve falar com jornalistas na sede da embaixada do Brasil na capital norte-americana ainda nesta tarde.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o diálogo com Lula abordou “muitos tópicos”, entre eles questões comerciais e tarifárias. O presidente norte-americano classificou a reunião como “muito produtiva” e disse que os representantes dos dois países já têm novos encontros agendados para tratar de pontos considerados centrais.

“A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu Trump, que chamou Lula de “muito dinâmico”.

Leia mais:  Fábrica de ureia fechada em 2020 volta a funcionar para reduzir custos do agro

Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia, no horário de Brasília. O encontro havia sido previamente articulado pelas equipes dos dois países com a expectativa de avançar em pautas estratégicas da relação bilateral.

Entre os temas em discussão estiveram comércio, combate ao crime organizado, minerais críticos e questões ligadas ao cenário geopolítico internacional. A aproximação ocorre em meio a um momento de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, especialmente por causa da política tarifária adotada por Trump.

No mês passado, os dois países anunciaram um acordo de cooperação mútua para combater o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas brasileiras e norte-americanas, com o objetivo de identificar padrões, rotas e conexões entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

A comitiva presidencial brasileira inclui os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Wellington César, da Justiça e Segurança Pública; Dario Durigan, da Fazenda; Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Leia mais:  Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos vive um período de atrito desde 2025, após a retomada de medidas protecionistas por parte do governo americano. O movimento começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado dos EUA.

Em abril, Washington ampliou as tarifas sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou a articulação diplomática e levou a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC), ao mesmo tempo em que reforçou instrumentos legais de reciprocidade e retaliação para tentar conter uma escalada maior.

No fim de 2025 e no início de 2026, houve um recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de alguns produtos e a substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Ainda assim, setores como o de aço e alumínio seguem submetidos a taxas elevadas.

 

Comentários Facebook
Propaganda

BRASIL E MUNDO

Encontro entre Vaticano e Marco Rubio busca esfriar atritos com Washington

Publicados

em

Papa Leão XIV se encontra com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Os Estados Unidos buscaram reforçar, nesta quinta-feira (7), a imagem de proximidade com o Vaticano após a reunião entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o papa Leão XIV, no Palácio Apostólico, em Roma. O encontro foi tratado por Washington como um sinal de que, apesar das recentes tensões, a relação entre a Casa Branca e a Santa Sé segue firme e com disposição para diálogo.

Segundo o Departamento de Estado, a audiência durou pouco mais de 45 minutos e foi “amigável e construtiva”. O comunicado destacou que a conversa ressaltou “a força da relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé”, além do compromisso comum com a paz, a dignidade humana e a liberdade religiosa.

Rubio foi recebido com as honras protocolares reservadas a chefes de Estado e de governo, o que, de acordo com uma fonte ligada ao cerimonial vaticano, também sinaliza a tentativa da Igreja de manter o papel de interlocutora em um momento de atrito diplomático.

Entre os temas discutidos estiveram a situação no Oriente Médio, os esforços humanitários em curso e assuntos de interesse do Hemisfério Ocidental, incluindo Cuba. Após o encontro com o papa, Rubio também se reuniu com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé e número 2 do Vaticano.

Leia mais:  Polícia Federal aponta supostos pagamentos de Daniel Vorcaro a Ciro Nogueira 

De acordo com o governo americano, as conversas abordaram iniciativas voltadas à construção de uma paz duradoura no Oriente Médio, além da cooperação com a Igreja em ações humanitárias na região. Em Cuba, o apoio da Igreja Católica e da Cáritas também foi citado como parte da pauta.

A visita ocorre em meio a um período de desgaste nas relações entre Donald Trump e Leão XIV. As tensões aumentaram após críticas públicas do presidente americano ao pontífice, especialmente em razão das posições do papa sobre imigração, guerra e política externa. Em abril, Trump chegou a chamar Leão XIV de “fraco” no enfrentamento ao crime e “incompetente” na condução de assuntos internacionais.

O papa respondeu afirmando que não tem “medo” do governo Trump e que possui o “dever moral” de se posicionar contra a guerra. Mais recentemente, Trump voltou a atacá-lo em um podcast conservador, acusando o pontífice de relativizar a ameaça de armas nucleares no Irã e de colocar em risco católicos e outras pessoas.

Leão XIV rebateu dizendo que a Igreja se opõe há anos a todas as armas nucleares e que qualquer crítica deveria ser feita “honestamente”, sem distorções sobre sua posição.

Leia mais:  Tensões aumentam no Golfo após novos ataques; EUA e Irã mantêm discurso de trégua

Antes da viagem, Rubio tentou reduzir o impacto político das declarações de Trump contra o papa. O cardeal Parolin, por sua vez, afirmou a jornalistas que o pedido de encontro partiu de Washington e classificou como “estranho” o ataque ao pontífice, ressaltando que o papa apenas cumpre sua missão.

Longe do entusiasmo inicial que marcou a eleição do primeiro papa americano da história, em maio de 2025, a relação entre a administração Trump e a Santa Sé perdeu fôlego nos últimos meses. A postura pacifista de Leão XIV e suas críticas à escalada militar no Oriente Médio também contribuíram para o desconforto em Washington, sobretudo após os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Aos 70 anos, Leão XIV se aproxima de completar seu primeiro ano à frente dos 1,4 bilhão de católicos no mundo. A visita de Rubio, embora cercada de tensões políticas, foi usada pela diplomacia americana como tentativa de reposicionar o diálogo com o Vaticano em terreno mais estável.

* Com Agências

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana