CIDADES
Prefeitos destacam importância da Marcha a Brasília para debater pautas e garantir avanços municipalistas
Prefeitos de diferentes regiões, liderados pela Associação Mato-grossense dos Municípios- AMM, participam da XXIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que segue até esta quinta-feira (28), no Centro Internacional de Convenções do Brasil. Com o tema ‘Município: o caminho para um Brasil melhor’, o evento conta com mais de seis mil participantes, de várias regiões do país. A programação inclui painéis temáticos, reuniões técnicas, além da apresentação e debate das principais demandas municipalistas. A Marcha teve início na segunda-feira (25) e já contou com a presença do presidente da República, dirigentes do Congresso Nacional, parlamentares, entre outras autoridades.
Os prefeitos de Mato Grosso destacaram a importância da mobilização para debater as reivindicações e assegurar o compromisso dos dirigentes do país com o avanço da pauta. O prefeito de Itanhangá, Edu Pascoski, enalteceu a importância do evento para os municípios tendo em vista os temas apresentados na programação. Ele frisou que a presença dos gestores é fundamental para a mobilização. “Aqui marcamos presença, pois isso valoriza a construção de um diálogo com o governo federal e os parlamentares no Congresso Nacional, visando a votação dos projetos, além das políticas púbicas que vão contribuir com a população dos municípios”, disse ele.
A prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira, ressaltou a pauta debatida na Marcha, incluindo os projetos que tramitam no Congresso Nacional. Entre os temas, ela destacou os pisos salariais, especialmente da área de saúde. “Com relação ao piso dos enfermeiros, por exemplo, somos favoráveis à categoria da enfermagem, mas não há como assumir um compromisso sem levar em consideração o orçamento financeiro. Não adianta implantar o piso e não ter condições de pagar lá na frente. Temos que avaliar todos os pontos, levando em conta o orçamento da prefeitura”, assinalou, lembrando ainda que além dos salários, há uma preocupação com várias áreas da gestão municipal.
O prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Silmar Gonçalves, lembrou que há dois anos a Marcha não vinha sendo realizada devido à pandemia. Ele classificou o evento como o mais importante para o movimento municipalista brasileiro, e também para os gestores de Mato Grosso. “Com a Marcha, temos aqui um grande aprendizado. A cada edição, percebemos que há um avanço na pauta municipalista nacional, um trabalho que se deve à Confederação dos Municípios-CNM e também à AMM, através do presidente Neurilan Fraga e de sua equipe pelo trabalho da instituição e a mobilização dos prefeitos de todo o estado”, afirmou.
O prefeito de Alto Garças, Claudinei Singolano, destacou que já está no segundo mandato e vem participando da Marcha. Ele disse que o evento é de extrema importância, com programação muito abrangente e temas voltados para as áreas da Saúde, Educação, Transporte, Infraestrutura, Social e outras essenciais para a administração. “Parabenizamos a nossa Confederação e a AMM pelo trabalho do presidente Neurilan Fraga em defesa dos gestores. A nossa presença aqui é devido à mobilização da entidade junto aos municípios. Aqui no evento ganhamos mais experiência e temos a integração com os demais prefeitos de outras cidades brasileiras”, ressaltou.
O prefeito de Nova Olímpia, Jose Elpídio de Moraes Cavalcante, que já participou de várias mobilizações, enalteceu a importância do evento para o municipalismo brasileiro e estadual. “Já tivemos muitas conquistas com as mobilizações dos gestores, notadamente em relação à votação dos projetos de interesse dos municípios no Congresso Nacional. Para que haja mais avanços é necessária a presença dos gestores no evento”, frisou.
O prefeito de Novo Horizonte do Norte, Silvano Pereira Neves, disse que a Marcha apresenta pautas importantes para o movimento municipalista. Ele frisou que os municípios ganham muito com a presença dos gestores no evento, que apresenta os encaminhamentos junto ao Congresso Nacional, ao governo federal e demais poderes para que os municípios sejam atendidos. “Destacamos o trabalho da nossa entidade nacional e da nossa AMM. Agradecemos e parabenizamos o nosso líder, Neurilan Fraga, e sua equipe que não medem esforços para que estejamos neste evento nacional. Aqui lutamos para que os municípios sejam atendidos com as demandas. Queremos menos Brasília e mais Brasil”, assinalou.
