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Prefeitura e Rede de Proteção às Crianças e Adolescentes se reúnem para debater protocolo de segurança nas escolas
A Prefeitura de Sinop, através da Secretaria de Educação, Esporte e Cultura, em conjunto com as forças de Segurança Pública, se reuniu nesta manhã (06) com representantes de todos os órgãos envolvidos na rede proteção das crianças e adolescentes, para tratar de um tema urgente e sensível: a identificação das principais dificuldades, necessidades e criação de um protocolo, que ofereça mais segurança no ambiente escolar. A medida emergencial se mostrou ainda mais necessária, após os ataques ocorridos em Blumenau/SC.
Na reunião foram discutidas ações para a segurança das escolas, onde os representantes dos órgãos presentes, apresentaram quais ações serão colocadas em prática de imediato. “A pedido do nosso prefeito Roberto Dorner, diante da situação nacional, foi convocada uma reunião juntamente com a rede de proteção à criança e adolescente do município, na qual nós identificamos que dentro do nosso município, precisamos implantar um protocolo de segurança, nas nossas unidades, tanto da rede municipal, quanto estadual e privada. Hoje, diante dessa reunião, fizemos uma força tarefa, com a participação do Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Assistência Social, Bombeiros e secretaria de Trânsito, para sairmos daqui com um encaminhamento para criação deste protocolo de segurança, que será adotado em toda a rede escolar do nosso município”, pontuou a secretária.
“Também nos reunimos com os diretores e coordenadores das unidades, para orientar a todos e buscar saídas para termos um trabalho efetivo com segurança dentro das nossas unidades”, complementou a secretária. Vale ressaltar que já existe uma parceria com a Polícia Militar, através da ronda escolar. Também foi solicitado pela gestão, que ocorra um reforço e intensificação dessa ronda, com maior fluxo, em grande escala, para que os nossos alunos e profissionais, das escolas, se sintam mais seguros.
Segundo o 1º Tenente Adriano Muniz, da polícia militar, essa reunião envolvendo vários órgãos, é uma ação integrada e necessária, para criação deste protocolo de prevenção, mas também de ação para segurança das escolas. “Nós já temos a ronda escolar, que atende todas as unidades, conforme é demandada. Nos deslocamos para resolver os conflitos, mas também de forma preventiva, para evitar ações criminosas nessas unidades. Hoje nos reunimos para que os órgãos conversassem entre si, para criar esse protocolo e definir as funções de cada órgão envolvido”, disse.
O Promotor de Justiça, Nilton Padovan, destaca a importância de ações imediatas. “A importância em primeiro momento é definir o fluxograma, ou seja, como serão tratados todos os casos envolvendo violência escolar no município de Sinop, ou indícios de violência escolar, ou seja, o que a escola tem que fazer, depois qual órgão de segurança que vai atuar, qual órgão da rede de proteção vai atuar e assim sucessivamente, para que haja realmente uma eficiência, para que um segundo momento os pais dessas crianças que estudam nessas escolas possam ficar mais tranquilos no sentido de que alguma coisa está sendo feita, e que será o melhor possível. Sem dúvida, se faz necessária uma reformulação desta política que está acontecendo e, por isso, a importância desse fluxograma, desse protocolo que estabelecemos aqui hoje. A partir de segunda-feira [colocado imediatamente]”.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar
A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.
Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.
1. Mapeie os itens críticos da operação
Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.
Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.
2. Revise o consumo médio com frequência
Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.
Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.
3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento
Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.
Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.
4. Integre a farmácia aos setores assistenciais
A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.
Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.
5. Padronize cadastros e unidades de medida
Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.
Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.
6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação
Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.
A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.
7. Estruture planos para compras emergenciais
Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.
Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.
8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez
A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.
Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.
Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.
PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.
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