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STJ celebra a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural em abertura de simpósio

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) promoveu, nesta quarta-feira (15), a abertura do Simpósio Internacional de Direito do Patrimônio Cultural e Natural. Com a participação de juristas, diplomatas, cientistas e administradores públicos, o evento tem como objetivo celebrar, até a próxima sexta-feira (17), os 50 anos da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural e debater suas conquistas, lacunas e seus desafios.

Estabelecida em 1972, a convenção é apontada como um marco histórico, pois foi o tratado internacional que reuniu, pela primeira vez, os conceitos de conservação da natureza e dos bens culturais. A visão do documento sobre os temas se revelou ainda mais relevante nos dias atuais, com o agravamento das mudanças climáticas e os desafios globais das sociedades contemporâneas em termos culturais e ambientais.​​​​​​​​

Ministros do STJ, outras autoridades brasileiras e representantes de organismos internacionais formaram a mesa na cerimônia de abertura do simpósio. | Foto: Lucas Pricken / STJ

A cerimônia de abertura do evento, realizada no auditório externo da corte, teve a participação da presidente do STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura; do vice-presidente, ministro Og Fernandes; do ministro Herman Benjamin, coordenador científico do simpósio, além de autoridades brasileiras e representantes de organismos internacionais.

Patrimônio cultural e natural representa fator aglutinador dos povos

A presidente do STJ destacou que a convenção representou um avanço notável ao posicionar, lado a lado, o patrimônio cultural e o patrimônio natural. “Cuida-se de uma leitura holística que considera o ambiente humano em suas dimensões construída e natural. São, portanto, mundos entrelaçados que constituem espaço vital para a existência humana”, afirmou Maria Thereza.

Segundo a ministra, o campo do patrimônio cultural e natural ainda enfrenta grandes desafios. Ela alertou que a globalização impulsiona a industrialização e o extrativismo, colocando em risco centros de tradição cultural, assim como a própria integridade dos espaços reservados da natureza. Por outro lado – observou –, o agravamento das mudanças climáticas demanda ações concentradas em escala global, voltadas à preservação do meio ambiente.

“Resulta daí a importância de uma visão protetiva do patrimônio cultural e natural em uma dimensão humanista e universal. Afinal, em muitos casos, a preservação de tal patrimônio pode ser o fator de aglutinação de um povo e, portanto, da formação do sentimento de orgulho que dá base a uma nação”, ressaltou.

Debates aproximam mundo jurídico do patrimônio cultural e natural 

Coordenador geral do simpósio, o vice-presidente do STJ, ministro Og Fernandes, citou o poeta Mário Quintana para definir o que ele espera do evento: “O segredo é não correr atrás das borboletas. O segredo é cuidar do jardim, para que elas venham até você. Estamos aqui para cuidar desse jardim”, declarou.

Em seguida, o ministro Herman Benjamin lembrou que é a primeira vez em que se discute patrimônio cultural em um evento na corte. “Não há povo realmente civilizado se não houver atenção ao patrimônio cultural. Podem se achar civilizados, mas não deixarão de ter uma parcela de barbárie”, afirmou.

Para a embaixadora Paula Alves de Souza, futura representante permanente do Brasil perante a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o simpósio tem a importante função de aproximar o patrimônio cultural e natural das discussões jurídicas: “Mais do que estabelecer um diálogo, desejo que, de fato, busquemos ter um arcabouço jurídico para a defesa do patrimônio natural e cultural brasileiro”.

Atual representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto lembrou que a convenção foi o primeiro tratado internacional que uniu os conceitos de patrimônio cultural e natural.

“Quando observamos o agravamento das mudanças climáticas, os riscos à democracia e os desafios globais atuais em termos culturais e ambientais, nos damos conta do pioneirismo da convenção de 1972 e de como a salvaguarda do patrimônio mundial antecipa e influencia debates como este que faremos, aqui, no âmbito do Poder Judiciário”, disse.

A embaixadora da França no Brasil, Brigitte Collet, alertou que o equilíbrio mundial – especialmente no que diz respeito ao meio ambiente – sempre esteve ameaçado, mesmo após a assinatura da convenção, há cinco décadas.

Ela declarou que ocorre atualmente a perda do enraizamento das comunidades, o que ameaça a transmissão do patrimônio imaterial: “Oportunidades econômicas são perdidas nas indústrias criativas, no turismo cultural, e, por isso, precisamos fazer esforços para apoiá-las”.

Também participaram da abertura do simpósio o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Nelson Alves; o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Ubiratan Cazetta, e o presidente da Associação dos Membros do Ministério Público (Conamp), Manoel Murrieta.

