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Exposição “Pantanal em Mim” abre neste sábado no Museu do Morro da Caixa D’Água Velha

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O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá, recebe neste sábado, às 9h, a abertura da exposição “Pantanal em Mim”, da artista plástica Adaiele Almeida. A programação, das 8h às 17h, reúne ainda uma aula de Yôga, conduzida pela professora Marielly Camargo, e uma feira de artesanato e gastronomia, oferecendo ao público diferentes atividades em um mesmo espaço de convivência, cultura e lazer. O evento será realizado no dia 8 de agosto.

A mostra reúne 20 obras autorais produzidas em óleo, acrílica e técnica mista sobre tela. Natural de Cáceres (MT), Adaiele Almeida é artista plástica, professora e integrante da Associação dos Artistas Plásticos do Estado de Mato Grosso (Artemat). Sua produção artística é inspirada nas memórias da infância, na cultura ribeirinha e na fauna e flora do Pantanal, buscando retratar o bioma para além da paisagem, por meio de suas águas, comunidades, espécies e da relação afetiva entre o ser humano e a natureza.

Segundo a artista, a exposição nasceu da ideia de que o Pantanal ultrapassa os limites geográficos e permanece na identidade de quem vive esse território. “Pantanal em Mim nasce da ideia de que o Pantanal não é apenas um lugar geográfico, mas uma presença que permanece dentro de quem o vive. Cada obra convida o visitante a enxergar o Pantanal não apenas com os olhos, mas também com a sensibilidade”, afirma Adaiele. Ao longo do período de visitação, previsto de 9 de agosto a 10 de setembro, também serão promovidas oficinas artísticas para crianças, workshops e visitas guiadas, com programação a ser divulgada posteriormente.

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Além da abertura da exposição, o público poderá participar de uma aula de Yôga ministrada por Marielly Camargo. A proposta é proporcionar uma experiência baseada em técnicas de respiração, movimentos conscientes, relaxamento e meditação, utilizando fones de ouvido para garantir maior imersão. A atividade antecede a visita às obras e busca estimular um olhar mais atento e uma experiência de contemplação.

Para Marielly, a prática contribui para ampliar a conexão do público com a arte e com o ambiente do museu. “O Yôga nos ensina a desacelerar e a direcionar a atenção para o momento presente. Quando silenciamos a mente e nos conectamos com a respiração, passamos a perceber detalhes que, na correria do dia a dia, muitas vezes passam despercebidos”, destaca. Ela acrescenta que integrar bem-estar, patrimônio histórico e produção artística favorece uma vivência mais significativa dos espaços culturais.

Durante todo o sábado, os visitantes também poderão conhecer a feirinha de artesanato e gastronomia, que reúne produtos locais e complementa a programação preparada para diferentes públicos. A iniciativa busca incentivar a valorização da produção artesanal, da culinária regional e do patrimônio histórico representado pelo Museu do Morro da Caixa D’Água Velha.

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SERVIÇO

Evento: Abertura da exposição Pantanal em Mim
Artista: Adaiele Almeida
Data: Sábado, 8 de agosto
Horário: Das 8h às 17h
Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Rua Comandante Costa, em frente à Contaud, Cuiabá (MT)
Programação: Abertura da exposição, aula de Yôga com Marielly Camargo e feirinha de artesanato e gastronomia.
Entrada: Gratuita.

Exposição: Pantanal em Mim
Período de visitação: De 9 de agosto a 10 de setembro.

 

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Exposição Dois Mundos reúne obras e memórias de Masanobu Kazurayama 

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Em cartaz desde a última segunda-feira (3), a exposição Dois Mundos: O Legado de Masanobu Kazurayama segue emocionando o público no Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá. Desde a abertura, a mostra virou ponto de encontro de familiares, ex-alunos, amigos e admiradores do artista plástico e professor, que se reuniram para recordar, reconhecer e apresentar seu trabalho às novas gerações.

Masanobu Kazurayama (In memoriam)

A homenagem nasceu de uma iniciativa espontânea de antigos alunos, em parceria com a família, e reúne cerca de 30 pinturas do mestre, além de obras produzidas por seus discípulos. Segundo o coordenador da mostra, Evans Camargo, tudo começou com o contato entre as pessoas que conviveram com o professor. “Entramos em contato com a família e decidimos realizar essa exposição. Ela traz 30 obras do mestre e também obras de seus alunos. É um resgate histórico tanto da técnica aplicada por Kazurayama quanto da produção de seus alunos”, afirmou.

Para além da qualidade técnica das pinturas em óleo sobre tela, a exposição coloca em evidência a dimensão humana de Kazurayama, lembrado pela dedicação ao ensino e pela disposição de colaborar com tudo o que envolvesse a arte. O filho do artista, Fábio Masao Kazurayama, recorda que o pai era incansável quando o assunto era ensinar e cuidar dos espaços em que atuava. “Ele era muito esforçado e dedicado em tudo o que fazia. Se faltasse alguma coisa, ele dava um jeito. Não importava se estivesse fazendo sol ou chuva, porque ele amava o que fazia”, contou.

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A família também se emocionou com o reencontro. A esposa do artista, Clara Emiko Kazurayama, acompanhou a homenagem e se mostrou satisfeita ao ver as obras reunidas novamente. Para ela, a iniciativa reflete o carinho dos antigos alunos pelo mestre. “Fiquei muito satisfeita de ver os quadros dele expostos aqui. As alunas queriam fazer uma homenagem para ele”, declarou.

Entre os visitantes, a estudante Paola Doenha destacou que os detalhes das pinturas transmitem a sensação de conhecer outros lugares por meio da arte e que a trajetória do artista amplia o significado da mostra. “Resiliência, dedicação e inspiração. É um exemplo para a nossa geração que está surgindo agora”, resumiu. O vigilante Sidrac Dias, que conhecia o museu pela primeira vez, contou que a experiência o levou a refletir sobre a importância de valorizar a arte e aproveitar melhor o tempo.

A turismóloga Thaís Nishimura ressalta que o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha cumpre o papel de preservar a memória e aproximar o público das manifestações culturais. Na avaliação dela, a homenagem a Kazurayama permite conhecer referências do Japão e de outros países retratados nas obras, ao mesmo tempo em que valoriza artistas que ajudaram a construir a história cultural de Cuiabá.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Corrêa, lembrou que o museu mantém programação permanente de exposições e segue recebendo investimentos para melhorias na estrutura. Aberto diariamente, inclusive aos fins de semana, o espaço segue com a mostra Dois Mundos, dando a moradores e turistas a chance de conhecer de perto a trajetória de um artista que transformou a técnica em legado e fez da arte instrumento de ensino e inspiração.

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