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Sem chão

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Da Assessoria

Francisney Liberato

Francisney Liberato

Em viagem, com a família para Caldas Novas-GO, em fevereiro de 2020, conhecemos muitos lugares belos e resorts encantadores. Nesta região há predominância de algumas características, tais como: grandes resorts, águas termais e bastante brinquedos aquáticos.

 

Há um parque, e creio que seja o maior e mais famoso da região, chamado Hot Park. Em um de seus brinquedos, era necessário utilizar uma boia. O tobogã era fechado, ou seja, descia no escuro.

 

Antes de descer no brinquedo, fiquei contemplando a natureza daquele lugar, que fica numa região bonita e montanhosa. O sol estava irradiante, o clima perfeito e a altura do brinquedo proporcionavam uma visão espetacular.

 

Ao dar os primeiros passos naquela aventura, tudo se tornou escuro e eu não conseguia mais enxergar o que estava a minha frente. O brinquedo fazia curvas rápidas, e era difícil definir o trajeto, visto que não era possível enxergar. Eu havia perdido totalmente o controle, dentro daquele tão inofensivo brinquedo, isto é, estava literalmente “sem chão”, dependendo da segurança e da logística daquelas curvas malucas que, bruscamente, me jogavam de um lado para o outro.

 

Fiquei imaginando a nossa vida, que se parece com o cenário disposto. Como é difícil passar por circunstâncias como essa.

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Às vezes, estamos no controle de tudo e de repente somos pegos por algo ou circunstância que nos tira a visão e nos impede de ter um panorama otimista. Uma vida onde tudo ocorre sem imprevistos. A família não tem casos de doenças. Não há problemas financeiros. Não existem problemas de relacionamentos, é um panorama de Hollywood, ou seja, perfeito, assim como o cenário em que vivia, antes de entrar naquele tobogã

Por diversos fatores e circunstâncias, que muitas vezes, não sabemos a causa, a nossa vida começa a ruir. Aquela vida perfeita, já não existe mais. Somos acometidos por doenças, perdemos o trabalho, há dificuldades de relacionamentos. A nossa alegria começa a se esvair, e parece que perdemos o chão, assim como eu estava dentro do tobogã. Sem nenhum controle. Sem probabilidades. Sem capacidade para montar estratégias para sair daquela situação.

 

Essas circunstâncias já ocorreram com você? Você tem enfrentando isso atualmente? A nossa vida se parece com uma gangorra, ora estamos por cima, e em outros momentos estamos por baixo.

 

A minha proposta para você hoje é: não fique dentro do tobogã, pois ele é frio, triste, sem previsão de saída, variável e solitário. Lute e não se entregue, mesmo que tudo parece estar sem sentido e vazio, mesmo que sejamos tentados a perder a esperança.

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Para onde você vai, quando está nessas circunstâncias? Eu já passei por muitos panoramas desta vida, creio que você da mesma forma; se ainda não passou, aperte o cinto, pois logo, você entrará dentro do tobogã, infelizmente, é assim a nossa vida.

 

Mantenha-se firme. A queda do tobogã não pode durar por uma vida inteira, logo você sairá dessa situação.

 

Entrega o seu caminho ao Senhor, confie Nele, que, se Ele quiser, e você fizer a sua parte, muito em breve, você desfrutará de um novo caminho, de um novo recomeço, de uma nova vida.

 

A escolha está em suas mãos. Você pode hoje estar “sem chão”, mas saiba que no futuro, você será beneficiado por um ambiente melhor do que o outrora vivido. Acredite em si e confie em Deus.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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artigos

O dever da Religião

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Por Paiva Netto

Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.

Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,

mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.

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Parceria Céu e Terra

Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.

Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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