Empreendedorismo
7 Principais Ferramentas para empreendedores no meio digital
Empreender é uma arte, juntando várias definições, o empreendedorismo é a capacidade de gerir, criar, inovar, coordenar e realizar projetos. São várias funções que exigem diferentes habilidades, e para facilitar todo esse trabalho listamos ferramentas para empreendedores digitais que consideramos essenciais. Continue a leitura e saiba cada uma!
7 Desafios do empreendedorismo: para cada desafio uma ferramenta digital
Gerir uma empresa, seja qual for o tamanho dela, exige multicompetências, são diferentes demandas, e por consequência, diferentes habilidades requeridas do empreendedor.
Para facilitar, selecionamos os principais desafios do empreendedorismo digital, e para cada um selecionamos uma ferramenta que pode auxiliar no dia a dia, como, por exemplo, um CRM para WhatsApp.
Desafio 01: organização de demandas
A organização é o primeiro passo para o sucesso da empresa, essa habilidade é necessária em todas as esferas e setores da empresa, sendo um item crucial para todo empreendedor que precisa: gerenciar demandas, status das tarefas, lista de aprovações, planejamento de redes sociais, finanças, e muito mais! Para isso existem ferramentas de Gestão de Projetos, como o Trello e Asana.
Ter uma ferramenta de gestão de projetos permite que as tarefas sejam organizadas por blocos, calendário, listas e outros layouts, conforme a escolha visual de cada funcionário e empreendedor.
Essa organização é fundamental para que nenhuma demanda se perca no dia a dia ou nas urgências. É possível também estabelecer prazos para cada etapa da tarefa e quem será o responsável por cada uma. Dessa forma, os projetos ficam organizados, assim como o status de cada tarefa.
Você não precisa organizar tudo em blocos de notas ou agendas, sejam físicas ou digitais, esse trabalho todo não precisa (e nem deve) ser manual.
Desafio 02: metrificação de resultados
Demandas organizadas, é hora de saber como medir os resultados das ações digitais feitas em seu negócio. Toda ação estratégica para a sua empresa deve ser pautada em um planejamento, e para saber se o planejado deu certo ou não é preciso mensurar os dados.
Se você quer analisar as métricas do seu site, como visualizações, sessões, taxa de engajamento e conversões, nada melhor do que a própria ferramenta do Google, o Google Analytics 4.
O GA4 é gratuito, com ele é possível analisar as fontes de tráfego do site, como ads ou orgânico, e também questões geográficas, como países, cidades e até mesmo idiomas. Essa ferramenta para empreendedores é muito completa, possui gráficos e relatórios diários, semanais e mensais, conforme o filtro selecionado.
Mas, se você deseja metrificar as redes sociais, saber taxa de engajamento, visualizações, mensões, e até mesmo criar relatórios ou agendar postagens, indicamos as ferramentas digitais Hootsuite e mLabs.
Desafio 03: funil de vendas
O objetivo de todo empreendimento é vender, e para isso é preciso conhecer as etapas do funil de vendas e utilizar estratégias de comunicação e marketing com base nisso. Mas, conhecer não é o suficiente, é preciso saber em qual etapa os seus leads estão, para direcionar as ações de forma assertiva.
Após captar os leads é preciso organizar eles conforme a etapa do funil e ir nutrindo com conteúdos e gatilhos mentais, pouco a pouco, até que cheguem na etapa de compra. Essa organização de disparos de mensagens, histórico de conversas e envio de e-mails, e até mesmo armazenamento de dados dos leads é feita por um CRM.
O CRM é uma das grandes ferramentas para empreendedores digitais que vamos citar nesse artigo, pois a ferramenta CRM faz tudo o que citamos acima de forma automática. Os leads são captados conforme a etapa do funil, e fluxos de comunicação pelo whatsapp ou e-mail são criados. Assim, os leads recebem conteúdos conforme a etapa do funil de vendas em que estão.
Toda essa comunicação é armazenada, e os resultados são metrificados. Resultados como engajamento, clique, abertura da mensagem, clique no botão da mensagem e etc, são contabilizados pelo CRM, o que permite uma análise das ações feitas com base no resultado, e não no achismo.
Dentre tantas opções no mercado, indicamos a KOMMO CRM, por ser muito completa, tendo interação com o WhatsApp.
Desafio 04: o home office
A pandemia provou que é possível trabalhar 100% de forma remota, e o home office se tornou um dos modelos de trabalho mais desejados pelos funcionários. Mas, na vida nem tudo são flores, e esse modelo também tem os seus desafios, dentre eles, selecionamos três: foco, armazenamento e comunicação.
Desafio 05: foco
Ter foco e concentração é um desafio antigo, que permaneceu e se intensificou nos dias atuais e também no home office. Dentre as estratégias para finalizar as tarefas de forma saudável, ou seja, ação + descanso, algumas técnicas foram criadas, como a Pomodoro.
Essa técnica consiste em trabalhar 25 minutos em uma tarefa e descansar 5 minutos, e essa contagem de tempo não precisa ser feita por você, pois a ferramenta Cuckoo faz isso de forma gratuita.
Mas, se o que te faz perder o foco é o celular, o app Forest pode te ajudar, essa ferramenta também é digital e consiste em plantar árvores virtuais, a plantação da árvore depende do tempo que você fica sem mexer no celular, e cada árvore plantada gera moedas, as quais podem ser usadas para plantar árvores reais na África.
Desafio 06: armazenamento e acesso dos documentos por todos
Trabalhar remoto é uma maravilha, mas outro desafio é em relação aos acessos a documentos e armazenamento dos mesmo pelo time todo. Se a sua empresa é adapta ao home office, é necessário ter um bom armazenamento na nuvem, para que todos os funcionários consigam acessar os arquivos e enviar uns aos outros de forma fácil, rápida e segura.
Como indicação de ferramenta para empreendedores digitais, selecionamos as mais consolidadas no mercado: Dropbox, Amazon e Google Drive.
Desafio 07: Comunicação
A comunicação continua sendo o pilar de toda empresa, e quando estamos falando de home office essa parte requer mais atenção. Ao trabalhar de forma remota o contato com a equipe fica limitada ao digital e as telas, assim, centralizar a comunicação em apenas um canal que permite maior interação é o indicado.
Dentre as famosas opções como whatsapp, slack e skype, selecionamos como indicação a
ferramenta que consideramos mais completa: o discord.
O discord permite o armazenamento das mensagens por canal/grupo de comunicação, e ao ser adicionado um novo membro, esse usuário tem acesso a todo o histórico das mensagens, não ficando nada perdido ou sendo necessário reenviar mensagens importantes.
Outra vantagem é a possibilidade de vídeos chamadas ou chamadas de voz de forma rápida, não é necessário sair da ferramenta para fazer uma call pelo meet ou teams. Isso facilita a comunicação e aproxima as pessoas, pois conseguem ligar uma para outra ou para todo um grupo sem precisar criar um link em outra plataforma.
Ferramentas para empreendedores digitais: lista completa
Durante o texto listamos 12 ferramentas,e para facilitar deixamos todas elas em tópicos, confira:
- Gestão de projetos: ferramentas Trello e Asana
- Mensuração de dados: ferramentas Google Analytics, Hootsuite e mLabs
- CRM: ferramenta KOMMO
- Foco e concentração: ferramentas Cuckoo e Forest
- Armazenamento de dados: ferramentas Dropbox, Amazon e Google Drive
- Comunicação: ferramenta Discord
Empreendedorismo
Pequenos negócios de Mato Grosso disputam espaço apertado nas redes sociais
A disputa por atenção no Instagram e no TikTok mudou o jogo para comerciantes locais. Cuidar do visual do perfil e acelerar o crescimento da audiência deixaram de ser detalhes para virarem parte da operação.
Em Cuiabá, uma loja de moda feminina que funcionava só na rua João Gomes Sobrinho percebeu, no início deste ano, que metade dos novos clientes chegava porque viu um Reels antes de cruzar a porta.
A dona montou planilha, contou pedidos, conferiu o WhatsApp. O número confirmou a impressão: o ponto físico continuava importante, mas o ponto digital virou o primeiro contato. Histórias como essa se repetem em Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis. O que mudou, afinal?
A resposta passa por dois movimentos paralelos. O primeiro é o crescimento do consumo de redes sociais entre os mato-grossenses, na esteira de um padrão nacional. O segundo é a profissionalização dos próprios pequenos negócios, que pararam de tratar perfil de empresa como hobby e passaram a olhar como canal de venda. Quem ainda não fez essa transição está perdendo terreno para quem fez.