Ministra Margareth Menezes defende legado responsável da humanidade

Na conferência de abertura do simpósio, presidida pela embaixadora Paula Alves de Souza, a convidada foi a ministra da Cultura, Margareth Menezes, que relacionou sua trajetória de vida com os temas debatidos no primeiro dia do evento.

De acordo com a ministra, não se pode pensar na produção cultural sem a interligação entre pessoas, territórios e meio ambiente: “Em todos os lugares da Terra, há gente protegendo seu local de origem e defendendo seus legados culturais. Por mais diferentes que eles possam parecer, existe algum mistério, alguma mensagem, alguma âncora de memória social e espiritual na defesa feita pelo povo”.

Ao abordar a importância do simpósio, Margareth Menezes destacou que ele tem o papel de acender na sociedade a consciência quanto à responsabilidade do legado deixado pelo ser humano.

“Estamos precisando reafirmar o valor do nosso patrimônio e recontar a história de nosso povo, mas de uma maneira nova, reconhecendo e afirmando o valor das culturas africanas e indígenas na formação da sociedade brasileira como um todo, com participação e representatividade”, concluiu a ministra.

Simpósio terá quatro painéis nesta quinta-feira

Organizado pelo STJ, pelo Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF) e pela Unesco, o simpósio continua sua programação nesta quinta-feira (16), a partir das 9h, com o painel “Cultura e Natureza: panorama legal e judicial internacional e comparado”. Às 11h15, o segundo painel abordará a temática “Cultura, Natureza e Patrimônio Mundial e Nacional: introdução à jurisprudência brasileira”.

Após uma pausa para o almoço, o simpósio retorna às 14h30, debatendo “Aspectos Complexos do Patrimônio Cultural e Natural: os próximos 50 anos da Convenção do Patrimônio Mundial”. Às 16h30, ocorre a última atividade do dia, a mesa-redonda “Questões complexas no direito e na jurisprudência brasileiros sobre patrimônio histórico e cultural”.

Antes da abertura do simpósio, ao longo de todo o dia, juízes federais e estaduais participaram de um workshop restrito a magistrados para discutir e aprovar enunciados sobre o tema e os termos de uma declaração.

Fonte: STJ

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Como usar assinatura digital para agilizar processos jurídicos

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Descubra como usar a assinatura digital para agilizar processos jurídicos, saiba a diferença entre assinatura eletrônica e digital e veja dicas de segurança e boas práticas para a área de Direito.

A tecnologia tem revolucionado todas as áreas do mercado, e o universo jurídico não ficou de fora dessa transformação.

Com a digitalização dos documentos, audiências virtuais e peticionamentos eletrônicos, a assinatura digital passou a ser uma aliada fundamental para advogados, empresas e órgãos do Judiciário.

Ela oferece mais agilidade, segurança e eficiência no trâmite de contratos, procurações, petições e outros atos essenciais para o andamento dos processos.

Neste artigo, descubra como usar a assinatura digital para acelerar processos jurídicos, reduzir burocracias e garantir total validade legal em suas demandas.

Entenda o papel da assinatura eletrônica e digital no Direito

No contexto jurídico, é comum que os termos “assinatura eletrônica” e “assinatura digital” sejam usados como sinônimos, mas há uma diferença técnica importante entre eles.

A assinatura eletrônica é um conceito amplo, englobando qualquer método de identificação de autoria em meio digital, como senhas, tokens, biometria ou até mesmo o simples ato de digitar o nome em um campo.

Ela já possui validade jurídica em muitos casos e é amplamente utilizada em plataformas de peticionamento eletrônico e portais do governo.

A assinatura digital, por sua vez, é um tipo de assinatura eletrônica baseada em certificado digital, emitido por uma autoridade certificadora reconhecida, como as que integram a ICP-Brasil.

Esse certificado garante a autenticidade, a integridade e o não repúdio do documento, conferindo valor legal idêntico ao de uma assinatura manuscrita reconhecida em cartório.

Na prática, ambas têm papel essencial para desburocratizar e acelerar o dia a dia dos profissionais do Direito, tornando o fluxo processual mais rápido e seguro.

Principais benefícios da assinatura digital em processos jurídicos

O uso da assinatura digital traz uma série de vantagens para escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e órgãos públicos. Veja os principais benefícios:

  • Agilidade nos trâmites: Assinaturas de contratos, petições, procurações e pareceres podem ser realizadas em minutos, sem necessidade de imprimir, reconhecer firma ou se deslocar até o cartório.
  • Redução de custos: Menos gastos com papel, transporte, envio de documentos físicos e autenticações presenciais. Os processos tornam-se mais econômicos e sustentáveis.
  • Validade jurídica: Documentos assinados digitalmente têm a mesma força legal que os assinados à mão, desde que sigam as normas da ICP-Brasil.
  • Segurança e rastreabilidade: Cada assinatura digital fica vinculada ao certificado do assinante, com registro de data, hora, IP e trilha de auditoria, o que dificulta fraudes e alterações não autorizadas.
  • Facilidade para atuar à distância: Em tempos de trabalho remoto e processos eletrônicos, a assinatura digital permite que advogados, clientes e testemunhas validem documentos de onde estiverem, acelerando acordos e instruções processuais.

