CIDADES
Comércio de Cuiabá e Várzea Grande não abrem no feriadão
No feriado nacional do Dia de Finados, nesta quinta-feira (02.11), os municípios de Cuiabá e Várzea Grande manterão o comércio fechado, em conformidade com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) estabelecida entre os sindicatos patronais e laborais, a qual veda a convocação de funcionários para o trabalho nesse feriado.
É importante destacar que outros feriados, tais como Natal (25 de dezembro), Ano Novo (1º de janeiro), Sexta-feira Santa e Dia do Trabalhador (1º de maio), também são contemplados pela mesma proibição de funcionamento do comércio varejista.
A CCT prevê a permissão de operação para supermercados e farmácias, sob a condição de conceder folga compensatória aos funcionários ou remunerar as horas trabalhadas em dobro. Quanto ao funcionamento dos shoppings, os restaurantes situados nesses estabelecimentos poderão abrir a partir das 10h, encerrando suas atividades às 22h, de acordo com a legislação federal.
As agências bancárias permanecerão fechadas no feriado de Dia de Finados, mas voltarão a atender o público na sexta-feira (03). Durante o feriado, os meios eletrônicos, como internet banking, aplicativos e caixas eletrônicos, continuam disponíveis para pagamentos, consulta de saldo, extrato e transferências.
Os órgãos públicos estaduais e municipais não funcionarão no feriado, exceto pelos serviços essenciais, como os da área de saúde e segurança, que operarão em regime de plantão.
De acordo com uma resolução do Conselho Monetário Nacional, os feriados nacionais não são considerados dias úteis bancários, e, portanto, as agências bancárias fecham no Dia de Finados.
Quaisquer contas com vencimento em 2 de novembro poderão ser pagas no dia subsequente (03) sem juros adicionais, a menos que os tributos já tenham ajustado suas datas em conformidade com o calendário de feriados nacionais.
Para efetuar pagamentos, os meios eletrônicos, tais como o site dos bancos (internet banking), aplicativos (mobile banking) e caixas eletrônicos, são alternativas viáveis para os clientes.
CIDADES
Regularização fundiária moderniza gestão territorial e impulsiona economia em 33 municípios
Com quase 81 mil imóveis regularizados em 33 municípios, GeoGis reforça avanço da regularização fundiária e atualização cadastral no país
A modernização do cadastro territorial tem se consolidado como uma das principais estratégias para fortalecer as finanças dos municípios brasileiros sem aumento de impostos. Em meio às dificuldades fiscais enfrentadas pelas prefeituras, iniciativas de regularização fundiária e atualização cadastral vêm ampliando a arrecadação, reduzindo a informalidade e melhorando o planejamento urbano.
O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como o “CPF dos imóveis”, que passou a integrar dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal. O sistema permite maior controle sobre imóveis irregulares, construções fora do cadastro oficial e propriedades que ainda não integram a base tributária municipal.
Hoje, estima-se que cerca de metade dos imóveis brasileiros apresente algum tipo de irregularidade documental ou cadastral. Em muitos casos, isso significa imóveis sem atualização de IPTU, construções não registradas oficialmente ou propriedades sem regularização completa.
Nesse cenário, empresas especializadas em gestão territorial vêm ganhando protagonismo. Em Mato Grosso, a GeoGis já regularizou 80.996 imóveis por meio da emissão de Certidões de Regularização Fundiária (CRF), em 33 municípios, beneficiando milhares de famílias e ampliando a capacidade de arrecadação das cidades atendidas.
Além da regularização documental, os projetos permitem atualizar bases territoriais, identificar inconsistências cadastrais e ampliar o controle sobre áreas urbanas. O reflexo é direto na gestão pública: com informações mais precisas, os municípios conseguem melhorar a cobrança de tributos, planejar investimentos e organizar serviços essenciais.
O avanço da regularização fundiária também tem mobilizado parlamentares de diferentes regiões do país. Durante evento sobre gestão territorial, o deputado federal pela Paraíba, Mersinho Lucena destacou que a falta de documentação ainda impede a chegada de investimentos públicos em milhares de comunidades.
“Quando uma área não está regularizada, o Poder Público fica impedido de levar infraestrutura, saneamento, escolas e outros serviços essenciais. A regularização fundiária é uma ferramenta que garante segurança jurídica e permite que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa”, afirmou Lucena.
Outro exemplo vem de Maceió (AL), onde a GeoGis participa de um programa de regularização fundiária com previsão de alcance de 5 mil imóveis. Até o momento, 492 unidades já foram regularizadas na capital alagoana.
Especialistas apontam que a atualização cadastral se tornou uma ferramenta estratégica para as cidades. Um cadastro desatualizado reduz a eficiência da arrecadação e limita o planejamento urbano, afetando diretamente áreas como infraestrutura, pavimentação, saneamento e habitação.
Além do impacto fiscal, a regularização fundiária também movimenta a economia. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros precisem de algum tipo de regularização. O levantamento aponta ainda que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Segundo o estudo, imóveis regularizados podem alcançar valorização de até 30%, além de ampliar o acesso ao crédito, facilitar financiamentos e aumentar a segurança jurídica dos proprietários.
Para o deputado federal Augusto Coutinho, a regularização fundiária continua sendo uma das principais demandas da população em áreas urbanas consolidadas. Segundo ele, moradores de comunidades visitadas recentemente em Pernambuco relataram viver há décadas em seus imóveis sem possuir a documentação definitiva.
“A regularização traz dignidade às famílias. Com a posse formal do imóvel, o cidadão passa a ter acesso ao crédito, pode investir na própria casa e conquista uma segurança que muitas vezes esperou por décadas”, destacou o parlamentar.
Para gestores públicos, o avanço da tecnologia aplicada à gestão territorial também representa mais transparência e redução de fraudes nas transações imobiliárias. A expectativa do setor é que a modernização cadastral se consolide nos próximos anos como uma das principais ferramentas de fortalecimento financeiro das cidades brasileiras.
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