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Dia da Gestante: A importância do pré-natal

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Por Giovana Fortunato

Dia 15 de agosto comemora-se o Dia da Gestante. Um momento tão especial na vida de qualquer mulher merece ser cuidado com muito carinho, amor e, principalmente, muita responsabilidade com a saúde.  Os exames de pré-natal têm grande importância em todo o processo de gestação, as consultas têm um papel fundamental na saúde do bebê.

As consultas de pré-natal devem começar logo que o casal deseje engravidar. Nesta consulta, são esclarecidas dúvidas e apuradas a presença de doenças prévias ou condições que possam oferecer risco à sua gestação e ao seu bebê. São avaliados o uso de medicações para evitar doenças no feto, e abolir maus hábitos na gravidez.

Ao longo da gravidez devem ser feitas no mínimo seis, mas o ideal é que haja consultas mensais até o sétimo mês de gestação, depois quinzenais e, chegando perto do parto, após o oitavo mês, essas consultas devem se tornar semanais.

Os primeiros três meses da gravidez são muito importantes. Afinal, é nesse período que uma série de transformações passa a ocorrer no organismo da futura mamãe: a produção de hormônios cai, outros passam a ser fabricados, a placenta começa a se formar e o bebê já desenvolve os principais órgãos.

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É no primeiro trimestre que a gestante corre maiores riscos de abortos espontâneos e malformações decorrentes de deficiências nutricionais. Por isso, ao planejar uma gravidez, é preciso fazer uma série de exames para conferir se está tudo bem, iniciar a suplementação de ácido fólico e outras vitaminas e ter hábitos alimentares saudáveis.

Cabe ao ginecologista solicitar uma série de exames, como exame de sangue para avaliar o tipo sanguíneo, hemograma e o controle da glicemia, afastando riscos de diabetes gestacional e também para verificação de doenças infectocontagiosas, como sífilis, toxoplasmose, hepatite B e C, rubéola e HIV, que podem provocar sequelas noo bebê.

Também são solicitados no mínimo dois exames de ultrassonografia, sendo um logo no início da gestação, no primeiro trimestre e o outro, entre 20 e 24 semanas. Esses exames conferem se a morfologia e o crescimento fetal estão dentro da anormalidade

A partir do 4º mês a gestante passa a sentir menos enjoos e o bebê começa a crescer rapidamente, com o coração batendo até duas vezes mais depressa que o da mamãe. Neste momento, algumas mães já podem sentir o bebê se mexendo pela primeira vez.

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No 5º mês da gravidez deve-se ter cuidado com o aumento de peso, pois a fome pode aumentar e aqueles desejos podem se tornar mais intensos. Nessa fase o bebê se movimenta bastante e a conexão com a mamãe é ainda maior.

Na reta final da gravidez é preciso descansar bastante. A barriga se torna cada vez mais pesada e encontrar uma posição para dormir pode não ser tão fácil. A companhia e apoio do pai e dos familiares é essencial neste momento, pois o grande dia estará bem pertinho.

Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, professora do HUJM, especialista em endometriose e infertilidade e integra a equipe multidisciplinar da Eladium.

 

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Outubro Rosa também é mês para falar de câncer de boca: exame simples pode salvar vidas

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Por Laura Magalhães

Outubro chegou e, com ele, a cor rosa toma as ruas, as redes sociais e as campanhas de saúde em todo o país. O movimento, que nasceu para conscientizar sobre o câncer de mama, abriu espaço para algo maior: a conversa sobre prevenção e diagnóstico precoce de todos os tipos de câncer. E é nesse contexto que eu, como cirurgiã-dentista, quero trazer um alerta que raramente ganha os holofotes da campanha: o câncer de boca.

