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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Alto Paraguai

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O primeiro núcleo de povoação formou-se em função das lavras auríferas, ainda na primeira metade do século XVIII, onde foram encontradas em abundância, às margens do Ribeirão do Ouro. Posteriormente outras lavras foram sendo achadas, constatando no cascalho revolvido a existência de diamantes. A extração desta gema, no entanto, era proibida, sendo exclusividade da Coroa Real Portuguesa. Em 1805, iniciou-se a distribuição das lavras ao povo, mas ainda sendo proibida a extração de diamantes. Novas distribuições de minas foram feitas em 1820, dentre as quais Santa Rita e São Pedro, e em 1821 as minas de Brumado e do Rio Pari. Com a queda da cotação do diamante, a partir de 1850, fechou o primeiro movimento garimpeiro, ficando as fazendas e os sítios. 

Uma nova história nasce para a região de Alto Paraguai na década de 1930: a exploração garimpeira. Ganharam fama os garimpos de Pontezinha, Tronqueira e Rola, no Rio Pari, portanto no interior do atual município.

Com o nome de Garimpo do Gatinho, a povoação de Alto Paraguai entra para a história de Mato Grosso. Em 1938, existiam no Garimpo do Gatinho alguns garimpeiros que ali trabalhavam durante o período das chuvas, abandonando-o durante a estiagem; dentre eles se achavam Antonio Pereira e Aurélio Pires. Esteve também naquela região o explorador Feick Joaquim, falecido em Rosário Oeste, vítima dessas endemias.

O atual povoamento, efetivamente, teve início em 1940, quando o pioneiro José de Vasconcellos ali se estabeleceu como comprador de pedras preciosas. Atividade que já exercia como ambulante há dois anos, além de ser organizador de garimpagem. 

Os garimpeiros construíam seus barracões improvisados, desordenadamente, junto aos locais de trabalho, como simples proteção, sem antever, contudo, que ali lançavam como nas demais localidades por onde já haviam passado os alicerces de uma nova cidade. Os barracos eram cobertos, sem proteção lateral.

Novos e ricos monchões foram descobertos e continuava intensamente a afluência de ga-rimpeiros, muitos, dos quais, auxiliados por Vasconcelos, que lhes fornecia transporte até Diamantino e, não raramente, alimentação durante a viagem.

Nesse mesmo ano, a população acolheu com grande júbilo o Reverendo Alfredo Marien, ministro protestante, o primeiro a visitar o povoado em missão religiosa. Novos estabelecimentos comerciais foram instalados, entre os quais uma farmácia –  a primeira do gênero, pertencente a Paulo Modesto.

O trecho que separava a cidade de Diamantino do povoado, até então percorrido apenas por veículos de tração animal, foi arrojadamente vencido por veículos motorizados, cabendo ao motorista Antonio Cesário Asckar, mais conhecido pela alcunha de “Canguru”, o mérito pela primeira viagem.

Em 1946, a povoação já contava com numerosas casas comerciais, uma farmácia, pensões, um cinema, bares, um mercado municipal, vários açougues, alfaiates, alfaiatarias, barbearias e algumas oficinas para prestação de serviços.

O Decreto-Lei nº. 687, de setembro de 1945, desapropriou a área de 3.600 ha da Fazenda Varzearia, para o Patrimônio do Gatinho. A Lei nº. 193, de 17 de novembro de 1948, criou o Distrito de Paz de Alto Paraguai.

Ganhou fama, pelos anos 1950, a Mancha da Melgueira. Ali o Baianinho Farrista teve a sorte de sempre pegar diamante “pedra” e não negava a alma à farra. Certa vez, após vender bons quila-tes de “pedra”, comprou um burro para cada um de seus companheiros, a fim de descer à cidade, levando um burro em separado para tomar banho de cerveja e perfume na frente da casa do “fecha – nunca”, enquanto a vitrola tocava sem parar um disco, antecipadamente pago para tocar até furar. 

A Lei nº. 709, de 16 de dezembro de 1953, de autoria do deputado Penn Gomes, cria o município: “Artigo 1º – Fica criado o município de Alto Paraguai, com território desmembrado do município de Diamantino”.

Significado do nome

Trata-se de nome de origem geográfica, em referência às nascentes do Rio Paraguai, que estão localizadas no município, em ponto divisório com Diamantino. A palavra Paraguai que nomina a cidade também dá nome a um país; se origina da língua guarani, e apresenta múltiplas interpretações. É bem aceita a versão de que esse termo significa “Rio del Manantial del mar”, ou seja, rio do manancial do mar e procede do nome de povoação indígena pré-colombina denominada “Tayaparaguaí”, que viveu no mesmo lugar onde viceja a cidade de Assunção, capital do vizinho país brasileiro. Em outra versão o nome vem do guarani “Paraguái”: grande rio.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE ALTO PARAGUAI 

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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