Mato Grosso digital: o tamanho do mercado
O estado puxa indicadores nacionais que ajudam a entender o cenário. Pesquisa do Sebrae mostra que sete em cada dez pequenos negócios brasileiros já mantêm perfil em rede social, e o estudo de participação das micro e pequenas empresas no PIB destaca Mato Grosso entre os estados em que esses negócios mais contribuem para o valor adicionado da economia regional.
Não é detalhe. É o motor de empregos formais, com as MPEs sendo responsáveis por sete em cada dez vagas abertas no país em 2024, segundo análise do Sebrae com base em dados do CAGED.
O ambiente digital ampliou esse impacto. O faturamento das micro e pequenas empresas em vendas online saltou de R$ 5 bilhões para R$ 67 bilhões entre 2019 e 2024, num avanço de mais de mil por cento medido pelo próprio Sebrae.
As redes sociais substituíram o site como ponto de entrada digital para a maioria dessas empresas, conforme a pesquisa TIC Empresas conduzida pelo Cetic.br.
Em Mato Grosso, onde o agronegócio responde por mais da metade do PIB estadual segundo o Imea, esse fenômeno se mistura com a vocação produtiva do estado. Pequenos fornecedores do setor, lojas que abastecem o circuito agropecuário e prestadores de serviço urbanos disputam atenção no mesmo feed.
Quem entra em qualquer perfil hoje percebe que a régua subiu. Identidade visual consistente, tipografia trabalhada, frequência de postagens, métricas de engajamento. O que antes era diferencial virou requisito mínimo.
Tipografia e identidade: por que cada caractere importa
A primeira impressão de uma marca nas redes vem de poucos elementos: foto de perfil, nome, biografia e os primeiros nove posts visíveis. Nesse espaço apertado, a tipografia escolhida pesa mais do que parece. Pequenos negócios costumam acertar na escolha do logo, mas escorregam no detalhe da bio e dos destaques, onde o Instagram e o TikTok limitam a formatação dos campos.
O atalho que se popularizou foi recorrer a geradores que convertem texto comum em fontes estilizadas que podem ser coladas na bio, no nome do perfil ou em legendas. As letras personalizadas dão personalidade visual sem precisar de programa de design, e funcionam como uma assinatura tipográfica do perfil.
Para uma cafeteria em Lucas do Rio Verde, uma joalheria em Tangará da Serra ou um pet shop em Sorriso, esse tipo de detalhe ajuda a destoar do padrão genérico que domina o feed local.
A estética importa porque o algoritmo importa. Estudos de design citados pela Bayerl Studio apontam que marcas que investem em fontes exclusivas constroem um reconhecimento visual mais forte e tornam a comunicação memorável. Em redes sociais, onde a audiência decide em fração de segundo se segue ou desliza, esse reconhecimento se converte em retenção.
A consistência tipográfica também sinaliza profissionalismo. Quando uma loja de roupas em Cuiabá usa a mesma família de fontes nos stories, na bio e nos cards de produto, o cliente percebe organização, mesmo sem saber nomear o que mudou.
Quando o perfil mistura cinco estilos diferentes, o cérebro do leitor classifica automaticamente como amador. O detalhe é gratuito, mas a falta dele custa caro.
TikTok: a nova porta de entrada que mato-grossense ainda subutiliza
Se o Instagram virou padrão, o TikTok virou aposta. Pesquisa da Opinion Box sobre o comportamento de usuários brasileiros revela que oito em cada dez pessoas abrem o aplicativo pelo menos uma vez por dia, e que apenas dezesseis por cento dos usuários mantêm um perfil comercial na plataforma.
A janela é grande. Quem entra agora ocupa um espaço que, em poucos anos, pode estar saturado como já está o Instagram em algumas categorias.
Os números brasileiros do TikTok colocam o país entre os três maiores mercados globais da plataforma, com mais de oitenta milhões de usuários adultos ativos, segundo dados levantados pela Opinion Box em parceria com plataformas de análise.
Quase metade dos usuários afirma já seguir alguma empresa, e mais de um terço diz ter comprado algo descoberto no aplicativo. Para um pequeno negócio, isso traduz um caminho mais curto entre a descoberta e a venda do que o oferecido por canais tradicionais.