CIDADES
Regularização fundiária moderniza gestão territorial e impulsiona economia em 33 municípios
Com quase 81 mil imóveis regularizados em 33 municípios, GeoGis reforça avanço da regularização fundiária e atualização cadastral no país
A modernização do cadastro territorial tem se consolidado como uma das principais estratégias para fortalecer as finanças dos municípios brasileiros sem aumento de impostos. Em meio às dificuldades fiscais enfrentadas pelas prefeituras, iniciativas de regularização fundiária e atualização cadastral vêm ampliando a arrecadação, reduzindo a informalidade e melhorando o planejamento urbano.
O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como o “CPF dos imóveis”, que passou a integrar dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal. O sistema permite maior controle sobre imóveis irregulares, construções fora do cadastro oficial e propriedades que ainda não integram a base tributária municipal.
Hoje, estima-se que cerca de metade dos imóveis brasileiros apresente algum tipo de irregularidade documental ou cadastral. Em muitos casos, isso significa imóveis sem atualização de IPTU, construções não registradas oficialmente ou propriedades sem regularização completa.
Nesse cenário, empresas especializadas em gestão territorial vêm ganhando protagonismo. Em Mato Grosso, a GeoGis já regularizou 80.996 imóveis por meio da emissão de Certidões de Regularização Fundiária (CRF), em 33 municípios, beneficiando milhares de famílias e ampliando a capacidade de arrecadação das cidades atendidas.
Além da regularização documental, os projetos permitem atualizar bases territoriais, identificar inconsistências cadastrais e ampliar o controle sobre áreas urbanas. O reflexo é direto na gestão pública: com informações mais precisas, os municípios conseguem melhorar a cobrança de tributos, planejar investimentos e organizar serviços essenciais.
O avanço da regularização fundiária também tem mobilizado parlamentares de diferentes regiões do país. Durante evento sobre gestão territorial, o deputado federal pela Paraíba, Mersinho Lucena destacou que a falta de documentação ainda impede a chegada de investimentos públicos em milhares de comunidades.
“Quando uma área não está regularizada, o Poder Público fica impedido de levar infraestrutura, saneamento, escolas e outros serviços essenciais. A regularização fundiária é uma ferramenta que garante segurança jurídica e permite que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa”, afirmou Lucena.
Outro exemplo vem de Maceió (AL), onde a GeoGis participa de um programa de regularização fundiária com previsão de alcance de 5 mil imóveis. Até o momento, 492 unidades já foram regularizadas na capital alagoana.
Especialistas apontam que a atualização cadastral se tornou uma ferramenta estratégica para as cidades. Um cadastro desatualizado reduz a eficiência da arrecadação e limita o planejamento urbano, afetando diretamente áreas como infraestrutura, pavimentação, saneamento e habitação.
Além do impacto fiscal, a regularização fundiária também movimenta a economia. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros precisem de algum tipo de regularização. O levantamento aponta ainda que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Segundo o estudo, imóveis regularizados podem alcançar valorização de até 30%, além de ampliar o acesso ao crédito, facilitar financiamentos e aumentar a segurança jurídica dos proprietários.
Para o deputado federal Augusto Coutinho, a regularização fundiária continua sendo uma das principais demandas da população em áreas urbanas consolidadas. Segundo ele, moradores de comunidades visitadas recentemente em Pernambuco relataram viver há décadas em seus imóveis sem possuir a documentação definitiva.
“A regularização traz dignidade às famílias. Com a posse formal do imóvel, o cidadão passa a ter acesso ao crédito, pode investir na própria casa e conquista uma segurança que muitas vezes esperou por décadas”, destacou o parlamentar.
Para gestores públicos, o avanço da tecnologia aplicada à gestão territorial também representa mais transparência e redução de fraudes nas transações imobiliárias. A expectativa do setor é que a modernização cadastral se consolide nos próximos anos como uma das principais ferramentas de fortalecimento financeiro das cidades brasileiras.
-
esportes6 dias atrásCuiabano Leonardo Storck faz história com campanha épica em Roland Garros
-
esportes5 dias atrásSeleção Feminina vence Estados Unidos em amistoso preparatório para o Mundial
-
esportes5 dias atrásEndrick brilha e Brasil supera Egito em último teste antes do Mundial
-
esportes5 dias atrásAntonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
-
AGRO & NEGÓCIO4 dias atrásExportações de carne de peru crescem 23% e receita mais que dobra em 2026
-
AGRO & NEGÓCIO4 dias atrásTempo seco no Centro-Oeste, frio no Sul e chuvas no Norte e Nordeste
-
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT7 dias atrásDo plantio de árvores à reciclagem: conheça a estratégia verde do Judiciário mato-grossense
-
Saúde6 dias atrásMutirão de consultas neurológicas no HMC; neste sábado