Como implementar a assinatura digital no fluxo jurídico

Para começar a usar a assinatura digital no seu escritório ou setor jurídico, siga alguns passos essenciais:

  1. Adquira um certificado digital: Procure uma autoridade certificadora reconhecida pela ICP-Brasil e faça a emissão do seu certificado digital (e-CPF, e-CNPJ, token ou smartcard).
  2. Escolha uma plataforma confiável: Existem diversas soluções especializadas para o meio jurídico, como Clicksign, DocuSign, Certisign, Adobe Sign e até sistemas integrados dos tribunais. Verifique se a ferramenta oferece criptografia, auditoria, autenticação em dois fatores e integrações com sistemas de gestão de documentos (GED) ou processos judiciais eletrônicos.
  3. Digitalize o seu acervo: Migre contratos, procurações, petições e outros documentos para o formato digital, padronizando a tramitação eletrônica dentro do escritório.
  4. Oriente clientes e parceiros: Informe clientes, sócios, correspondentes e testemunhas sobre como funciona a assinatura digital, esclareça dúvidas e garanta que todos estejam confortáveis com o novo modelo.
  5. Implemente rotinas seguras: Mantenha o certificado digital protegido, utilize senhas fortes e ambientes seguros ao assinar documentos. Treine a equipe sobre boas práticas de segurança digital.

Casos práticos: onde a assinatura digital agiliza o Direito

O uso da assinatura digital já é uma realidade em diversas situações cotidianas do universo jurídico:

  • Petições e recursos: A maioria dos tribunais brasileiros já aceita (ou até exige) petições assinadas digitalmente nos sistemas de Processo Judicial Eletrônico (PJe), eliminando o uso do papel.
  • Procurações: Procurações públicas e particulares podem ser assinadas digitalmente, conferindo agilidade na representação de partes e no ingresso de ações.
  • Contratos e distratos: Instrumentos de negociação, acordo e rescisão podem ser validados em minutos, permitindo o fechamento de negócios à distância e com total validade jurídica.
  • Laudos e pareceres: Documentos técnicos e jurídicos podem ser assinados digitalmente, assegurando autoria, integridade e fácil conferência posterior.
  • Audiências e atas: Atas de audiências virtuais e presenciais podem ser assinadas eletronicamente, facilitando o arquivamento e o acesso posterior.

Dicas de segurança para advogados e clientes

  • Proteja seu certificado digital: Nunca compartilhe senha ou token, utilize computadores confiáveis e mantenha softwares sempre atualizados.
  • Confira sempre antes de assinar: Leia atentamente o conteúdo do documento digital antes de concluir a assinatura.
  • Valide a assinatura recebida: Utilize ferramentas oficiais (como o validador ICP-Brasil) para conferir a autenticidade de documentos recebidos.
  • Tenha backup seguro: Armazene cópias digitais em ambientes protegidos, com acesso restrito e backups automáticos.
  • Treine a equipe: Mantenha todos atualizados quanto às melhores práticas para evitar golpes e fraudes digitais.

O futuro do Direito: agilidade, economia e sustentabilidade

A adoção da assinatura digital representa um passo importante para tornar o ambiente jurídico mais moderno, ágil e alinhado às necessidades da sociedade digital.

Além de acelerar o andamento processual e diminuir custos, a digitalização contribui para a sustentabilidade, reduzindo o uso de papel e facilitando o armazenamento de informações.

Com a ampliação dos processos eletrônicos, dos atendimentos remotos e da integração entre sistemas, o uso da assinatura digital tende a crescer ainda mais, tornando-se um diferencial competitivo para escritórios, departamentos jurídicos e profissionais autônomos.

Invista em tecnologia, atualização constante e promova uma cultura digital para aproveitar todos os benefícios dessa transformação.

Conclusão

Implementar a assinatura digital é um caminho sem volta para quem busca mais eficiência, segurança e competitividade no setor jurídico.

Do peticionamento à formalização de contratos e procurações, as soluções digitais já são reconhecidas e indispensáveis nos tribunais e escritórios mais modernos.

Siga as dicas deste artigo, escolha as ferramentas certas e agilize os processos jurídicos do seu dia a dia com muito mais confiança e praticidade.

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