A dificuldade está no começo. Vídeos novos competem com perfis que já têm milhões de seguidores e produção profissional. Sem prova social inicial, a tendência do algoritmo é entregar o conteúdo para uma audiência muito pequena, e o ciclo vira armadilha: poucas visualizações geram pouco engajamento, que gera ainda menos visualizações. Quebrar essa inércia exige consistência de postagem, mas também impulso inicial.
É nesse ponto que muitos donos de pequenos negócios decidem comprar curtidas TikTok como parte da estratégia de aquecimento do perfil, combinando o investimento com produção orgânica de conteúdo.
A lógica é parecida com a de outros canais de aquisição. Tráfego pago no Google Ads ou no Meta acelera resultados que viriam organicamente em meses ou anos. No TikTok, o mecanismo é semelhante, mas opera dentro da própria rede.
A pesquisa da Opinion Box mostra que cinquenta e dois por cento dos usuários passaram a usar mais o aplicativo nos últimos doze meses e que trinta e quatro por cento acreditam que esse uso vai aumentar. Para o pequeno comerciante de Cáceres ou de Primavera do Leste que ainda não testou a rede, esperar significa perder participação de mercado.
O contexto local: por que isso vale especialmente para Mato Grosso
O estado vive um momento econômico singular. Mato Grosso lidera o ranking dos cem municípios mais ricos do agronegócio do Brasil, com trinta e seis cidades nessa lista, segundo análise do Ministério da Agricultura e Pecuária baseada em dados do IBGE.
O PIB estadual cresceu seis vezes mais que a média nacional desde meados dos anos 1980, conforme estudo da consultoria MB Associados. Esse dinamismo gera uma cadeia inteira de pequenos negócios em volta: fornecedores de insumos, comércio urbano, serviços, restaurantes, indústrias auxiliares.
O problema é que muitos desses negócios crescem na economia real e não na economia digital. A pesquisa de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios feita pelo Sebrae em 2024 mostra que microempreendedores individuais ainda apresentam baixos indicadores de presença online, mesmo quando faturam bem no físico.
Isso cria uma distorção: empresários que ganham dinheiro suficiente para investir em comunicação digital ignoram o canal porque o boca a boca local funcionou por anos. Quando um concorrente de fora chega ao estado com estrutura digital pronta, a vantagem do pioneiro desaparece.
Cuiabá tem hoje dezenas de micro e pequenas empresas de marketing digital cadastradas, segundo levantamentos da Econodata, e o Sebrae/MT promove regularmente capacitações em estratégias digitais para pequenos negócios em cidades como Rondonópolis e Várzea Grande.
A oferta de apoio existe. O que falta, em muitos casos, é a decisão do empreendedor de tratar o digital como parte do orçamento mensal e não como gasto extra.
O que pequeno negócio mato-grossense pode fazer agora
Três frentes resumem o que funciona em 2026 para quem está começando ou quer recuperar terreno perdido. A primeira é cuidar da identidade visual com seriedade, sem precisar de orçamento de agência.
Padronizar a tipografia da bio, dos destaques e das legendas, escolher uma paleta de cores e manter consistência por noventa dias muda a percepção do perfil sem custo direto.
A segunda frente é diversificar canais. Quem só está no Instagram corre o risco de depender de uma única plataforma cujas regras mudam sem aviso. Levar o conteúdo para o TikTok, mesmo que reaproveitando vídeos curtos, abre uma audiência adicional.
Os dados da Opinion Box mostram que noites de terça e quarta concentram o maior consumo, e que conteúdo de descontração e humor ainda lidera, seguido por gastronomia, fitness e reviews de produtos.
A terceira é medir. Engajamento médio, taxa de conversão, custo por seguidor, retorno sobre conteúdo orgânico versus pago. Sem números, decisão vira chute. Com números, vira gestão. O Sebrae oferece consultorias gratuitas a empreendedores cadastrados, e a maioria das ferramentas básicas de análise das próprias plataformas é gratuita.
O cenário não é fácil, mas é favorável a quem age. Mato Grosso tem mercado, tem dinheiro circulando, tem demanda. Os pequenos negócios que combinarem identidade visual cuidada, presença em mais de uma rede e medição séria dos resultados vão capturar uma fatia desproporcional desse crescimento.
Os que esperarem mais um semestre vão descobrir que o concorrente do bairro vizinho já capturou.
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