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Pai, não quero ser igual a você!

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Da Assessoria

Dr. Otacilio Peron

Dr. Otacilio Peron

Dia 11 celebra-se o Dia dos Pais. É um dia muito mais comemorado pelos filhos do que propriamente pelos pais, pois é o dia em que os filhos podem externar o quanto amam seus pais. 

 

 Escrevi esse artigo há muito tempo e o meu pai não se encontra mais neste plano terrestre, mas não é demais repeti-lo para dividir mais uma vez com todos a mensagem abaixo, de autoria desconhecida, que nada tem a ver com o meu pai, porque sempre quis ser igual e ele por sua garra e determinação, mas que muito se apropria à esta data:

 

Perdoa-me pai. É importante que leia o meu desabafo. Sempre falei que, quando crescesse, queria ser igual ao senhor. Mas…. infelizmente, eu mudei de ideia.

 

Não imagina o quanto sofremos quando anoitece e não vem para o jantar; pois só chega em casa de madrugada; assim mesmo embriagado. Olhe, não me importo que chute os meus brinquedos, pise-os, atire-os contra as paredes, bata raivosamente em mim sem motivo, quando lhe pergunto: Por que o senhor não deixa de beber? Pai, não me envergonho de usar roupas velhas, sapatos furados e nem me incomodo com o pouco alimento que como. Na verdade, nada disso teria importância se o senhor não bebesse. Por favor, não fique parado nos bares, perdendo tempo, seu dinheiro e, sobretudo sua saúde, bebendo e farreando do lado daqueles que dizem ser seus amigos.

 

Lembre-se, nós precisamos do senhor! Eu queria tê-lo em casa toas as noites para poder dizer antes de deitar: Bença, pai! Sabe, eu senti muita pena de vê-lo um dia desse deitado na calçada. Os garotos que passavam começaram a atirar-lhe pedras, seus cigarros estavam espalhados pelo chão, seus bolsos revirados e lá estava uma garrafa de cachaça quebrada a seus pés. Pedi para que não fizessem aquilo e eles me perguntavam: Você conhece esse cachaceiro? Poxa, pai tive vontade de dizer “não”! Mas lembrei-me que certa vez me disse: “Filho, o verdadeiro homem não diz mentiras”.

 

Então, tomei coragem e respondi: Sim, conheço, é meu pai. Eles riram e falaram: ”Se fossemos você, teríamos vergonha de chamar esse bêbado de pai!” Baixei a cabeça humilhado, meus olhos se encheram de lágrimas e chorei. Tentei erguê-lo, pedi para que se levantasse, enxuguei seu rosto pelo sol do meio-dia, contudo meus esforços foram inúteis. O senhor parecia não ouvir, gemia, dizia palavras incompreensíveis e rolava de um lado para o outro na calçada imunda. Os garotos foram embora dizendo: “Você está lidando com um pau d’água sem vergonha, deixe-o aí, pode ser que ao tentar atravessar a rua um caminhão passe por cima dele e o mate”.

 

Pai, foi duro ouvir aquilo. Eu senti como se o mundo inteiro desabasse sobre mim. Querido pai, por que o senhor não procura os Alcoólicos Anônimos para deixar de beber? Existe um grupo na cidade. Por que não tenta? Talvez seja sua oportunidade. Não se envergonhe, lá eles irão recebe-lo bem. Antes de terminar, quero que saiba de uma coisa. O voto que fiz de amá-lo, respeitá-lo e querer bem, hei de cumprir sempre, mas… Quando crescer não quero ser mais igual ao senhor.

 

Seu filho que o ama!”

 

Leia mais:  Muita informação, pouco conhecimento

 

Muitos ao lerem esta mensagem, devem estar indagando: O que será que o filho do meu vizinho, do meu parente, do meu colega de trabalho, do meu patrão, do político tal, estará pensando do seu pai? Será que ele quando crescer quer ser igual ao pai? Mas o objetivo de levar esta mensagem até você não foi este não.

 

Foi, fazer com que indague a você mesmo, diante do espelho: Será que estou sendo um bom exemplo para meu filho? Será que meu filho quando crescer quer ser igual a mim ou não?

 

Lembre-se sempre que os exemplos geram efeitos verticalizados. Você sabe perfeitamente que, nos dias de hoje, não adianta impor absolutamente nada ao seu filho. O que realmente tem eficácia é mostrar-lhe o caminho correto, mas sobretudo através do seu exemplo. Se você, ao ler esta mensagem, refletir sobre ela, já valeu a pena. 

 

Um feliz Dia dos Pais!!!

 

Otacílio Peron é advogado 

Leia mais:  13 de Junho: O Legado dos Heróis Mato-Grossenses

 

                

 

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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