AGRO & NEGÓCIO
Na pecuária, o que rende mais, a fase da cria, da recria ou da engorda? Saiba tudo aqui
Na pecuária, o que rende mais, a fase da cria, a recria ou a engorda? Em qual dessas três fases rende mais na pecuária? Muitos produtores ao iniciarem a criação de gado ficam com essa dúvida e até mesmo os que já estão na atividade e que pretendem ampliar o negócio também se questionam sobre qual fase adotar.
A fase que geralmente rende mais na pecuária é a fase de engorda. Durante essa fase, o gado é alimentado com uma dieta rica em nutrientes para promover o ganho de peso e o desenvolvimento muscular.
A engorda é uma etapa crítica na produção de carne bovina, pois é nessa fase que os animais alcançam seu peso ideal para o abate, resultando em uma maior quantidade de carne disponível para venda. A criação e recria também são importantes, mas geralmente exigem mais tempo e investimento antes que os animais atinjam o peso adequado para o abate.
Mas, embora a fase de engorda tenha potencial para gerar um retorno financeiro maior devido ao valor de mercado mais elevado da carne, é fundamental considerar todos os custos envolvidos e realizar análises financeiras para determinar a rentabilidade específica para cada propriedade. Por isso, para que você tenha uma visão macro, o PENSAR AGRO traz aqui informações para você entender cada uma das fases e ver o que mais se adapta às condições e à sua propriedade:
CRIA – A fase de cria envolve a reprodução e o nascimento dos animais. Nessa fase, o objetivo principal é aumentar o rebanho, seja através da reprodução natural ou por meio de técnicas de reprodução assistida, como inseminação artificial. A criação de animais nessa fase requer cuidados especiais para garantir a saúde das mães e dos bezerros, como uma nutrição adequada e acompanhamento veterinário. Inclusive, o melhoramento genético que é uma das áreas que mais crescem por isso, muitos pecuaristas estão investindo em promover tecnologias que garantem uma alta produtividade, desde a fase da cria.
Os que não têm estrutura para atuar com estação de monta ou até mesmo com a inseminação artificial, podem comprar bezerro no mercado. E, a partir do momento que você insere esses novos animais na propriedade, precisa estabelecer um protocolo nutricional para que ganhem peso e cheguem na próxima fase com o peso esperado.
A fase da cria demanda a vermifugação, mochar (a retirada dos chifres) e um dos momentos mais estressantes da criação bovina: a desmama. Ainda, tem a introdução alimentar e a adaptação para o creep feeding.
Se você não sabe, o creep feeding é uma prática na pecuária em que os bezerros têm acesso a uma alimentação suplementar enquanto ainda estão em fase de amamentação, antes da desmama. Durante o creep feeding, uma área separada é disponibilizada para os bezerros, geralmente com um acesso restrito que permite apenas a passagem dos bezerros, enquanto as vacas mães são impedidas de acessar essa área.
O objetivo do creep feeding é fornecer uma nutrição adicional aos bezerros, além do leite materno, para promover um crescimento mais rápido e um desenvolvimento mais precoce. Os suplementos alimentares utilizados no creep feeding podem incluir grãos, rações, suplementos minerais ou proteicos, entre outros. Esses alimentos são selecionados de acordo com as necessidades nutricionais dos bezerros em crescimento.
O creep feeding pode ser uma estratégia útil para melhorar o ganho de peso dos bezerros e prepará-los para a fase de recria e engorda. Além disso, essa prática também pode aliviar a pressão sobre as vacas mães, uma vez que os bezerros ficam menos dependentes do leite materno à medida que consomem os alimentos suplementares.
No entanto, é importante que o creep feeding seja realizado adequadamente, levando em consideração a idade dos bezerros, a qualidade dos alimentos oferecidos e o manejo nutricional como um todo. É fundamental que a dieta suplementar seja equilibrada e fornecida de forma controlada para evitar problemas de saúde e garantir um crescimento saudável dos animais. Portanto, é recomendado buscar orientação de um profissional especializado em nutrição animal antes de implementar o creep feeding.
RECRIA – Após a fase de cria, temos a fase de recria. Nessa etapa, os bezerros já desmamados passam a ser alimentados com uma dieta sólida e ganham peso e tamanho. O objetivo da recria é promover o crescimento saudável dos animais, preparando-os para a fase de engorda. Essa fase pode levar alguns meses ou até mesmo mais de um ano, dependendo da raça do animal e do sistema de produção adotado.Ainda, durante a reprodução, se você espera animais maiores e melhores, não esqueça de seguir um caminho diferente do tradicional. Investir em tecnologia e oferecer aditivos é um caminho rentável e que trará destaque entre os compradores: Como produzir bezerros de qualidade e maiores?
Sim, recria dá lucro, mesmo sendo a fase mais extensa do gado. Com duração entre 12 e 14 meses, a recria é a fase intermediária e com mais desenvolvimento do gado. Ao sair da desmama, passa a enfrentar outro desafio, manter a engorda durante a seca e a prevenção de doenças que impactam diretamente a produtividade.
Nesse caso, a nutrição é fundamental para evitar prejuízos. Sal mineral e proteinado, além de aditivos no cocho, garantem o aumento de peso progressivo do gado. Durante a seca, oferecer no cocho uma ração e silagem que substitua o pasto é outra tarefa necessária. Se você ainda não sabe o que oferecer, temos uma receita simples de se produzir:
As principais vacinas também são aplicadas na recria. Então, programe-se para não deixar nenhuma para trás: Calendário da pecuária 2023: vacina, sal e vermífugo para gado.
ENGORDA – finalmente temos a engorda, que é a fase em que os animais são alimentados com uma dieta específica e concentrada para promover o ganho de peso e o acúmulo de gordura. O objetivo principal da engorda é preparar os animais para o abate, maximizando a produção de carne de qualidade.
Durante a fase de engorda, os animais são alimentados com rações balanceadas, compostas por ingredientes como grãos (milho, cevada, trigo, etc.), farelos de oleaginosas, silagem, feno e suplementos minerais. A dieta é cuidadosamente planejada para fornecer os nutrientes necessários, como proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, que promovem o crescimento muscular e o acúmulo de gordura nos animais.
A duração da fase de engorda pode variar dependendo de vários fatores, como a raça do animal, o sistema de produção e os objetivos do produtor. Em sistemas intensivos, os animais podem atingir o peso ideal para o abate em alguns meses, enquanto em sistemas extensivos, esse período pode ser mais longo.
Durante a engorda, é importante monitorar regularmente o peso dos animais e ajustar a dieta de acordo com suas necessidades. O manejo nutricional adequado, juntamente com boas práticas de manejo sanitário e de bem-estar animal, contribui para um ganho de peso eficiente e saudável.
A rentabilidade da fase de engorda depende de vários fatores, como o preço de mercado da carne, os custos de alimentação, o custo de aquisição dos animais, os gastos com mão de obra e outros custos de produção. É importante realizar um planejamento adequado e uma análise financeira para garantir que a engorda seja realizada de forma econômica e lucrativa.
Em resumo, a fase de engorda na pecuária é essencial para maximizar a produção de carne. Ela envolve alimentar os animais com uma dieta balanceada e concentrada, promovendo o ganho de peso e o acúmulo de gordura para prepará-los para o abate. O sucesso da engorda depende do manejo nutricional adequado e de boas práticas de manejo animal.
E QUAL RENDE MAIS – Independentemente da sua escolha, você acompanha a cotação diária da arroba do gado? Para saber qual rende mais na pecuária e qual o melhor para compra com foco na aquisição de novos animais ou até mesmo a reposição, é preciso acompanhar o mercado.
Estar por dentro dos preços cobrados diariamente não apenas no seu estado, mas nas demais regiões, comparar com os números da semana e até meses anteriores, te dá maior margem de segurança não apenas na compra de novos animais, mas também na venda.
Isso cabe também não apenas na comercialização, mas no manejo diário. Cada fase demanda de cuidados e manejos diferenciados, como a própria ração, mas todas elas têm um investimento que varia de acordo com a localidade, raça, sistema (pasto ou confinamento), estrutura, cuidado e perda de peso na seca, entre outras demandas. Para isso, você precisa ter muito bem calculado o quanto custa sua pecuária.
Se perguntarmos hoje, o quanto você paga para manter sua propriedade funcionando, você saberia? Ou até mesmo se o seu negócio está com lucro? Para ter essas respostas na ponta da língua, tenha tudo muito bem pontuado e organizado. Não é só o manejo que precisa estar em dia, suas finanças também. Dessa forma, ao se deparar com um bom índice de cotação, terá condições para comprar um novo lote de animais.
Fonte: Pensar Agro
AGRO & NEGÓCIO
Com dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27
Com o fim do vazio sanitário se aproximando e o plantio da soja previsto para começar a partir de setembro nas principais regiões produtoras, o endividamento rural voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro.
Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, dos quais aproximadamente R$ 188 bilhões correspondem a dívidas financeiras diretas dos produtores. Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as articulações para acelerar a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, considerado uma das principais apostas para permitir a renegociação de débitos e recuperar a capacidade de investimento no campo.
A preocupação cresce justamente no momento em que agricultores começam a planejar a safra 2026/27, negociando sementes, fertilizantes, defensivos e operações de custeio. Após anos de custos elevados, juros altos e sucessivas adversidades climáticas, muitos produtores chegam ao novo ciclo com margens reduzidas e dificuldades para acessar novas linhas de crédito.
O problema ganhou dimensão nacional principalmente entre os produtores de soja, principal cultura agrícola do país. Apesar de o Brasil caminhar para colher mais de 180 milhões de toneladas da oleaginosa, a rentabilidade das propriedades sofreu forte pressão nos últimos anos. Em algumas regiões, as margens brutas recuaram mais de 30%, reflexo da combinação entre queda nos preços internacionais, valorização dos insumos e aumento dos custos financeiros.
Os reflexos desse cenário já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. O ambiente mais desafiador levou instituições financeiras a endurecer critérios de concessão de crédito e exigir garantias adicionais, reduzindo a capacidade de financiamento de parte dos produtores.
Nesse contexto, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei 5.122/2023. Embora tenha sido apresentado pelo deputado Domingos Neto, a proposta passou a ser uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária, que atua para viabilizar instrumentos de renegociação de passivos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade produtiva dos agricultores.
A avaliação de lideranças do setor é que a solução para o endividamento precisa ser definida antes do avanço do calendário agrícola. Isso porque grande parte da produtividade é construída antes mesmo do plantio, por meio de investimentos em correção de solo, fertilização, escolha de sementes e proteção fitossanitária. Sem acesso a crédito ou condições adequadas de renegociação, produtores podem reduzir aportes justamente em áreas que influenciam diretamente o desempenho da lavoura.
O debate vai além das propriedades rurais. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, cadeia que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente e sustenta segmentos como biodiesel, proteína animal, logística, armazenagem e agroindústria. Por isso, especialistas alertam que a recuperação financeira dos produtores será decisiva não apenas para a safra 2026/27, mas para a manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos.
Enquanto aguardam uma definição em Brasília, agricultores seguem fazendo contas e ajustando o planejamento da próxima temporada. No campo, a percepção é de que o crédito poderá ser tão importante quanto o clima para determinar os resultados da próxima safra.
Fonte: Pensar Agro
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