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Corumbá comemora 244 anos

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Foto: Rene Márcio Carneiro

Por João Arruda | Cáceres MT

Quando a povoação de Vila da Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque – atual Corumbá- há exatos 244 anos,  a ocupação do vasto território pantaneiro,  já havia sido estrategicamente assegurado aos portugueses no Tratado de Madri de 1750.

Hoje 21 de setembro a cidade de Corumbá comemora seu aniversário, porém,  tudo foi acordado entre lusos e espanhóis no qual os portugueses retiraram  seus compatriotas da cidade de Sacramento no Uruguai e o Vice Reino da Espanha recuaria da região chamada Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul,  ali o surgimento de Corumbá foi traçado com objetivo de assegurar posses das terras a Coroa Portuguesa, se tornando anos mais tarde a chamada Capital da Tríplice Fronteira do Centro Oeste Brasileiro.

Mas nem tudo transcorreu em calmaria em dezembro de 1865, o pacífico povo de Corumbá, é apanhado de surpresa com uma invasão sangrenta e permanece sob o jugo dos invasores paraguaios até junho de 1867, quando volta a ser reincorporada ao Império  do Brasil. 

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A localização de Corumbá com comércio intenso com restante do país e da Europa logo a tornou em um dos portos fluviais mais importantes  da América do Sul. 

Seu desenvolvimento flui com a chegada da rede ferroviária Noroeste,  além de grandes empresas, tanto na navegação, quanto na exploração dos minérios extraídos do Maciço de Urucum, eleva o município a importância que carrega até os dias atuais. 

Na década de 1970 , o movimento diversionista consegue enfim riscar o então Mato Grosso em duas partes.

Na partilha Corumbá ficou no território sul-mato-grossense, porém manteve suas características embrionárias como a cultura autêntica herdada desde os primeiros habitantes e as influências dos colonizadores europeus e árabes (estes com forte presença na Cidade Branca), assegurando os saberes nativos,  a cultura e o apreço às tradições locais. 

Cidade Branca apelido carinhoso, devido às suas reservas de calcário que se estende por todo o seu território à margem direita do Rio Paraguai,  este durante muito tempo foi o principal meio de transporte para se chegar ou sair de Corumbá. 

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Nossos parabéns a gente Corumbaense nesta data em que festeja seu aniversário conservando eternamente o calor de sua gentil hospitalidade. Afinal Ladário,  Cáceres e Poconé têm laços umbilicais, são os primeiros núcleos de povoação do Pantanal,  todos  decorrentes do mesmo fundador Luiz de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres.

João Arruda é repórter em Cáceres, com raízes familiares em Corumbá.

 

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TCE-MT aprova contas de Alto Garças, Guiratinga e Araguaiana com superávit de R$ 50,9 milhões

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Conselheiro-relator, Waldir Teis | Foto: Thiago Bergamasco

Com equilíbrio das contas públicas, dinheiro em caixa para honrar obrigações e cumprimento dos principais limites constitucionais e legais, as contas anuais de governo dos municípios de Alto Garças, Guiratinga e Araguaiana, referentes ao exercício de 2005, receberam parecer prévio favorável à aprovação do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Sob relatoria do conselheiro Waldir Teis, os balanços foram apreciados na sessão ordinária do último dia 29.

Em seu voto, o conselheiro ressaltou a importância de uma análise ampla das contas públicas, para além dos dados fiscais. “É imperioso que sejam analisados o panorama socioeconômico do município e a gestão financeira e contábil propriamente dita, a fim de possibilitar uma avaliação real do desempenho das contas públicas, bem como do cumprimento, pelo chefe do Executivo, de seu dever de preservação do equilíbrio fiscal e de gestão responsável na elaboração e execução do orçamento, que é o eixo central da responsabilidade fiscal.”

Alto Garças, Guiratinga e Araguaiana mantiveram o equilíbrio fiscal e encerraram o exercício com arrecadação superior às despesas executadas, com superávit orçamentário de R$ 21,5 milhões, R$ 17,9 milhões e R$ 11,5 milhões, respectivamente.

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Os três municípios também encerraram o ano com disponibilidade financeira líquida positiva, o que garantiu capacidade financeira para cobrir suas obrigações imediatas. A disponibilidade líquida foi de R$ 22 milhões para Alto Garças, R$ 17,13 milhões para Guiratinga e R$ 5,5 milhões para Araguaiana.

Os municípios também cumpriram os limites e percentuais constitucionais e legais, requisitos indispensáveis para o parecer prévio favorável. Na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino, a aplicação mínima de 25% foi atendida por Alto Garças (25,49%), Guiratinga (25,65%) e Araguaiana (30,86%). A valorização dos profissionais do magistério também foi superior ao mínimo de 70%, com aplicações de 91,95%, 97,30% e 91,23%, respectivamente. Na área da saúde, Alto Garças aplicou 31,83%, Guiratinga, 17,63% e Araguaiana, 22,82%.

Os três municípios ainda mantiveram seus gastos com pessoal (Executivo, Legislativo e consolidado do município) abaixo do máximo estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento da gestão, o relator expediu recomendações com diretrizes para o fortalecimento da governança, a regulação e a transparência das informações do saneamento básico, a adoção de melhorias nos procedimentos contábeis para o registro apropriado por competência das despesas trabalhistas, além da adequação da base de cálculo do adicional de insalubridade e da intensificação das ações de vigilância epidemiológica conduzidas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE).

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O relator acolheu integralmente o parecer do Ministério Público de Contas sobre as contas de Alto Garças, que receberam parecer prévio favorável com ressalvas, e parcialmente a respeito das contas de Guiratinga e Araguaiana. Os votos foram seguidos por unanimidade do Plenário.

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