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AGRO & NEGÓCIO

O cenário positivo e os desafios do agronegócio em 2023

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O PIB do agronegócio brasileiro alcançou recordes sucessivos no biênio de 2020 e 2021, com um dos melhores resultados da história recente do agronegócio.

Já no ano passado, o PIB do setor teve recuos sucessivos ao longo dos três primeiros trimestres. O principal fundamento para esse cenário de queda foi a forte alta dos custos com insumos, tanto na agropecuária quanto nas agroindústrias.

Para 2023, a expectativa é que o agronegócio tenha o maior crescimento em 5 anos. O Instituto Brasileiro de Economia calcula que o PIB do setor deve avançar 8%.

Este avanço esperado é explicado pela provável alta na safra de grãos, cereais e leguminosas, com crescimento estimado de 11,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Soja e o milho devem ser os destaques, com as produções de cana-de-açúcar, frutas e hortaliças também andando bem.

As expectativas mundiais indicam que o consumo de grãos deve aumentar este ano, com estoques no menor nível dos últimos oito anos, segundo o Conselho Internacional de Grãos. Nesse cenário, cresce a importância da safra brasileira.

Todo este otimismo para 2023 só será confirmado com a ajuda do clima. A seca nos últimos anos causada pelo fenômeno La Niña deve perder força no segundo trimestre deste ano.

Tecnologia a favor da agricultura brasileira

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A tecnologia oferece uma miríade de novas possibilidades para se explorar, principalmente no campo. Ela é a chave para a expansão do setor, com soluções que vão desde monitoramento de colheita, uso de drones, máquinas com piloto automático e ferramentas de planejamento e análise de resultados.

“A agricultura tem de ser lucrativa e tecnificada”, afirma a chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Paula Packer, que acredita que dobrar a produção agrícola é uma possibilidade real.

No entanto, ainda temos limitações técnicas a serem resolvidas. Hoje, 73% das propriedades rurais brasileiras ainda não estão conectadas à Internet, de acordo o Ministério da Agricultura. É comum vermos o uso do pen drive para coletar dados dos equipamentos. Tornando o processo lento e suscetível a erros.

Por meio de dispositivos inteligentes conectados a Internet, podemos monitorar parâmetros importantes do ambiente, como temperatura e umidade, além da condutividade elétrica do solo em tempo real. Assim, é possível obter melhores resultados e maior retorno sobre o investimento.

De qualquer lugar do mundo, pesquisadores podem modelar dados e determinar a necessidade de irrigação ou fertilização.

Algumas empresas brasileiras estão tentando diminuir as limitações de conectividade para estabelecer a ligação entre os softwares e dispositivos, por meio da Internet de alta velocidade.

Um exemplo disso é o Fuga pras Colinas, empresa que trata de Tecnologia e Internet Rural, que já ajudou mais de 22 mil famílias do campo a ter uma melhor conexão à Internet rural

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De acordo com Arthur Cursino, proprietário da empresa, a conexão à internet é só o primeiro passo, depois dela, muitos outros recursos se tornam disponíveis, como monitoramento à distância, automação das operações e abertura de novos canais de negociação e vendas.

Não apenas no monitoramento da plantação podemos usar a tecnologia conectada. Ela também auxilia no planejamento da próxima safra, no cálculo dos custos de sementes, fertilizantes e água para garantir que os custos de preparo da terra diminuam.

Na pecuária, também vemos os benefícios da tecnologia monitorada remotamente. Seja no controle dos horários de alimentação, rastreamento da energia necessária, qualidade da forragem e mais.

Para impulsionar esses avanços, precisamos de uma infraestrutura de conectividade mais sólida, que possibilite aos investidores seguirem fornecendo ao produtor as melhores soluções. 

É como ter boas estradas: assim como elas facilitam a distribuição da produção, o tráfego de dados também necessita de melhorias para otimizar o desempenho. Portanto, é essencial investir em conectividade para tornar mais eficientes os resultados.

 

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AGRO & NEGÓCIO

Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

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O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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