Os números justificam a preocupação. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 17 mil casos novos de câncer de boca por ano entre 2026 e 2028. A doença ocupa a quinta posição entre os tumores mais incidentes na população masculina brasileira. São dados que revelam uma realidade incômoda: enquanto o câncer de mama avança em visibilidade, o tumor que se instala na boca — em língua, lábios, assoalho da boca e garganta — segue sendo diagnosticado, na maior parte das vezes, em estágios avançados.

Essa é a maior tragédia silenciosa da odontologia. O câncer de boca é um dos poucos tumores que podem ser identificados por um simples exame visual, feito em poucos minutos, dentro do consultório. Lesões suspeitas — feridas que não cicatrizam por mais de duas semanas, manchas brancas ou avermelhadas, nódulos, dificuldade para mastigar ou engolir — são sinais visíveis, acessíveis ao olhar treinado. Quando detectados cedo, as chances de cura são altas. Quando descobertos tarde, o prognóstico muda drasticamente e o tratamento deixa marcas profundas, muitas vezes comprometendo a fala, a mastigação e a autoestima do paciente.

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Os fatores de risco são conhecidos e, em grande parte, modificáveis. O tabagismo lidera a lista, potencializado pelo consumo de álcool — a associação dos dois multiplica o risco. A infecção pelo HPV, sobretudo o tipo 16, tem ganhado relevância crescente, especialmente nos tumores de orofaringe, e explica o aumento de casos em pessoas mais jovens, que não fumam nem bebem. Somam-se a isso a exposição solar sem proteção (responsável pelos cânceres de lábio), a alimentação pobre em frutas e verduras e a saúde bucal deficiente.

É aqui que o Outubro Rosa nos ensina algo valioso. A campanha do câncer de mama mostrou ao Brasil o poder do autoexame e da mamografia de rastreamento. Por que não aplicar a mesma lógica à boca? O autoexame bucal existe, é simples e pode ser feito em frente ao espelho: basta observar e palpar lábios, língua, bochechas, céu da boca e garganta, procurando alterações. E a visita periódica ao cirurgiã-dentista cumpre papel equivalente ao da mamografia — a avaliação rotineira da mucosa bucal deve fazer parte de qualquer consulta odontológica, mesmo quando o paciente vai “só para uma limpeza”.

Precisamos romper uma barreira cultural: a consulta ao dentista não é apenas sobre dentes. A boca é o espelho da saúde do corpo inteiro, e o profissional que a examina com frequência é, muitas vezes, o primeiro a identificar sinais de doenças sistêmicas — incluindo o câncer. Cada consulta é uma oportunidade de rastreamento que não pode ser desperdiçada.

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Neste Outubro Rosa, meu convite é duplo. À população: cuide-se, faça o autoexame, não deixe uma ferida na boca passar de duas semanas sem avaliação profissional. Aos colegas e à gestão pública: fortaleçamos o exame de mucosa como rotina absoluta e amplifiquemos o acesso ao diagnóstico precoce, especialmente nas unidades básicas de saúde, onde a maioria dos brasileiros é atendida.

O rosa é lindo, mas a prevenção é mais bonita ainda. Que este mês de conscientização sirva para lembrar que a boca também fala — e que ela pode estar avisando, muito antes dos sintomas, que algo precisa de atenção.

Laura Magalhães é cirurgiã-dentista | CRO-MT 2938, fundadora e CEO da Clínica Orale Vida – desde 2003, Graduada em Odontologia pela UNIC Cuiabá; Especialista em Ortodontia pela FUNORTE – Faculdades Unidas do Norte de Minas; Especialista em Dentística pela ABO-MT; Aperfeiçoamento em Ortodontia para Casos Complexos – Sistemas Ertty; Invisalign Doctor; Habilitada em Analgesia Relativa e Sedação Consciente com Óxido Nitroso e Certificada em Sedação Medicamentosa pela Associação Brasileira de Odontologia – Regional Araçatuba-SP; Professora do curso de Auxiliar em Saúde Bucal e Membro da Comissão de Ação Social do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso.



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